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		<title>Livros e SermÃµes BÃ­blicos - Contribuições do utilizador [pt]</title>
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		<updated>2026-04-07T13:42:49Z</updated>
		<subtitle>De Livros e SermÃµes BÃ­blicos</subtitle>
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		<id>http://pt.gospeltranslations.org/wiki/Encontrando_Descanso_Absoluto</id>
		<title>Encontrando Descanso Absoluto</title>
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				<updated>2011-02-22T15:32:13Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Mahra: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;{{info|Encountering Absolute Rest}}&lt;br /&gt;
Todos os seres humanos são feitos à imagem de Deus, e todos seres humanos sabem que Deus os criou, admitam isto ou não. Sabemos que Deus nos criou com um desejo insaciável por bondade, verdade, e beleza. Por natureza, sabemos necessitar destas três qualidades em sua totalidade. Não ansiamos por uma bondade, verdade e beleza parcial, mas sim por bondade, verdade e beleza absoluta. Nós desejamos essas três qualidades pois não podemos deixar de desejá-las. Assim como Deus colocou a eternidade em nossos corações (Ec. 3.11), Ele colocou bondade, verdade, e beleza na própria essência de nossas almas. E, assim como ansiamos por bondade, verdade e beleza infinita, assim o Deus que as criou também nos criou para que viéssemos a conhecê-lo, o único infinito, que é o inicio e o fim de toda bondade, verdade e beleza. Assim sendo, pelo desígnio de Deus, nunca nos cansaremos ou fatigaremos em nossa busca, conhecimento, e amor dessas qualidades transcendentes que encontram suas satisfação no próprio Deus. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em suas Confissões, Agostinho orou, “Grandioso és Tu, ó Senhor, e digno de ser louvado; grande é Teu poder, e Teu conhecimento não tem fim. E o homem, sendo uma parte de Sua criação, anseia adorá-lo... . Tu nos faz deleitar em louvar-te; pois Tu nos formaste para Ti mesmo, e nossos corações não encontram descanso até que eles possam descansar em Ti”. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nossos corações permanecem inquietos sem Deus, e assim permanecerão até que vejamos a Ele, face a face, coram Deo (diante da face de Deus), e encontremos nosso descanso final e a completa expressão de adoração. Naquele que nos criou para adorá-lo e sermos plenamente satisfeitos nEle. Como crentes, assim como o Autor de nossa fé nos fez dependente de encontrarmos descanso nEle em nossa conversão, então o mesmo Consumador de nossa fé age de maneira implacável nos fazendo dependentes todos os dias de encontrarmos descanso diário somente nEle. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Porem, sendo homens autônomos com ídolos que se assemelham a nós mesmo, nós estamos constantemente a procura de meras sombras de bondade, verdade e beleza. Vislumbramos com o que agrada nossos ouvidos, com o que encanta nossos olhos, e com o que diverte nossa alma, e corremos após essas coisas com todas nossas forças. Ambos, o inimigo interno e o inimigo externo se tornaram prósperos parceiros em fabricar ídolos apelativos, que tem uma aparência de bondade, verdade, e beleza, nos induzindo a tirarmos nossos olhos do Criador e colocá-los na criação. Entretanto, toda a criação canta a gloria de Deus, e, que em todos os lugares em que encontremos bondade, verdade e beleza, possamos tirar nossos olhos da criação e colocá-los no Criador.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Mahra</name></author>	</entry>

	<entry>
		<id>http://pt.gospeltranslations.org/wiki/Predefini%C3%A7%C3%A3o:Info</id>
		<title>Predefinição:Info</title>
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				<updated>2010-04-20T11:42:00Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Mahra: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;&amp;lt;includeonly&amp;gt;{{#wdInfobox:{{{1}}}}}&lt;br /&gt;
&amp;lt;/includeonly&amp;gt;&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Mahra</name></author>	</entry>

	<entry>
		<id>http://pt.gospeltranslations.org/wiki/Do_Amor_do_Pai</id>
		<title>Do Amor do Pai</title>
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				<updated>2010-04-16T16:00:50Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Mahra: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;{{ info | Of the Father's Love}}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ao escrever este artigo, lembro-me da edição do Orlando Sentinel, (Orlando, Flórida, EUA) de 15 de dezembro de 2003. “CAPTURADO”, lia-se no cabeçalho da primeira página, “temido ditador encontrado sozinho em uma cova infestada de ratos.” Com legítima fascinação, lembro-me fitar meu olhar nos olhos exaustos e desajeitados do ex-líder do Iraque e perguntar-me: “Poderá Deus, amar este homem? – será que, realmente, Deus ama a Saddam Hussein?”. Creio que, respondendo esta mesma questão, alguém poderia dizer: ”De maneira nenhuma! Impossível!” Como que você pode perguntar algo assim tão óbvio?” Outros, porém, não hesitariam em replicar: “Claro que Deus o ama. Deus ama a todos – admiro-me de que você possa fazer uma pergunta destas!” Esta questão, na verdade, não concerne somente a Saddam Hussein, mas a qualquer pessoa, em todo o mundo. O que realmente deveríamos perguntar é: “Deus ama a quem?”