Quatro Promessas para os nossos Rompimentos
De Livros e Sermões BÃblicos
Por Tony Reinke Sobre Relacionamentos
Tradução por Ana Sant'Anna
Você pode nos ajudar a melhorar por rever essa tradução para a precisão. Saber mais (English).
Términos de relacionamento machucam. Eles machucam porque nos sentimos rejeitados por outras pessoas, mas eles também machucam porque expõem nossas falhas internas.
Quando nossa raiva diminui, procuramos dentro de nós para saber no que falhamos no tocante a suprir as expectativas de um ex-amigo, namorado ou namorada.
Então que esperança Deus dá aos cristãos que estão sofrendo com o término de um relacionamento?
A resposta veio de um jovem que recententemente perguntou a John Piper no que se tornará um futuro episódio do podcast Ask Pastor John .
O que segue é a transcrição editada da resposta de Piper.
Vou começar com alguns exemplos de rompimentos dolorosos.
- Você é uma garota de treze anos e recebeu um bilhete do seu melhor amigo da escola: "Eu não quero mais ser seu amigo."
- Você está namorando e sente que esse relacionamento pode se tornar algo lindo e duradouro, e sua namorada diz: "Eu acho que não devemos mais nos ver".
- Você está noiva e dois meses antes do casamento, quando tudo está fluindo, seu noivo chega e diz: "Eu não consigo fazer isso. Eu não consigo seguir em frente. Eu não acho que isso vai funcionar."
- Você tentou muitas vezes fazer parte de vários grupos na igreja ou no trabalho e ninguém nunca entrou em contato com você. Ninguém liga. Todas as suas iniciativas de fazer amizade não levam a lugar nenhum. E você se encontra sozinho a maior parte do tempo. Ninguém liga. Ninguém te convida para ir a lugar algum ou fazer alguma coisa.
Agora, de maneiras diferentes, essas experiências de rejeição são extremamente dolorosas.
Tabela de conteúdo[esconder] |
Seis reações negativas ao rompimento
Então deixe-me citar seis possíveis respostas que não abordam o problema. Elas são fugas. E então eu espero e oro que as pessoas ouçam isso e digam - existe outro caminho a seguir.
Primeira. Podemos ter pensamentos suicidas. Investimos tanto nesse relacionamento que, sem ele, a vida simplesmente não merece ser vivida. (Piper aborda o suicídio com mais detalhes aqui.)
Segunda. Podemos expressar nossa dor com raiva: "Que idiota. Quem precisa dela afinal de contas?"
Terceira. Podemos ficar em total reclusão, nos tornar um eremita social e nunca mais arriscar ter esse tipo de relacionamento.
Quarta. Podemos tentar curar nossa tristeza bebendo, comendo demais ou nos lançando totalmente ao trabalho sem dar mais nenhuma atenção às pessoas.
Quinta. Podemos responder tendo ódio de nós mesmos, que se expresse na forma de anorexia extrema ou cortando nosso corpo. Eu conheci uma jovem que estava cortando sua barriga a cada tantos meses para ir ao hospital para levar pontos. Eu perguntei a ela: "O que você pode compartilhar comigo? Qualquer coisa que me ajude a entender o que isso significa." Ela disse: "Eu gosto da atenção que recebo na sala de emergência." Então você pode chegar ao extremo de se cortar ou passar fome.
Sexta. Podemos redobrar a aposta na melhoria exterior, para que possamos finalmente ganhar a admiração de alguém. Então ela vai trabalhar no seu físico. Ela vai trabalhar no seu cabelo. Ela vai trabalhar no seu guarda roupa. E ele vai se exercitar mais e vai fazer algumas aulas. Eu quero ser bom de conversa e vou melhorar minha aparência para que alguém finalmente goste de mim.
Agora todas essas respostas não esclarecem a questão principal, o enorme e doloroso ponto de interrogação que esse rompimento causou. Nenhuma dessas seis respostas abordam o ponto central da minha identidade, do meu relacionamento ou da minha alegria.
Minha identidade
Então aqui é onde Jesus, o Senhor do universo, o Salvador do mundo, está abordando de forma geral essas coisas. Ele faz quatro coisas por nós.
1. Um Deus que nos criou
Deus nos criou para que pudéssemos confiar em Sua sabedoria, soberania e bondade e para que não nos consideremos seres defeituosos e inúteis. E se fizermos isso, não estamos confiando Nele. Ele nos criou com nossa inteligência básica, nossa personalidade básica e nosso corpo básico. E se pensarmos que não podemos ser remidos, amados ou úteis, estaremos mentindo sobre Ele. Não estamos confiando Nele. Então primeiro, Ele nos deu nossa valor básico nessa terra, já que Ele não erra naquilo que cria. Essa é a primeira. Ele nos criou.
2. Um Deus que nos ama
Deus nos aceita, nos perdoa e nos ama apesar de todos os efeitos que causemos ou defeitos que possam afastar os outros. Se formos confiar Nele, Ele voluntariamente nos justifica. Essa é a grande e preciosa doutrina da justificação pela fé. Não nos medimos primeiro e depois somos aceitos por Deus. Talvez o sejamos pelos outros, mas não por Deus. Somos aceitos por causa de Cristo, por causa de Cristo e Sua perfeição, não pela nossa. E temos acesso a isso somente pela fé. Esse é o fator básico de nossa existência e identidade. Esse é nosso relacionamento principal, ele é um presente e é mais valioso que todos os outros relacionamentos.
3. Um Deus que nos satisfaz
Ele nos satisfaz. Cristo nos satisfaz com algo infinitamente maior do que uma boa auto imagem, a saber, a nossa própria imagem.
A grande felicidade não está em ficar de frente ao espelho gostando do que se vê.
A grande felicidade não está em ficar de frente para o mundo ou sua namorada fazendo que ele ou ela gostem do que veem.
A grande felicidade não está nem em ficar diante de Deus fazendo Ele gostar do que vê. Eu admito que isso é espetacular, eu quero isso e vou obter isso se Deus permitir, porque a fé está ligada a Cristo.
A maior satisfação da nossa alma é estar perante Deus impressionados pela Sua beleza que se manifesta em nós. Ele está presente naquele momento e é nossa maior alegria. As maiores alegrias são as que fazem nos esquecer de nós mesmos na presença da beleza infinita.
4. Um Deus que nos fortalece
Agora temos a força interior para ir para o mundo porque temos uma identidade central criada por Deus, um relacionamento central como alguém que é aceito e amado por Deus por meio de Cristo com base em Cristo, e uma satisfação central porque vemos Deus como infinitamente belo sendo a base de tudo isso. Não precisamos mais ansiar pela aceitação dos outros, mas nos satisfazermos em entregar a nós mesmos à serviço dos outros. Então, nossos relacionamentos não são firmados em desejo, mas em servir, o que pode ou não surtir o efeito de as pessoas quererem estar conosco. Mas esse não é o ponto. Esse é o efeito.
Mas não estou dizendo que a vida não traz a dor de relacionamentos. Cada uma dessas perdas que descrevi podem acontecer aos cristãos. Elas vão acontecer. E vão doer. O que estou dizendo é que em Cristo nós temos tudo que precisamos para viver vidas úteis e felizes por meio desse tipo de rejeição e dor.