Todos os outros caminhos levam à morte
De Livros e Sermões BÃblicos
Por Greg Morse Sobre Santificação e Crescimento
Tradução por Juan Flavio De Sousa De Freitas
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Um homem sentou-se à beira da estrada, onde um caminho se dividia em dez. Uma névoa espessa cobria a terra, de modo que nenhum viajante conseguia ver o fim de cada caminho.
O rei do homem, antes de partir para o seu reino, contou ao homem o fim de cada um deles. Um caminho levava a uma cova de leões. Outro, a um penhasco com rochas pontiagudas no fundo. Outro, a uma floresta com feras sanguinárias. Outro, a um pântano com areias movediças das quais era impossível escapar. Outro ainda levava a uma tribo de canibais. E os relatos desagradáveis continuavam dessa forma. Apenas um levava ao reino do rei. Sua missão era simples: alertar os outros para que se afastassem da destruição e seguissem o caminho da vida.
Um jovem foi o primeiro a cruzar seu caminho. “Meu amigo, tenho boas notícias para você”, disse ele ao viajante. “O rei deste mundo me enviou para ajudá-lo. Este caminho aqui, dos dez à sua frente, é o único seguro. E não apenas seguro, mas leva diretamente ao rei e ao seu reino; um reino onde você será recebido, vestido e reconciliado por sua incrível misericórdia. Os outros caminhos — como o rei registrou solenemente em seu livro — levam à ruína certa”.
Para sua surpresa, o transeunte ignorou completamente seus apelos. Uma mulher em seus braços segurou sua orelha, pedindo que ele seguisse outro dos dez caminhos. “Senhor! Volte! Esse caminho é o caminho da morte! Volte!”, gritou ele até que o homem desapareceu de vista. O servo sentou-se em silêncio por horas. O que eu deveria ter feito de diferente?
A segunda viajante, desta vez uma jovem mulher, parou momentaneamente para ouvir o que ele tinha a dizer. Ela considerou o caminho prescrito, viu que era estreito e difícil e, sem pensar muito, decidiu não o seguir, dizendo-lhe para não se preocupar, que ela ficaria bem.
A visão dos próximos viajantes tirou da sua mente o horror do fim daquela mulher. Um casal se aproximou (quase sem falar ou olhar um para o outro). Esse casal, tão autoconfiante quanto infeliz, respondeu ao convite real com uma reprimenda severa.
“Barbaramente arrogante!”, repreendeu a mulher.
“Hipócrita e crítico”, acrescentou o marido.
“O amor”, disse a mulher sem parar, “permite que os outros trilhem seu próprio caminho por conta própria e não impõe o seu próprio caminho a ninguém”.
Ele tentou dizer para as costas deles que não era o seu caminho, mas o do Rei, mas eles não deram atenção. De mãos dadas, eles caminharam em direção ao precipício, zombando de um tolo na estrada.
Os dias se passaram dessa maneira. Cada encontro enfraquecia seus apelos. A missão que ele começou com um senso real de privilégio logo se transformou em insensibilidade, confusão e apatia. Família, amigos, colegas e estranhos agora passam por ele, todos seguindo o caminho que escolheram. Ele dá apenas um sorriso fraco para as pessoas inocentes que embarcam em seu caminho preferido para a perdição.
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Cansado de falar o bem
Tenho me sentido como este servo do Rei.
Muitas vezes perguntei com Isaías: “Quem deu crédito a nossa pregação? E a quem se manifestou o braço do Senhor?” (Isaías 53:1). A tentação de ceder me encontra em minha derrota, sussurrando: “Vale mesmo a pena?” ou “Deus realmente disse que o evangelho é o poder de Deus para a salvação?”
Acrescente a esse sussurro o impulso carnal de evitar conversas que podem facilmente levar ao constrangimento ou à rejeição. Alguns de nós, inclusive eu, damos ouvidos à voz que nos diz que “ir por aí” não é educado nem promissor, em vez da voz que nos diz para compartilhar o único nome dado sob o céu pelo qual eles devem ser salvos (Atos 4:12). Mas o que eles vão pensar de mim? Isso fez com que o nome de Cristo fosse silenciado por muitos.