. Perguntas como esta, não dirigimos somente a teólogos, pois é uma questão de interesse geral – para a igreja e, também, para o mundo. Deus ama a todos os seres humanos da mesma maneira? Deus ama a Saddam Hussein com mais ou com menos intensidade que ama a Osama bin Laden? Ama-os mais que a Adolfo Hitler? Ama-os menos que ao dono da clínica local de abortos? Talvez os ame menos que aquele vizinho da casa do lado, que odeia a igreja, odeia a Deus e odeia a qualquer um que professe ser um crente no Senhor Jesus Cristo. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;O amor de Deus é um tema fundamental à nossa fé. É, porém, uma das doutrinas mais mal entendidas da igreja de hoje. Nós anunciamos o amor de Deus em chaveiros, em camisetas, em adesivos nos pára-choques dos carros e em flâmulas nos jogos de futebol. Com alarde pronunciamos o amor de Deus incondicionalmente para com qualquer um, e o temos anunciado tão fantasticamente que o temos tornado virtualmente sem valor. E, como resultado da má administração e do mau emprego desta tão preciosa doutrina, o amor de Deus se tem tornado nada mais que uma mera nuvem soprada pelo vento, sem relevância ou significado. &amp;lt;br&amp;gt;No entanto, para nós, a questão permanece. A quem, pois, ama Deus? É o seu amor, o mesmo para com todos? É igualmente outorgado a cada indivíduo sobre a terra? As respostas a estas questões se encontram no próprio cerne do que somos como crentes. E estas perguntas, ainda que difíceis de serem feitas, são necessárias e necessitam ser respondidas. Contudo, nossas respostas não poderão ser feitas com base em nossos próprios sentimentos e atitudes, por mais fortes que sejam. Pelo contrário, nossas respostas a questões como estas, precisam ser diretamente buscadas nas páginas da sagrada Palavra de Deus, pelo fato de ser ela que revela Seu caráter. E é o caráter de Deus que determina nossa adoração. Como escreveu Tomás de Aquino: Theologia Deum docet, ab Deo docetur, et ad Deum ducit (a teologia ensina Deus, é ensinada por Deus, e nos conduz a Deus). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;O apóstolo Paulo identifica a Palavra de Deus como sendo a “espada do Espírito” (Efésios 6: 17). Ele nos chama a armar-nos com ela e a manejá-la com destreza (2 Timóteo 2:15). Assim, pois, em nosso manejar da Palavra de Deus, temos que ser diligentes em manter-nos dentro da missão para a qual fomos chamados. Não podemos nos esquecer que nosso adversário, como leão que ruge, anda em derredor buscando a alguém para devorar (I Pedro 5:8). Pela astúcia do inimigo, o mundo tem, cuidadosamente, tramado suas maquinações. Selecionando as passagens das Escrituras que são de seu interesse, o mundo as usa para seus próprios fins e propósitos. Com engenhosa decepção, o mundo usa passagens que dizem respeito à tolerância, à unidade e ao amor a fim de promover sua própria religião, ainda que esta venha a provar-se como sendo uma religião para a morte, para a destruição e para sua miséria eterna. Além disso, nas mentes dos homens deste mundo, existem passagens que são usadas para justificar o pluralismo: “Não julgueis, para que não sejais julgados” (Mateus 7:1). Para justificar a união homossexual, usam passagens tais como “não pode haver judeu nem grego; nem escravo nem liberto; nem homem nem mulher; porque todos vós sois um em Cristo Jesus” (Gálatas 3:28). E, na tentativa de se justificarem diante de um Deus amoroso, tomam passagens bíblicas para defender o incondicional e eterno amor de Deus por eles mesmos: “Deus é amor” (1 João 4:8). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;O que o mundo não entende, entretanto, é que ao buscar a justificação de seus conceitos religiosos, está assegurando a sua própria condenação. As passagens das Escrituras promovidas pelo mundo contêm, em si mesmas, uma unidade – não estão isoladas. Em “não julgar”, somos ensinados que Deus é o Juiz (2 Timóteo 4:1). Em nossa união com Cristo, nos é dito, pelas Escrituras, que Deus é Senhor sobre homens e mulheres (1 Coríntios 11:3). E, no que tange ao amor de Deus, diz-nos que este é especial (Efésios 2:4). Seu, é um amor único, limitado por Seu próprio e imutável caráter (1 João 4:9). Não é algo que se possa atirar ao redor descuidadamente. Ao contrário, é um amor que deverá ser acalentado e engrandecido (Cântico 2:4; Efésios 1:4). