Deixe que Deus Decida o Valor da Maternidade

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English: Let God Decide What Mothering Is Worth

© Desiring God

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Por Rachel Jankovic Sobre Santificação e Crescimento

Tradução por Isadora Glielmo

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Quando eu era uma mãe jovem com um carrinho de bebê lotado ao ponto de estranhos contarem meus filhos, eu já sabia muito bem que esse tipo de fecundidade não era muito bem vista no mundo. Eu recebi muito encorajamento divino do meu marido, da Palavra e da igreja — mas também era claro por que eu precisava desse tipo de encorajamento.

Acreditar que o que Deus diz sobre os filhos é verdade não é o mesmo que viver como se fosse verdade. No fim das contas, essa tremenda bênção dos filhos que Deus enviou à minha vida foi como aprendi a gloriosa verdade de que cestas cheias de frutas são pesadas. Uma vida gloriosa, abundante, frutífera e fiel não tem nada de fácil, despreocupada, relaxante, simples ou descomplicada. A vida de uma mãe fiel, ao que parece, tem mesmo de ser repleta de fé.

Tabela de conteúdo

Derrotando Dragões e Trocando Fraldas

Nós mães precisamos acreditar que o trabalho que estamos fazendo importa, que honra a Deus e que precisamos fazê-lo bem. E precisamos nos lembrar dessas coisas quando estamos fisicamente exaustas, emocionalmente esgotadas e espiritualmente enfraquecidas. No meio da loucura de um dia cuidando de crianças pequenas dentro de casa, pode ser difícil acreditar que o que você está fazendo é como construir um reino, derrotar dragões, proclamar o evangelho. É um trabalho glorioso.

A carne quer ver os Cheetos, os copos com bico e os pisos pegajosos, e se afundar em sentimentos de não ser vista ou compreendida. A carne quer acreditar que o que pode ser visto facilmente por olhos cansados é tudo o que há e só. Você, a mãe desgrenhada de todas essas crianças sujas, está desperdiçando sua vida. Você se acomodou. Você foi enganada e agora viu como tem agido como uma tola sem ambição.

Mas a carne, como sempre, não está do nosso lado. Ela deve ser superada pela fé. Não se deve dar ouvidos a ela, colocá-la em uma posição de autoridade ou acreditar nela.

Jogos que Jogamos com Crianças

Sei que as mães ao longo de toda a história lutaram contra o desânimo, mas nosso tempo é, na verdade, único no impulso que vai contra a fecundidade básica e fiel do casamento cristão. Houve outras épocas em que a fecundidade e a fertilidade ainda eram vistas com bons olhos. Nesse contexto, a carne nem teria tido que aguentar tanta pressão, e o diabo teria dado um jeito de desviar as mulheres do caminho de outras formas. Mas agora, na nossa era, estamos cercados por um mundo que pensa que inventa a si próprio.

Um jovem casal cristão pode se casar hoje e anunciar, sem resistência, quais são seus objetivos e sonhos. Basicamente, este é o nosso jogo da vida, e estas são as regras com as quais estamos jogando. Nossos objetivos são financeiros — veremos a posse de nossa própria casa como uma recompensa. Queremos plantar para ter uma vida de lazer e colher a bênção de férias relaxantes. Neste mundo que achamos que estamos construindo, os filhos não seriam uma bênção. Elas não seriam uma recompensa. Eles não seriam nossa herança. Em algum momento, provavelmente vamos escolher um cachorro. O sucesso será medido pelos nossos desejos, e teremos nos saído bem quando os tivermos cumprido.

Mas nós, cristãos, não podemos imaginar que estamos realmente construindo este mundo ou as regras. Não estamos planejando o propósito de nossa própria vida — Deus, o Criador, fez isso e nos deu Sua Palavra. Esta é a verdade sobre o mundo real, sobre o que realmente importa, sobre o que devemos valorizar, buscar, acreditar e viver. Deus já decidiu essas coisas, e elas não estão em aberto para nós decidirmos.

O que Deus Chama de Filhos

Se você recorrer às Escrituras para saber o que pensar sobre as crianças, encontrará um contraste chocante com os pensamentos mundanos em que todos nós temos estado imersos.

Mesmo aqueles de nós que sempre foram pró-vida adotaram a ideia de que os filhos são objetivamente uma interrupção, um fardo, uma dificuldade — a menos que você tenha decidido que quer um como se quer um animal de estimação. Ainda nos parece um tanto vulgar a imagem da mulher grávida e descalça na cozinha. Acabamos permitindo que o mundo moldasse nossa compreensão sobre as coisas mais fundamentais da vida.

O que mais precisamos é nos aprofundar na verdade da palavra de Deus, para que esses pensamentos incrédulos sejam expulsos pela realidade. Porque o que Deus diz é a realidade, e não podemos nem devemos querer negá-la. Deus disse:

Eis que os filhos são herança do Senhor, e o fruto do ventre o seu galardão. Como flechas na mão do guerreiro, assim são os filhos da mocidade. Bem-aventurado o homem que enche deles a sua aljava. Não serão confundidos, mas falarão com os seus inimigos à porta. (Salmo 127:3–5)

O casal cristão moderno evita quase tudo nesta passagem. Não quero essa recompensa, obrigado. Não tenho interesse em brigar com ninguém, então essa linguagem militar não mexe comigo. Na verdade, prefiro não ter um aljava de nenhum tipo, muito menos uma que esteja cheia de vida. Não acho que isso soe como uma bênção que eu queira . . .

Se você sentir que está se esquivando da linguagem que as Escrituras usam a respeito das crianças, saiba que o que você está evitando é uma bênção — a bênção de Deus. Não há nada no mundo tão pesado, tão glorioso, tão desejável quanto as bênçãos de Deus.

Outra Bênção Inesperada

Meus quatro primeiros filhos, que costumavam chocar a todos, agora são adolescentes mais altos do que eu. Agora é fácil para mim ver a glória. Provérbios 17:6 diz que os netos são a coroa dos idosos — e já temos experiência o suficiente na vida de pais para saber que as coroas são feitas de coisas que exigem muito esforço. O ouro deve ser extraído e refinado no fogo, pedras preciosas são encontradas nas profundezas da terra e lapidadas, polidas e trabalhadas até que possam ser cravadas. A glória é pesada, como o ouro — mas, também como o ouro, é real e preciosa.

Deus nos abençoou com uma gravidez inesperada este ano, nosso oitavo bebê. E, embora engravidar aos 41 anos nunca tenha feito parte dos meus planos ou ideias, eu sou profundamente grata. Sei, de cabo a rabo, que o que Deus diz sobre os filhos é verdadeiro e real. E quando vejo as pessoas olhando para a minha barriga de grávida como se eu fosse uma espécie de exclamação viva, eu simplesmente concordo. Este ponto de exclamação é necessário, porque vem após um testemunho de que Deus é fiel. Ele é misericordioso. Ele faz coisas incríveis por nós.

O nosso Deus é o Deus vivo, aquele que convocou à existência tudo o que há por meio da sua palavra. O que Ele diz sobre o mundo é a realidade, e o que o mundo diz sobre Ele não passa de névoa.