Os nós da vida precisam de Jesus
De Livros e Sermões BÃblicos
Por Jon Bloom Sobre Santificação e Crescimento
Tradução por Daniele Weidle
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A Frígia era um antigo reino localizado onde atualmente é a região central da Turquia. Segundo a lenda, há muito tempo atrás, a Frígia estava sem rei. Certo dia, um oráculo pagão declarou que o próximo homem a conduzir uma carroça puxada por bois até Telmissus, capital da Frígia, seria o novo rei. Este homem foi um fazendeiro chamado Gordias.
O filho de Gordias, Midas (que mais tarde se tornou o rei com o toque de ouro), decidiu homenagear seu pai recém-exaltado, dedicando a carroça de bois ao deus frígio, Sabazios, e amarrou-a a um poste usando um nó tão complexo que era considerado impossível de desatar - o nó gordiano. Outro oráculo anunciou que aquele que resolvesse o enigma do nó governaria a Ásia.
Os séculos passaram e a carroça de bois permaneceu firmemente amarrada ao poste. Então Alexandre, o Grande, chegou, conquistou e se deparou com o nó. Sendo o líder guerreiro decisivo que era, ele dispensou o nó impenetrável constando-o com sua espada. E ele partiu para conquistar a Ásia.
O nó górdio tornou-se um símbolo, uma parábola para problemas complexos e intratáveis e a espada de Alexandre tem sido um símbolo de soluções de liderança decisivas e inovadoras.
Nossos nós górdios
No reino de nossas almas, cada um de nós tem seus próprios nós górdios, não é verdade? Alguns deles são dilemas intelectuais impenetráveis sobre a soberania de Deus e a responsabilidade humana, a natureza do sofrimento, a origem do mal, a eternidade de Deus, a Trindade e assim por diante. Nós nos esforçamos e descobrimos nossos limites e, com sorte, aprendemos a exultar com Paulo, ao dizer:
“Ó profundidade da riqueza, tanto da sabedoria como do conhecimento de Deus! Quão inexplicáveis são os seus juízos, e quão insondáveis são os seus caminhos!” (Romanos 11:33, NAA)
Os nós mais dolorosos são os complexos emaranhados espirituais, emocionais e psicológicos do pecado inerente ou da fraqueza temperamental, da deficiência, da adversidade circunstancial e das experiências traumáticas do passado. Combinados, eles muitas vezes moldam a maneira como pensamos e agimos de formas que nos confundem
Tentamos desembaraçá-los. Tentamos entendê-los. Mas quanto mais trabalhamos neles, descobrimos que eles são mais complexos do que imaginávamos. O aconselhamento e certos tipos de terapias podem certamente nos ajudar da mesma forma que professores, discussões e livros podem ajudar nas dificuldades intelectuais.
O aconselhamento só nos ajudará até certo ponto. A terapia não tem o poder de nos curar. Nós descobrimos nossos limites. E nós gritamos com Paulo:
“Miserável homem que sou! Quem me livrará do corpo desta morte?” (Romanos 7:24). Quem pode desatar esses nós de dor impregnados de pecado e irremediavelmente entrelaçados?
Nenhum de nós pode. O pastor, conselheiro ou especialista em psicologia mais talentoso é incapaz de desatar completamente os nós que nos prendem. Nenhum de nós é capaz de fabricar uma espada que os corte.
Nosso conquistador tem a espada
A resposta para o nosso choro é a mesma que Paulo declarou no verso a seguir:
“Graças a Deus por Jesus Cristo, nosso Senhor!” (Romanos 7:25)
Há alguém que pode resolver o enigma dos nossos nós górdios. Ele é o conquistador. “O Seu nome é... Verbo de Deus” e “da sua boa sai uma espada afiada”. (Apocalipse 19:13, 15). E com essa espada, tudo o que há de pecaminoso em nós e tudo o que faz parte da futilidade desta era (Romanos 8:20) será cortado.
Na cavalaria, Jesus, o Grande, desferiu o golpe decisivo sobre cada nó pecaminoso de cada santo que algum dia pertencia a Ele. Nesta era, todas as promessas de Deus são “sim” em Cristo e têm poder para cortar nossos nós com verdade e libertar-nos, se acreditarmos nelas (2 Coríntios 1:20, João 8:32). E na era vindoura, todos os nós górdios induzidos pelo Éden terão sido destruídos.
Solte a espada nos seus nós
Alguns nós jamais seremos capazes de desamarrar por conta própria. Mas há alguém que pode desamarrá-los. Jesus, o Criador dos nossos corpos e psiques, o Formador das nossas almas, Aquele que realmente sabe como somos e o que precisamos, aconselha essencialmente uma coisa primordial para os nossos corações atribulados: “Vocês creem em Deus, creiam também em mim” (João 14:1). Jesus quer que olhemos para Ele, ouçamos e confiemos Nele.
A chave para lidar com os nossos nós górdios não é, em última análise, a introspecção e a análise. O aconselhamento e as terapias eficazes terão como objetivo ajudar-nos a ver mais claramente quais mentiras estão interferindo na nossa fé em Jesus, para que possamos combatê-las. Mas a chave para a liberdade, a espada do Espírito (Efésios 6:17) que cortará os nós das mentiras, é acreditar nas palavras de Jesus (João 8:32, João 15:7).
As palavras de Cristo são vivas, eficazes e a espada mais afiada (Hebreus 4:12), e Nele todas as promessas de Deus são “sim” para nós. Somente Ele nos libertará (João 8:32).
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