Três fatos sobre sua preocupação

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English: Three Facts for Your Fret

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Por Jonathan Parnell Sobre Medo e Ansiedade

Tradução por Anna Rodrigues

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Temos tendência a nos preocupar.

É um fato sobre as criaturas que somos, seres derivados que, em última análise, não podem controlar o mundo ao nosso redor. Temos dúvidas sobre se devemos fazer isto ou aquilo, e sobre o que pode acontecer se fizermos isto ou aquilo, o que rapidamente se transforma em preocupações sobre o quão mal isto ou aquilo pode terminar. Em pouco tempo, estamos imersos em uma tempestade de ansiedade pura. Começa a nos atingir com ventos de força de furacão — todos os fatos e possibilidades, o caos das coisas que deram errado e nossa incapacidade de determinar os resultados. O que devemos fazer?

Lembre-se de Deus. É isso que devemos fazer. Lembremos que essas preocupações são tão antigas quanto nossos ancestrais mais remotos, e que Deus tem se dedicado a respondê-las desde o princípio e, melhor, que a maneira como Ele as responde não é ignorando a complexidade, mas sim adentrando nela. Resumindo, devemos saber que não estamos sozinhos, que Deus ouve e que Deus age em meio à nossa confusão.

1. Você não está sozinho

Os Salmos são incomparáveis ​​para ilustrar este ponto. Eles não apenas nos mostram repetidamente que Deus se importa, mas, de certa forma, estão ao nosso lado para sentir o que sentimos. Às vezes, podemos nos esquecer de que os salmistas eram pessoas reais como nós, e que suas situações eram tão literais quanto qualquer coisa que possamos vivenciar. Não devemos perder isso na poesia. Quando Davi diz: "Ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte, não temerei mal algum" (Salmo 23:4), devemos lembrar que inimigos reais estavam tentando matá-lo. Ora, essa é uma bela metáfora — o vale, a sombra e tudo mais — mas só funciona porque a morte estava realmente ao seu redor.

Os Salmos são a vida real, e é por isso que nos ajudam. Quaisquer que sejam as circunstâncias pelas quais estamos passando, por mais diferentes que sejam daquelas vividas pelo salmista há tantos anos, existem semelhanças maravilhosas. O Salmo 37 se destaca.

O salmo começa assim: “Não te irrites por causa dos malfeitores, nem tenhas inveja dos que praticam a injustiça!” (Salmo 37:1). Novamente, “Não te irrites; isso só leva ao mal” (Salmo 37:8). A questão é que não nos preocupamos. É verdade que existem várias razões pelas quais qualquer pessoa do povo de Deus pode se preocupar ao longo dos séculos, mas o mandamento de não se preocupar e o princípio de não se preocupar são os mesmos. Quaisquer que sejam nossas preocupações, não estamos sozinhos. Nossos irmãos e irmãs já estiveram lá.

2. Deus te ouve

Um salmista está escrevendo sobre preocupação, o que significa que já aconteceu antes. Mas também, e mais especificamente, o salmista está exortando o povo de Deus sobre a preocupação, o que significa que Deus sabe o que está acontecendo. Deus não é alheio a isso. Ele ouviu o seu povo naquela época e nos ouve agora.

Os Salmos, em seu conjunto, deixam isso maravilhosamente claro. É até temático, como podemos ver nos primeiros salmos. O que começa a se destacar quando lemos os primeiros versículos juntos é que Davi tem uma confiança inabalável na proximidade de Deus — que Deus o ouve e se importa com ele. “Clamei ao Senhor em alta voz, e ele me respondeu desde o seu santo monte” (Salmo 3:4); “O Senhor separa para si os piedosos; o Senhor ouve quando clamo a ele” (Salmo 4:1, 3); “Ó Senhor, de manhã ouves a minha voz” (Salmo 5:3); “O Senhor ouviu o som do meu choro.” O Senhor ouviu o meu clamor; o Senhor aceitou a minha oração” (Salmo 6:8-9).

Este é o grande lembrete de que, mesmo em meio à nossa preocupação, nunca encontramos Deus "indiferente, impotente ou pego de surpresa". E mesmo quando parece que ninguém mais ouve, que todos os nossos amigos nos abandonaram, podemos virar a página com Davi para o Salmo 38:9: "Ó Senhor, toda a minha saudade está diante de ti; o meu suspiro não te é oculto." Deus ouve, sempre.

3. Deus trabalha a seu favor

Mas ele não apenas ouve, como também responde. As exortações do Salmo 37 estão repletas de lembretes da ação de Deus. É como se o salmista nos chamasse para fora da névoa e nos convidasse a ver como Deus vê. “O mal logo desaparecerá como a erva” (Salmo 37:2); “Pois os malfeitores serão exterminados” (Salmo 37:9); “Em pouco tempo os ímpios não existirão mais” (Salmo 37:10). De fato, “o Senhor ri dos ímpios, pois vê que o seu dia está chegando” (Salmo 37:13). Precisamos que a promessa de Deus sobre o futuro seja tão certa para nós que passemos a captar o seu senso de humor.

Deus entra em nossa complexidade, em nossas dúvidas, em nossas preocupações, e Ele age. Como Davi nos lembra, “o Senhor sustenta o justo” (Salmo 37:17); “o Senhor conhece os dias dos íntegros” (Salmo 37:18); “o Senhor sustenta a sua mão” (Salmo 37:24); “o Senhor ama a justiça e não abandona os seus santos” (Salmo 37:28); “o Senhor não os entregará ao poder dos ímpios” (Salmo 37:33). “A salvação dos justos vem do Senhor; ele é a sua fortaleza no tempo da angústia” (Salmo 37:39).

E para deixar mais claro, para eliminar a ideia de que isso é mero sentimentalismo, que basta termos fé com bastante intensidade, Deus não apenas tem uma palavra bonita para nos dizer, mas Ele é a Sua própria Palavra para nós. Ele não se limitou a nos bombardear com banalidades espirituais à distância, mas arregaçou as mangas, por assim dizer, e veio até aqui. “E o Verbo se fez carne e habitou entre nós” (João 1:14, A Mensagem). Jesus viveu por nós. Ele morreu por nós. Ele foi criado para nós. Ele nos mostrou Deus de perto e pessoalmente, cheio de graça e verdade.

E ele disse a nós, criaturas que nos preocupamos: “Não se perturbe o vosso coração” (João 14:1).