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;Através de toda a Bíblia, Deus afirma Seu amor para com Seu povo. No Velho Testamento, Ele demonstrou Seu amor em chamar um povo para Si mesmo (Êxodo 33:16). Do mundo, Deus separou uma nação sobre a qual pronunciou Sua aliança de amor (Gênesis 15 – 17; Êxodo 4:22). Nos Dez Mandamentos, o SENHOR conferiu credibilidade ao Seu mandamento concernente aos ídolos. Ali, Ele declara: “porque eu sou o SENHOR, teu Deus, Deus zeloso, que visito a iniqüidade dos pais nos filhos até a terceira e quarta geração daqueles que me aborrecem, e faço misericórdia até mil gerações daqueles que me amam e guardam os meus mandamentos.” (Êxodo 20:5-6; veja-se também 34:7; Números 14:18; Deuteronômio5: 10; 2 Crônicas 5:13). Ao trazer à memória de Seu povo Sua aliança de paz, Deus declara, por meio do profeta Isaias, “a minha misericórdia não se apartará de ti, e a aliança da minha paz não será removida, diz o SENHOR que se compadece” (Isaias 54:10). Ainda assim, o Senhor estendeu Sua aliança de amor àqueles estrangeiros que mais tarde viriam a abraçá-la, afirmando que eles “amariam o nome do SENHOR” e que eles “seriam seus servos” (Isaias 56:6). Como quer que seja, Sua aliança de amor não era feita sem condições; visto que ela se manifesta no juramento de Deus de cumprir Sua promessa de salvação (Gênesis 3:15). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;No Novo Testamento, o amor de Deus é, de igual maneira, de natureza pactual. Entretanto, no Novo Testamento, Deus revela com clareza que Sua aliança de amor alcança, não somente a nação de Israel, mas a todos os povos. E isto se tornou evidente quando Nicodemos veio de noite a Jesus para inquirir sobre a verdadeira identidade de Sua missão. Depois de explicar àquele líder do povo judeu como alguém pode nascer de novo, Jesus lhe respondeu, de maneira explícita, que Ele veio, não para condenar o mundo, mas para salvá-lo. (João 3:16-17). É óbvio que Jesus definiu esta salvação do mundo em termos daqueles que cressem, mas já não mais seria aquela aliança de amor pronunciada apenas sobre a nação de Israel, pois, na nova aliança, Deus manifestaria Seu amor sobre todos os povos em toda a face da terra. (Atos 10; Romanos 1:16 – 17; 10:12). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;Na nova aliança, o evangelho é pregado a todas as nações e nossas orações e súplicas são oferecidas a favor de todos os povos (1 Timóteo 2:4). Somos ordenados a amar a nossos inimigos e a orar por eles (Mateus 5: 44). Porém, ao orarmos, pedimos para que Deus converta suas almas. E, ainda mais, não só oramos por nossos familiares descrentes aos quais amamos, mas também oramos por aquelas pessoas que nos odeiam, oramos pelo diretor da clínica de abortos no bairro e oramos pelos terroristas do mundo. Assim, o amor de Deus se expressa a todos os homens. Em verdade, Seu amor benevolente se manifesta de uma maneira geral, ou seja, a todas as pessoas de todos os lugares do mundo (Lucas 2: 8; João 3: 16). Mas, ainda que Deus demonstre seu amor sobre todas as criaturas por prover-lhes a luz do sol e enviar-lhes Suas chuvas, Seu amor especial é demonstrado somente a favor de Seu povo, provando-o para conosco no fato de que, quando ainda pecadores, Cristo morreu por nós (Romanos 5: 8). Este doce amor de Deus, (Seu amor “complacente”, no uso tradicional da palavra), está fixado sobre o seu povo desde a fundação do mundo (Efésios 1:4). Seu amor é derramado em nossos corações (Romanos 5:5). Este amor nos tem sido assegurado para sempre em Sua imutabilidade (Deuteronômio 5:10). Deus nos tem estabelecido no amor de Cristo, do qual jamais seremos separados (Romanos 8:31-39). Mas nem todos os seres são amados desta maneira; pois Ele diz: “amei a Jacó, mas aborreci a Esaú” (Malaquias 1:2; Romanos 9:13). Esaú era um inimigo de Deus (Hebreus 12:16), Jacó, porém, foi abençoado por Deus (Gênesis 32:29). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;Nós, como povo de Deus, fomos trazidos ao arrependimento pela bondade de Deus para conosco (Romanos 2: 4), mas aqueles que não cumprem as condições estabelecidas pelo amor de Deus em Cristo, sofrerão Seu justo juízo (Romanos 2:5). E, ainda que muitos digam que Deus odeia o pecado mas ama o pecador, não é o pecado que Deus condena ao inferno. Opostamente, por causa de Seu amor especial por nós, Ele nos salva de sua ira (1 Tessalonicenses 1: 9-10) e nos disciplina precisamente porque nos ama (Hebreus 12:6). Ele nos possibilita amá-Lo, porque Ele nos amou primeiro (1 João 4:19), e, ao manter Sua Palavra, Seu amor é feito completo em nós (João 17:8; 1 João 2: 5) &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
.&amp;lt;br&amp;gt;O amor especial de Deus é o amor mais precioso que Ele tem derramado sobre o Seu povo. De fato, este amor é outorgado sobre todos os povos sem distinção de raça ou classe étnica (Romanos 3:29). Entretanto, não é um amor outorgado a todas as pessoas sem exceção (João 17:9), ainda que o evangelho seja proclamado a todas sem exceção (Romanos 10:13-15). Vemos esta verdade demonstrada na oração sumo sacerdotal de Jesus, quando se aproximava a hora de Sua morte. Orando por seus seguidores, orava o Senhor: “É por eles que eu rogo; não rogo pelo mundo, mas por aqueles que me deste ... Não rogo somente por estes, mas também por aqueles que vierem a crer em mim, por intermédio da sua palavra ... a fim de que todos sejam um; e como és tu, ó Pai, em mim e eu em ti, também sejam eles em nós; para que o mundo creia que tu me enviaste” (João 17: 9-23). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;Nós somos o povo de Sua aliança a quem Ele redimiu pelo sacrifício de Si mesmo. Ele é nosso Pai, a quem adoramos e servimos. Ele é nosso Rei – nós somos filhos e filhas de Seu reino e temos sido chamados para banquetearmo-nos em Sua mesa real. Na verdade, Seu amor que salva não há sido manifestado a todos em toda parte, mas, por Sua graça Ele tem mantido este amor sobre nós e, sobre nós, tem feito Sua face brilhar (Números 6: 24). Pois Deus, “sendo rico em misericórdia, por causa do grande amor com que nos amou, e estando nós mortos em nossos delitos, nos deu vida juntamente com Cristo, - pela graça sois salvos” (Efésios 2:4-5).&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Mahra</name></author>	</entry>

