Sete Coisas que Transformam o Sofrimento

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English: Seven Things That Transform Suffering

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Por Vaneetha Rendall Risner Sobre Sofrimento

Tradução por Lucas Torres

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Não posso levar meu prato para a mesa.

No mês passado, eu poderia fazer isso facilmente. Mas com a pós-pólio, as coisas se deterioram rapidamente. A cada semana, enfrento novos desafios, descubro coisas que não posso mais fazer e desisto de mais coisas que amo.

Os médicos me disseram que isso aconteceria. Mas, como uma jovem mãe, havia outras coisas com que me preocupar. Presumi que a verdadeira dificuldade estaria a décadas a frente. Naquela época, eu poderia facilmente falar sobre isso, escrever sobre isso e até filosofar sobre isso. Mas agora, como está acontecendo, estou com raiva.

Sento-me no balcão, as lágrimas escorrendo pelo meu rosto, inundadas de emoção. Eu grito na minha casa vazia: “Deus, como ‘Você’ pôde fazer isso comigo? Você não me ama? Eu tenho sido fiel. Isso não conta para alguma coisa? Por que ‘Você’ não soluciona isso?" Então termino minha birra com Deus e mergulho na auto piedade. Penso que Deus responde às orações de outras pessoas, mas não às minhas. Que Ele não está preocupado com a minha dor. E que meu sofrimento não tem sentido.

Claro, essas são as mentiras de Satanás.

Eu gostaria de não as ouvir, nem as conhecer de cor, ou as repetir quase instintivamente.

Eu gostaria que, no calor da batalha, quando a vida está desmoronando, minha primeira resposta fosse cheia de graça. Paciente. Como Cristo. Gostaria de saborear a doçura da graça sustentadora de Deus e nunca mais questioná-Lo. Mas infelizmente eu não estou lá. Ainda não.

Então fecho os olhos e respiro fundo. Eu preciso me arrepender. Prestar atenção ao conselho de Martyn Lloyd–Jones: parar de me ouvir e começar a falar. No verso de um envelope, anoto o que preciso me lembrar.

Sete coisas que devo fazer.

1. Lembrar-me de que Deus me ama. Incondicionalmente, impreterivelmente, intensamente. A cruz é um lembrete ardente de Seu amor. Nada pode me separar disso. Jesus é sempre por mim. Ele testemunha cada mágoa que eu sofro. Ele percebe os medos que eu nem consigo expressar. Ele chora comigo na minha dor

2. Falar com Deus. Preciso da ajuda dEle, da perspectiva dEle, do conforto dEle. Saber intelectualmente que essa aflição é para o meu bem não é suficiente; preciso de um encontro com o Deus vivo. E quando abro meu coração sem reservas, Ele me encontra com ternura. Essas orações não são longas nem eloquentes. Podem ser gemidos, gritos simples de “me ajude, Jesus” ou até mesmo silêncio diante dEle. Meu maior desafio é não me afastar. Ou me afundar na minha raiva. Ou anestesiar a dor em outro lugar.

3. Abrir a Bíblia e começar a lê-la. Muitas vezes resisto a essa abordagem direta ao texto; pode parecer tão acadêmico. Mas ao abrir as páginas da Bíblia, Deus fala comigo, sussurrando Seu conforto, anunciando suas promessas, mostrando sua graça através de seus escritores inspirados — pessoas que foram brutalmente honestas sobre seu sofrimento. Eles me orientam, modelando que é aceitável lamentar. Para expressar minha frustração. Para expressar minha emoção crua.

4. Lembrar-me de que nunca estou sozinho(a) em meu sofrimento. Além de nosso Deus trino, estou cercado por uma nuvem gloriosa de testemunhas que veem cada luta que experimento. Embora invisíveis para mim, eles fazem parte do reino espiritual, como os anjos que Geazi viu sentados em carruagens de fogo. O mundo invisível. Este mundo é real. E está sempre assistindo. Observando para ver se Deus é meu tesouro. Se ainda vou elogiá-Lo enquanto meu corpo se deteriora. Se vou confiar nEle quando tudo parecer escuro.

5. Recitar a fidelidade de Deus. Tenho um registro de meus destaques espirituais, meus encontros inconfundíveis com Deus, meus Ebenezers. Os momentos em que Deus me resgatou. Surpreendeu-me com alegria. Encheu-me com Sua presença. Quando estou sofrendo, preciso revisar esta lista. Isso me garante que essa provação um dia passará, mas a fidelidade e o amor de Deus nunca falharão.

6. Colocar minha mente no Céu. Este mundo não é minha casa e está passando. Acabará em um piscar de olhos. E então a vida real começará. Deus tem a eternidade para compensar qualquer sofrimento nesta vida. No Céu não haverá mais lágrimas, morte, choro ou dor.

7. Lembrar-me de que esta vida é toda sobre Deus. Tudo foi criado para valorizar Aquele cujos caminhos são mais altos do que os meus. Posso não entender como, mas Deus está fazendo algo maior com a minha vida do que eu posso ver. Meu sofrimento nunca é sem sentido; não será desperdiçado. Ele acabará usando todas as lutas para o meu bem e Sua glória.

Ao revisar essas verdades, sinto a abundante paz de Deus. Ele me guiará por esta provação, como fez em todas as outras, suportando pacientemente minha fraqueza, falando amorosamente por meio de Sua palavra, me dando força de forma consistente.

Em Cristo, a rocha inabalável, permaneço; se firmar a minha vida em outro terreno, eu pereço.