Agora acrescente a esses desafios as doces palavras de nossos dias sobre “tolerância”; palavras que regularmente convencem os cristãos a consentir em compromissos, enquanto pessoa após pessoa passa pelo caminho da ruína. Embora Jesus não tenha se envergonhado de dizer às pessoas que somente ele era o caminho, a verdade e a vida (João 14:6), muitas vezes deixamos de transmitir a mensagem salvadora que nos foi dada.
Palavra aos transeuntes
Se você está pensando em qual caminho seguir e deseja a perspectiva do Rei, aqui está: somente Jesus é o caminho, a verdade e a vida; somente ele é o mediador entre Deus e os homens (1 Timóteo 2:5); somente ele traz reconciliação aos pecadores (Colossenses 1:20); somente ele revela Deus perfeitamente (Hebreus 1:3); somente ele é a ressurreição e a vida (João 11:25); não há salvação em nenhum outro (Atos 4:12). Existem dois tipos de caminhos: o caminho de Cristo e os caminhos da condenação (Mateus 7:13). Todo caminho que não leva ao arrependimento e à fé em Jesus para o perdão dos pecados é um caminho que leva à morte eterna.
Deus enviou seu Filho ao mundo dos criminosos condenados para salvá-lo e dar vida eterna a todos os que creem (João 3:16-18). Jesus é o único nome oferecido a você para sua salvação. Ele é o único que pode tirar seus pecados. Suas boas obras não o salvarão; seu bom caráter não o protegerá; suas boas intenções não cobrirão sua nudez. O anjo da morte anda lá fora; somente a porta com o sangue de Cristo pintado na moldura pode protegê-lo.
Considere o seu caminho antes que seja tarde demais. Não escolher um caminho também é um caminho. Acreditar que não existem caminhos verdadeiros também é um caminho. O secularismo, o materialismo e as falsas religiões têm caminhos. Compare-os com o único que pode levar à vida, o de Jesus Cristo e seu evangelho.
Politicamente correto? Não. Tolerante? Não. Exclusivo? Certamente. Amoroso? Absolutamente. “Deus demonstra o seu amor por nós pelo fato de que, enquanto ainda éramos pecadores, Cristo morreu por nós” (Romanos 5:8). Você fará parte do “nós”?
Apelo aos cristãos
Se, por outro lado, você é um dos muitos homens ou mulheres na encruzilhada, encarregados pelo Rei de alertar e guiar, não se renda nem desista; o mundo precisa da sua voz. Não se curve diante da estátua oca que o mundo ergueu e chamou de “Amor”. O compromisso é amor apenas em relação a si mesmo e ao pecado, tolerante apenas com as massas que vão para o inferno e aceitando apenas uma covardia que nos torna cúmplices na condenação daqueles que afirmamos amar.
Se acreditamos em nosso Rei, não podemos ficar em silêncio. Se nos importamos com as almas, não podemos ficar mudos. Se amamos a glória do nosso Deus, devemos falar. Não podemos assistir com indiferença à morte de familiares, amigos e até mesmo inimigos.
Na hora certa
Por fim, esse servo do Rei, ao refletir sobre seu próprio relacionamento com o Rei e meditar nas palavras de seu livro, reavivou sua confiança na mensagem do Rei.
Um homem idoso aproximou-se lentamente dele.
“Senhor, tenho uma notícia maravilhosa para lhe dar; e espero, oro para que a receba. Meu Rei enviou-me com uma mensagem urgente de que você, mesmo na sua velhice, pode encontrar a vida eterna. Este caminho, senhor, embora difícil e com uma porta estreita, é o único caminho para a vida. Todos os outros têm algo pior do que a morte inscrito neles. Mesmo agora, meu rei espera, pronto para recebê-lo”.
“Por que tal rei me ofereceria tal boas-vindas?”.
“Porque, em seu grande amor, ele abriu um caminho — através do maior sacrifício a si mesmo — para receber todos os que vêm a ele com fé... Sim, até mesmo você... Sim, essa é a sua promessa... Sim, este caminho”.
Não se renda. Não desista. Continue orando por seu filho; continue falando a verdade com amor ao seu vizinho; continue apontando para Jesus Cristo. Não se canse de falar o bem, pois, no tempo certo, você colherá, se não desistir (Gálatas 6:9).
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