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		<title>Sandbox</title>
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&lt;hr /&gt;
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		<author><name>Mahra</name></author>	</entry>

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		<title>Predefinição:Info</title>
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				<updated>2009-10-15T14:03:29Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Mahra: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;&amp;lt;includeonly&amp;gt;{{#wdInfobox:{{{1}}}}}  &amp;lt;/includeonly&amp;gt;&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Mahra</name></author>	</entry>

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		<id>http://pt.gospeltranslations.org/wiki/A_Gra%C3%A7a_Soberana</id>
		<title>A Graça Soberana</title>
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				<updated>2009-09-29T19:54:55Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Mahra: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;{{ info | Sovereign Grace}} &lt;br /&gt;
&amp;lt;blockquote&amp;gt;&lt;br /&gt;
... nos elegeu nele antes da fundação do mundo... (Efésios 1.4, RA)&lt;br /&gt;
&amp;lt;/blockquote&amp;gt;&lt;br /&gt;
==== ''A Primeira Impressão...''  ====&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
James Cantelon relembra sua experiência de conversão quando escreve de modo tocante e muito perspicaz: &lt;br /&gt;
&amp;lt;blockquote&amp;gt;“A primeira impressão é a que fica.” Assim afirma o velho adágio, e creio ser a verdade em muitos casos. Minha primeira impressão de Deus acompanha-me até o dia de hoje. Ela se deu num acampamento, numa igreja velha, cheirando a bolor, no Canadá, no centro de Saskatchewan. Contava então cinco anos de idade.&amp;lt;/blockquote&amp;gt;&amp;lt;blockquote&amp;gt;Naquela época, nosso “negócio” eram os tabernáculos. Na maioria dos casos, nossas igrejas eram chamadas “tabernáculos”, mas não somente isso: os prédios onde se realizavam as reuniões de acampamento também levavam esse nome, extraído do Antigo Testamento com o significado de “tenda”. Num dia especialmente quente, meus pais encontravam-se no tabernáculo dos adultos, enquanto eu, acompanhado de meus coleguinhas, acampantes mirins, fiquei no tabernáculo das crianças. A professora passava conosco O ''Peregrino,'' de Bunyan. Enquanto ela dava a lição, algo acendeu-se dentro de mim.&amp;lt;/blockquote&amp;gt;&amp;lt;blockquote&amp;gt;Depois da lição, as crianças voaram, ruidosas, para brincar ao sol. Eu permaneci. E a professora Brown parecia saber por quê.&amp;lt;/blockquote&amp;gt;&amp;lt;blockquote&amp;gt;“Posso te ajudar, Jimmy?”, perguntou com tamanha doçura. Com os olhos marejados, sacudi a cabeça, sem dar uma palavra, roendo a unha do meu dedinho, que de repente não parava de tremer.&amp;lt;/blockquote&amp;gt;&amp;lt;blockquote&amp;gt;“Vamos para a sala de trás; aí poderemos orar”, disse. Não posso explicar o que ocorreu [...]. Mas vou dizer uma coisa: aos cinco anos de repente me senti como se fosse o pior pecador que jamais existira. Minha percepção do pecado quase esfacelou meu tenro coração. No entanto, a oração não havia terminado. Começou com remorso, foi transformando-se em alegria. Senti ser retirado de minha frágil alma o peso que acabara de descobrir. A presença de Deus me inundou. Sem que eu procurasse a Deus ou o convidasse ―aliás, sem saber que necessitava dele―, ele veio a minha procura, convidando a mim... uma criança de cinco anos de idade.&amp;amp;lt;ref&amp;amp;gt;1&amp;amp;lt;/ref&amp;amp;gt;&amp;lt;/blockquote&amp;gt;&lt;br /&gt;
A primeira impressão é de fato a que fica. Ao narrar sua experiência de conversão, Cantelon revela algo fantástico sobre Deus: “... ele veio a minha procura...”. Como você compreende sua experiência de conversão? Quem buscou a quem? Deus veio a sua procura? Ou parece-lhe que no fundo você é que estava a procura dele? O que se ressalta mais para você: a iniciativa de Deus e a intervenção dele, ou o arrependimento e a fé que brotaram em você? &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
{{centerInsert|Quando vim para Cristo, pensei que eu mesmo tivesse tomado a iniciativa e, embora buscasse o Senhor com diligência, não fazia nem idéia de que o Senhor estivesse me buscando. Não me parece que o novo convertido perceba isso de saída. Posso recordar o dia e a hora exatos em que pela primeira vez acolhi essas verdades [acerca da doutrina da eleição] em minha alma ―quando elas, como dizia John Bunyan, entraram queimando em meu coração como um ferro incandecente―, e posso lembrar que cresci repentinamente, deixando de ser um bebê para me tornar um homem ―cresci no meu conhecimento das Escrituras, tendo encontrado, de uma vez por todas, a chave da verdade de Deus.&lt;br /&gt;
