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English: Do You Pray Enough?

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Por Jon Bloom Sobre Oração

Tradução por Mônica Couto Valadares

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A culpa é um tremendo incentivo para qualquer comportamento, exceto para o arrependimento. Não podemos sustentar disciplinas espirituais contínuas, como a oração, a partir de um sentimento de culpa. Não é isso que a culpa pretende alcançar, e é por isso que sentir-se mal por não orar o suficiente nunca nos transformará em homens e mulheres que "oram continuamente" (1 Tessalonicenses 5:17).

Tecnicamente, a culpa é uma condição jurídica. Emocionalmente, a culpa é uma consciência pesada, nossa resposta a uma consciência de fracasso real ou percebido. Portanto, culpa é algo para se libertar, não algo para aproveitar como motivação para desenvolver e persistir em um hábito. Seu propósito é nos empurrar para uma ação primária: o arrependimento. O arrependimento é o meio que Deus criou para nos libertar do fardo da culpa.

Por outro lado, o incentivo que Deus projetou para que possamos "trabalhar com entusiamo" (Colossenses 3:23) — para "labutar e lutar" (1 Timóteo 4:10), para disciplinar nossos corpos (1 Coríntios 9:27), para enfrentar a morte todos os dias (1 Coríntios 15:31) negando a nós mesmos, carregando nossa cruz e seguindo Jesus (Lucas 9:23–25), e para "avançar em direção ao objetivo" para alcançar a ressurreição dentre os mortos "por qualquer meio possível" (Filipenses 3:11-14) — é recompensa, não culpa (Filipenses 3:8, 14; Colossenses 3:24).

Tabela de conteúdo

O Problema com o Legalismo

É por isso que o evangelho de Jesus é uma notícia tão boa para nós! Através do arrependimento alimentado pela fé, Jesus nos concede perdão por todos nossos pecados (Lucas 24:47), tomando-os sobre si mesmo na cruz (2 Coríntios 5:21). E quando chegamos a Jesus dessa forma, ele nos liberta, pecadores cansados e sobrecarregados, do fardo de nossa culpa e nos dá descanso (Mateus 11:28). Porém mais do que isso, ele nos dá a capacidade, então, de deixar de lado o nosso peso de pecado para que possamos correr a corrida da fé, olhando para ele, que é a grande Recompensa colocada diante de nós, juntamente com tudo o que Deus nos promete nele para sempre (Hebreus 12:1–2).

Quando Jesus quer nos motivar a sermos livres da culpa, ele nos oferece descanso nele por meio do arrependimento. Quando Jesus quer nos motivar a segui-lo no caminho difícil do discipulado (Mateus 7:14), ele nos oferece a recompensa de tesouros no céu (Marcos 10:21).

É por isso que o legalismo funcional — nossos esforços para nos livrarmos da culpa e encontrarmos aceitação com Deus, esforçando-nos mais para estar à altura Dele (ou de outra pessoa) — não funciona na vida Cristã (ou em qualquer outra vida). Nunca conseguiremos atingir os padrões de comportamento externo e os propósitos do coração, que amenizem nosso sentimento de culpa. O melhor que podemos alcançar são momentos ocasionais e breves de alívio da culpa.

Por Que não Rezamos Mais?

Precisamos ter isso em mente quando lemos exortações radicais para rezar no Novo Testamento, como,

Acho esses versículos convincentes. Estou crescendo em minha vida de oração, mas posso dizer que não é como a vida de oração de Paulo, muito menos como a de Jesus. Minhas reflexões ao longo de quarenta anos como Cristão me dizem que a maioria dos Cristãos, pelo menos no Ocidente, diria algo semelhante.

Por que não rezamos mais? A resposta é muito simples e muito convincente: não rezamos mais porque realmente não acreditamos que fará diferença. Nossas experiências pessoais, culturais e religiosas ajudaram a reforçar a crença de que fazer mais tende a produzir mais do que rezar mais. Assim, como Cristãos "crentes na Bíblia", nós oficialmente afirmamos o que a Bíblia nos ensina sobre a oração, mas negligenciamos na prática, porque não acreditamos funcionalmente no ensino da Bíblia sobre a oração.

Agora, essa descrença produz culpa — e assim deve ser. A incredulidade nas promessas de Deus e a desobediência aos seus mandamentos são pecado.

O Segredo para Rezar Mais

Mas o que fazemos com essa culpa pela nossa incredulidade?

Muitas vezes respondemos à nossa culpa com a determinação de rezar mais. Tentamos por um tempo, somente para descobrir que é insustentável. Por quê? Porque embora nossa convicção esteja certa (não estamos rezando o suficiente), estamos aproveitando a motivação errada para corrigir nosso comportamento. Rezar mais como um meio de aliviar a culpa não nos ajudará a rezar mais, porque não é para isso que serve a culpa. A culpa é um fardo a ser liberado através do arrependimento da incredulidade e do recebimento do perdão e da restauração de Jesus.

Se realmente queremos rezar como a Bíblia ensina, devemos aproveitar a motivação da Bíblia: A promessa de Deus de recompensa. Se olharmos para o contexto de cada exortação bíblica às orações listadas acima, vemos o incentivo da recompensa.

Esses exemplos são apenas uma amostra. A Bíblia está cheia de promessas de recompensa para aqueles que rezam.

Combustível Para o Fogo

O segredo para alimentar nosso crescimento na oração, para cultivar a oração como um "hábito de graça" mais abrangente em nossas vidas, é atiçar o fogo de nossa fé nas promessas de Deus.

Para fazer isso, devemos desviar o olhar de nossas insuficiências, fracassos e experiências fortemente tendenciosas, que drenam nossa fé, e olhar para a graça abundante e a onisciência prometidas por Deus (2 Coríntios 9:8), bem como as experiências de outras pessoas na Bíblia e na história da igreja, que experimentaram uma oração mais eficaz do que nós. Tudo isso ajuda a aumentar nossa fé e expectativa.

A fé na palavra nos encoraja a levar este cheque-promessa ao banco do céu e não parar de pedir até que seja descontado: "Se pedires alguma coisa em meu nome, Eu farei" (João 14:14).

Deus não quer pessoas que rezam motivadas pela culpa, ele quer pessoas que rezam e se aproximam Dele como seu Recompensador e sua Recompensa (Hebreus 11:6, 26). Quanto mais o experimentarmos como ambos, mais rezaremos.