É Possível Sentir Raiva Sem Pecar?

De Livros e Sermões Bíblicos

Recursos relacionados
Mais Por John Piper
Índice de Autores
Mais Sobre Santificação e Crescimento
Índice de Tópicos
Recurso da Semana
Todas as semanas nós enviamos um novo recurso de autores como John Piper, R.C. Sproul, Mark Dever, e Charles Spurgeon. Inscreva-se aqui—Grátis. RSS.

Sobre esta tradução
English: Is It Possible to Be Angry and Not Sin?

© Desiring God

Partilhar este
Nossa Missão
Esta tradução é publicada pelo Traduções do Evangelho, um ministério que existe on-line para pregar o Evangelho através de livros e artigos disponíveis gratuitamente para todas as nações e línguas.

Saber mais (English).
Como podes Ajudar
Se você fala Inglês bem, você pode ser voluntário conosco como tradutor.

Saber mais (English).

Por John Piper Sobre Santificação e Crescimento

Tradução por Anna França

Review Você pode nos ajudar a melhorar por rever essa tradução para a precisão. Saber mais (English).



O seguinte texto trata de uma transcrição editada do áudio.

A Escritura nos exorta: “Quando ficarem irados, não pequem”. Como isso é possível, e que tipo de coisa deve nos causar raiva?

A Escritura não diz apenas: “Quando ficarem irados, não pequem”; ela também diz: “sejam [...] tardios para irar‑se, pois a ira do homem não produz a justiça de Deus.” E a Bíblia diz: “Livrem‑se de toda ira, bem como de toda maldade.” E ela diz que Jesus — em um momento em que estava na sinagoga e eles perderam a cabeça porque ele estava curando alguém no Sábado — diz que ele olhou ao redor para eles com raiva, entristecido pela dureza de seus corações.

Então, talvez essa seja uma dica de como sentir raiva sem pecar. Porque Jesus não pecou. Ele nunca pecou. A Bíblia diz claramente: “Ele era sem pecado”, em Hebreus 4, por exemplo.

Ele olhou para eles em volta com raiva — o que não era pecado — e se entristeceu. Então me parece, talvez, que se estamos com raiva, deve ser contra o pecado.

Não devemos ter raiva da embreagem quebrada do nosso carro. Jonathan Edwards resolveu nunca sentir raiva de objetos inanimados, porque, no fim das contas, seria raiva contra Deus, que tem controle sobre objetos inanimados, que não têm vontade alguma de cometer uma imoralidade sobre a qual sentir raiva.

Então devemos sentir raiva do pecado, mas essa raiva deve, também, estar mesclada com um aperto no coração pelas pessoas que estão cometendo o pecado.

Eu presumo que o motivo pelo qual Jesus se entristeceu foi porque sentiu: “Esse é meu povo! Esses são meus irmãos judeus que conheciam o Antigo Testamento, e não conheciam a Deus! Eles não conhecem graça. Eles não entendem que eu não quero sacrifícios: quero misericórdia! Eles não entendem suas Escrituras. Eles estão a caminho do inferno. E estão reclamando que eu curei alguém!” E está partindo seu coração e enraivecendo-o.

O que eu procuro, quando fico com raiva de alguém na rua ou de quem quer que seja, é saber se estou ou não quebrado também. Estou sofrendo e ansiando por eles? Quero que sejam salvos? Quero que mudem? Posso ter misericórdia deles?

Então penso que a raiva não deve ser valorizada. A Bíblia diz: “Não permitam que o sol se ponha enquanto durar a ira de vocês”. Não a leve para a cama à noite. Faça o que for para acalmá-la.

E para acalmá-la, você deve, se a pessoa for um cristão, agradecer a Deus por Cristo ter morrido por aquilo e levou sobre si aquele pecado que acabaram de cometer. Se a pessoa não for um cristão, Romanos 12 diz: “Minha é a vingança; eu retribuirei”, diz o Senhor. [...] “Se o seu inimigo tiver fome, dê‑lhe de comer; se tiver sede, dê‑lhe de beber”. Eu abro mão da vingança dessa forma, dizendo: “Eu não preciso ser o juiz aqui. Deus vai cuidar disso”.

Então, toda noite, antes de dormir, ou você está pondo sua raiva ali na cruz, ou ali no inferno. E você está dizendo: “Eu não vou carregar esse peso. Eu não vou me tornar uma pessoa amargurada, feia e raivosa. Quero que pessoas sejam salvas. Eu não quero ser vista como maldosa ou vingativa”.