Certa noite, no meio da semana, sentado na casa de Deus, lá estava eu, sem prestar muita atenção ao sermão pregado, uma vez que não cria no que estava sendo dito. Fui então assaltado pelo seguinte pensamento: ''O que o levou a se tornar cristão?'' Busquei ao Senhor. ''Mas o que o levou a buscar ao Senhor?'' Num instante a verdade brilhou em minha mente – jamais o teria buscado caso não tivesse havido previamente algum tipo de influência sobre minha mente que me fizesse buscá-lo. Orei foi o que pensei. Mas então me perguntei: ''O que me levou a orar?''Fui induzido a orar por meio da leitura das Escrituras.''O que me levou a ler as Escrituras?'' Realmente eu li, mas o que me levou a fazê-lo? Então, num instante, percebi que Deus subjazia a tudo aquilo, e era o Autor de minha fé. Assim a doutrina da graça se tornou clara para mim, e dessa doutrina não me afastei até o dia de hoje, desejando que seja sempre esta minha confissão: “Atribuo minha transformação inteiramente a Deus”.&lt;br /&gt;
― Charles Spurgeon&amp;lt;ref&amp;gt;2&amp;lt;/ref&amp;gt;}} &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Não se trata de perguntas de cunho acadêmico. O cristão que compreende ou interpreta erroneamente a causa subjacente de sua conversão pode se tornar vulnerável ao legalismo, ao orgulho, à dependência de si mesmo, à ingratidão, à condenação e à falta de segurança da salvação. No entanto, quando passamos a compreender corretamente a natureza da nossa conversão ―ou seja, quando conseguimos captar com clareza o papel da graça soberana de Deus na eleição―, nos posicionamos para desfrutar, de forma constante, dos benefícios maravilhosamente transformadores que estão&amp;amp;nbsp;a nossa disposição somente por meio do evangelho. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==== ''Das profundezas''  ====&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*A eleição, naturalmente, é uma doutrina que brota das profundezas do oceano teológico. Assim que nos damos conta dela, todos devemos reconhecer que estamos num ponto muito longe de dar pé. Trata-se de um lugar de mistério, que suscita uma infinidade de perguntas, todas variantes de uma única questão: “Como é possível conciliar soberania divina com responsabilidade humana?”. Na questão do mistério teológico, acho muito útil esta citação de J. Rodman Williams: “Como todas as doutrinas cristãs estão relacionadas com Deus, o qual está em última análise muito além de nossa capacidade de compreensão, inevitavelmente haverá algum elemento de mistério ou transcendência que não pode ser captado pelo entendimento humano. Não obstante, dentro desses limites o labor teológico não pode cessar”.&amp;amp;lt;ref&amp;amp;gt;3&amp;amp;lt;/ref&amp;amp;gt; Aliás, Deus havia anunciado a seguinte estipulação não-negociável: “As coisas encobertas pertencem ao SENHOR, o nosso Deus, mas as reveladas pertencem a nós e aos nossos filhos para sempre, para que sigamos todas as palavras desta lei” (Dt 29.29). Como eu adoro um segredo, minha soberba não reage muito bem diante de uma declaração como essa. Assim, em parte para me ajudar na questão da humildade, Deus me permitiu morar nas redondezas de Washington DC. Aqui, entre os membros da igreja que tenho o privilégio de servir, existem várias pessoas que precisam manter certo grau de sigilo no tocante aos detalhes de seus empregos, relacionados com o governo americano. Às vezes, em conversa com um ou outro, minha soberba e minha noção de importância se esgueiram, e começo a desejar ardentemente o acesso de alguém que está por dentro. Por que eles não me contam algo bem interessante? Eles não confiam em mim? Não podem abrir uma exceção para o pastor? Nunca satisfazem meus anseios pecaminosos, o que conta muito a favor deles. Em geral nem admitem saber de qualquer informação secreta. Posso me comportar com Deus da mesma maneira. Imploro para que ele explique algum mistério teológico, pressupondo de modo arrogante que meu cérebro não seria carbonizado se entrasse em contanto com tamanha iluminação divina. Mas em sua bondade, sabedoria e misericórdia, ele também mantém seus segredos. Você pode dizer que está bem à vontade com os segredos de Deus?... com aqueles difíceis de compreender?... o paradoxo?... a aparente contradição? Você está em paz no fundo do oceano? Nas Escrituras Deus declarou tanto a soberania divina quanto a responsabilidade humana, sem procurar harmonizá-las por completo. Mas sem dúvida estão harmonizadas em sua infinita sabedoria, e isso deveria nos bastar. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
{{centerInsert|O fator decisivo para descobrir quem será salvo do pecado não diz respeito às decisões dos seres humanos, mas à graça soberana de Deus ―embora a decisão humana de fato desempenhe um papel significativo no processo [...]. Devemos portanto ratificar tanto a soberania de Deus quanto a responsabilidade humana; tanto a graça soberana de Deus quanto nossa participação ativa no processo de salvação. Somente faremos justiça ao que as Escrituras ensinam se firmemente defendermos ambos os lados do paradoxo. Uma vez que Deus é o Criador e nós suas criaturas, porém, ele deve ter a prioridade. Daí devermos sustentar que em última análise o fator decisivo no processo da nossa salvação é a graça soberana de Deus.― Anthony Hoekema&amp;lt;ref&amp;gt;4&amp;lt;/ref&amp;gt;}} &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
João Calvino oferece um sábio conselho nessa matéria: &lt;br /&gt;
&amp;lt;blockquote&amp;gt;O assunto da predestinação, que em si se faz acompanhar de tamanha dificuldade, torna-se embaraçoso e portanto perigoso pela curiosidade humana é perigoso quando recebido com muita perplexidade pela curiosidade humana, que não consegue evitar vagar por caminhos proibidos [...]. Aqueles segredos de sua vontade que ele julgou possíveis de ser manifestos são revelados em sua Palavra ―revelados à medida que, sabia ele, resultariam em nosso interesse e bem-estar [...]. Tenhamos, portanto, por princípio maior que o desejo de conhecimento acerca da predestinação além daquilo que foi apresentado na Palavra de Deus é tão ilusório quanto caminhar onde não há estrada ou buscar a luz nas trevas [...]. A melhor regra de equilíbrio é não somente aprender a seguir na direção apontada por Deus, mas também aprender a seguir quando ele deixa de ensinar (apontar o caminho) para dar cabo ao nosso desejo de ser sábios.&amp;amp;lt;ref&amp;amp;gt;5&amp;amp;lt;/ref&amp;amp;gt;&amp;lt;/blockquote&amp;gt;&lt;br /&gt;
Creio que a maturidade cristã pressupõe um repouso cada vez maior em relação ao mistério divino e uma crescente confiança em Deus, de modo que podemos dizer com Davi: “Senhor, o meu coração não é orgulhoso e os meus olhos não são arrogantes. Não me envolvo com coisas grandiosas nem maravilhosas demais para mim” (Sl 131.1). À medida que crescemos em Cristo, o mistério não diminui. Mas deve haver mais humildade para que estejamos mais tranqüilos diante do mistério divino. Que ele seja grande o suficiente e maravilhoso o bastante para sabermos que a doutrina da eleição é saudável e confiável, representando o ensino claro da Escritura. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
{{centerInsert|''' Esclarecimentos preliminares'''&lt;br /&gt;
Antes de examinarmos com profundidade a maravilhosa doutrina da eleição, precisamos fazer algumas ressalvas, na tentativa de desfazer qualquer mal-entendido.&lt;br /&gt;
1) Uma vez que encontramos nas Escrituras tanto a soberania divina quanto a responsabilidade humana, precisamos ensinar as duas doutrinas, sempre ressaltando que as Escrituras dão destaque à eleição: a soberania de Deus na salvação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
2) A doutrina da eleição, ainda que de cabal importância, não define os Ministérios Graça Soberana. É o evangelho que nos define.&lt;br /&gt;
A eleição desempenha um papel fundamental em relação ao evangelho da graça. Ela protege e preserva o evangelho; não é, porém, um correspondente perfeito do evangelho. O evangelho traduz-se na pessoa e na obra de Jesus Cristo. Somos salvos por confiarmos nele e em sua obra perfeita. “Pois o que primeiramente lhes transmiti foi o que recebi: que Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo as Escrituras, foi sepultado e ressuscitou no terceiro dia, segundo as Escrituras...” Não somos mais apaixonados pela eleição do que somos pelo evangelho. A eleição é doutrina importantíssima, mas somente o evangelho recebe o primeiro lugar de importância.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
3) Para ser salvo, ninguém precisa crer na doutrina da eleição, entendê-la e concordar com ela. Um relacionamento salvífico com Deus requer arrependimento do pecado e confiança exclusivamente em Cristo, de que ele salvará exclusivamente pela graça, exclusivamente por meio da fé. Embora a doutrina da eleição seja importante, e as crenças equivocadas a seu respeito possam acarretar conseqüências negativas, certamente não é necessário que alguém abrace a doutrina da eleição para ser salvo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
4) A doutrina da eleição destina-se a cristãos, não a não-cristãos. Não deve ser ensinada nem mencionada em nenhuma situação evangelística. O teólogo Bruce Milne sabiamente declarou que a doutrina da eleição “não é um elemento do evangelho que o cristão apenas apresentaria ao descrente. Ela não deve impedir o convite universal do evangelismo cristão”.&amp;lt;ref&amp;gt;6&amp;lt;/ref&amp;gt; Como disse o reformador inglês John Bradford: “A pessoa precisa primeiro deter-se na escola primária da fé e do arrependimento antes de ingressar na universidade da eleição e da predestinação”.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
5) Nossa unidade com outros cristãos que não fazem parte de nosso ministério não requer plena concordância quanto à doutrina da eleição. Fazemos nossas estas palavras de Charles Spurgeon:&lt;br /&gt;
“Estendemos à mão a qualquer pessoa que ame ao Senhor Jesus Cristo, seja quem for e o que for. A doutrina da eleição, como o próprio ato da eleição em si, não tem por finalidade fazer divisão entre Israel e Israel, mas entre Israel e egípcios. Tampouco entre santos e santos, mas entre santos e filhos do mundo. Uma pessoa pode sem dúvida alguma fazer parte da família eleita, e, apesar de eleita, descrer da doutrina da eleição. Sustento que há muitos que foram chamados para a salvação e não crêem no chamado eficaz, e muitos há que perseveram até o fim sem crer na doutrina da perseverança do crente. Nossa esperança é que o coração de muitos seja bem melhor que a mente. Não associamos essas falácias a nenhuma oposição obstinada à verdade que está em Cristo, mas cremos que se trata simplesmente de erro de julgamento, o qual pedimos a Deus que corrija. Esperamos que, se, no entender deles, também estamos equivocados, eles nos paguem com a mesma cortesia cristã. E, quando reunidos em torno da cruz, esperamos sempre sentir que somos um só em Cristo Jesus.”&amp;lt;ref&amp;gt;7&amp;lt;/ref&amp;gt;}} &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Que ninguém então alimente vãs esperanças. Este artigo não responderá a nenhuma pergunta não-respondida até este momento. Nem organizará de forma harmônica conceitos que, para nossa mente finita, possam parecer desarmonizados. E certamente não eliminará da doutrina da eleição aquele rico elemento de mistério. Lembre-se: as mentes mais talentosas e bem-preparadas na história da igreja, não importa quão fundo mergulhem no oceano da teologia, não conseguiram mensurar as profundezas da eleição. Enquanto isso, muito acima deles, minhas pernas finas podem só às vezes ser divisadas, apenas um pouquinho abaixo da superfície, desesperadamente debatendo-se sobre as águas. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==== ''O glorioso mistério''  ====&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Efésios 1.4 é um texto conclusivo para obtermos um entendimento bíblico acerca de nossa experiência de salvação. E embora esteja longe de ser o único texto sobre o assunto da eleição divina, ele é claro, conclusivo em sua autoridade, sucinto e suficiente para nossos objetivos aqui. Nele, a despeito do ainda presente mistério, há clareza que a mente humana pode captar sem oscilações; com convicção. O versículo explica o que de fato ocorreu no momento da conversão: a concretização de uma escolha divina feita desde tempos eternos. O versículo informa que nossa transição da morte para a vida, de pecadores a santos, de objetos da ira de Deus para alvos de sua misericórdia, foi inteira e exclusivamente ato da graça soberana. A primeira impressão que você tem de sua conversão parece indicar algo diferente disso? Em caso afirmativo, permita que essa impressão seja corrigida pela verdade: &lt;br /&gt;
&amp;lt;blockquote&amp;gt;''nos elegeu''&amp;lt;/blockquote&amp;gt;&amp;lt;blockquote&amp;gt;''nele''&amp;lt;/blockquote&amp;gt;&amp;lt;blockquote&amp;gt;''antes da fundação do mundo''&amp;lt;/blockquote&amp;gt;&lt;br /&gt;
Nesse versículo, Paulo nos leva para os bastidores. Ele desvia nossa atenção de sobre nossa experiência pessoal e limitada e nos aponta o Soberano, reinando desde toda a eternidade. Inspirado pelo Espírito, Paulo deseja que haja clareza nessa questão: a salvação resulta da eleição divina. Cada conversão, em cada era, em cada terra, somente foi possível pela graça soberana. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tomando Efésios 1.4 como guia, concentremo-nos agora no que há de claro e inequívoco nessa doutrina. Exploremos as glórias/ maravilhas da eleição, para que possamos extrair dela todos os benefícios pretendidos por Deus. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''... nos elegeu nele...'' &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para começarmos a destrinchar esse segmento do versículo, precisamos ter em conta o contexto dos versículos de 3 a 14, que no grego formam uma só frase. Paulo abre a frase celebrando as bênçãos espirituais: “Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que nos abençoou com todas as bênçãos espirituais nas regiões celestiais em Cristo...”. Depois ele desfia uma lista estonteante de bênçãos, começando com o fato de que ele “nos elegeu” (RA). À medida que Paulo explora as maravilhas de nossa salvação imeritória, o efeito dessa primeira bênção se faz ecoar várias outras vezes na passagem ―em palavras como “predestinou”, “adotados”, “redenção” e “perdão”. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
{{centerInsert|Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que nos abençoou com todas as bênçãos espirituais nas regiões celestiais em Cristo. Porque Deus nos escolheu nele antes da criação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis em sua presença. Em amor nos predestinou para sermos adotados como filhos, por meio de Jesus Cristo, conforme o bom propósito da sua vontade, para o louvor da sua gloriosa graça, a qual nos deu gratuitamente no Amado. Nele temos a redenção por meio de seu sangue, o perdão dos pecados, de acordo com as riquezas da graça de Deus, a qual ele derramou sobre nós com toda a sabedoria e entendimento. E nos revelou o mistério da sua vontade, de acordo com o seu bom propósito que ele estabeleceu em Cristo, isto é, de fazer convergir em Cristo todas as coisas, celestiais ou terrenas, na dispensação da plenitude dos tempos. Nele fomos também escolhidos, tendo sido predestinados conforme o plano daquele que faz todas as coisas segundo o propósito da sua vontade, a fim de que nós, os que primeiro esperamos em Cristo, sejamos para o louvor da sua glória. Quando vocês ouviram e creram na palavra da verdade, o evangelho que os salvou, vocês foram selados em Cristo com o Espírito Santo da promessa, que é a garantia da nossa herança até a redenção daqueles que pertencem a Deus, para o louvor da sua glória.&lt;br /&gt;
― Efésios 1.3-14}} &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Aprendemos nessa passagem da Escritura que a escolha divina precede a resposta humana. À luz da minha pecaminosidade, da depravação que toma conta de todo o meu ser e da iníqua hostilidade para com Deus, preciso concordar com Charles Spurgeon, que foi exatamente o que aconteceu no meu caso. &lt;br /&gt;
&amp;lt;blockquote&amp;gt;Creio na doutrina da eleição por estar plenamente seguro de que, se Deus não tivesse me escolhido, eu jamais o escolheria. Estou também certo de que ele me escolheu antes de eu nascer; caso contrário, ele jamais teria me escolhido depois disso. E ele deve ter me elegido por motivos que desconheço, pois jamais encontrei um motivo em mim mesmo por que ele teria olhado para mim com amor especial.&amp;amp;lt;ref&amp;amp;gt;8&amp;amp;lt;/ref&amp;amp;gt;&amp;lt;/blockquote&amp;gt;&lt;br /&gt;
{{centerInsert|O verbo “eleger” significa “selecionar ou escolher dentre”. Segundo a doutrina bíblica da eleição, Deus antes da Criação selecionou dentre toda a espécie humana, cuja queda ele já havia previsto, aqueles a quem ele haveria de redimir, trazer à fé, justificar e glorificar em e por meio de Jesus Cristo... A escolha divina é uma manifestação da graça livre e soberana, uma vez que não é imposta a Deus, sendo incondicional, não adquirida por mérito em razão de alguma coisa presente naqueles que estão sujeitos a ela. Deus não deve aos pecadores misericórdia de nenhum tipo, somente condenação; portanto, o fato de que ele tenha escolhido salvar a qualquer um de nós é algo espantoso e motivo de louvor por toda a eternidade; muitíssimo mais ainda quando sua escolha implicou dar o próprio Filho para sofrer em lugar dos eleitos e lhes carregar os pecados.&lt;br /&gt;
― J. I. Packer&amp;lt;ref&amp;gt;9&amp;lt;/ref&amp;gt;}} &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quando você lê a citação acima, o seu espírito não se agita em confirmação? Você concorda prontamente? Você percebe que ele escolheu a você, e não o contrário? E você percebe que ele o escolheu não por causa de quem você foi, ou é, ou ainda virá a ser, mas simplesmente por misericórdia? Se não, talvez você sustente um equívoco muito comum em relação à natureza da eleição, equívoco esse que foi abordado de forma brilhante nessa historieta de Mark Webb. Ela começa com ele lecionando, em sala de aula. &lt;br /&gt;
&amp;lt;blockquote&amp;gt;Depois de fazer um apanhado geral dessas doutrinas da graça soberana, dei oportunidade aos alunos para formularem suas perguntas. Uma senhora em particular estava muito perturbarda. Ela disse: “Essa é a coisa mais terrível que jamais ouvi! Você parece dizer que Deus intencionalmente dispensou homens que seriam salvos, recebendo somente os eleitos”. Respondi então desta forma. “Você entendeu mal o que ocorre. Da sua perspectiva, Deus está de pé nos portais do céu, com os homens amontoando-se para entrar pela porta. Então Deus está dizendo a vários deles: ‘Sim, você pode entrar, mas não você, nem você, nem você...’. Não é isso que ocorre. Antes, Deus está às portas do céu de braços abertos, convidando todos a entrar. Mas todos os homens, sem exceção, correm na direção oposta, rumo ao inferno, o mais resolutamente possível. Então Deus, por meio da eleição, graciosamente alcança e detém este aqui, aquele ali, aquele outro lá e aquele lá adiante, e eficazmente os atrai para si, transformando o coração deles, tornando-os desejosos de vir. Ninguém que, podendo, entraria no céu é impedido pela eleição de lá entrar, mas a eleição impede de ir para o inferno uma multidão de pecadores que caso contrário estaria lá. Não fosse a eleição, o céu seria um lugar vazio, e o inferno estaria com as costuras estourando”. Esse tipo de resposta, alicerçada na Escritura, como creio que esteja, de fato põe tudo em outra perspectiva, não é mesmo? Se você perecer no inferno, culpe-se, pois a culpa é inteiramente sua. Mas, se você conseguir ir para o céu, dê o devido crédito a Deus, pois o trabalho é inteiramente dele! A ele somente pertencem todo louvor e glória, pois a salvação é completamente da graça, do começo ao fim!&amp;amp;lt;ref&amp;amp;gt;10&amp;amp;lt;/ref&amp;amp;gt;&amp;lt;/blockquote&amp;gt;&lt;br /&gt;
Você percebe que ele o deteve em sua precipitação voluntariosa em direção às portas do inferno? As Escrituras referem-se a nós, em nosso estado não-regenerado, como inimigos de Deus, o que indica um ódio e uma hostilidade ativos (Cl 1.21; Rm 5.10; Fp 3.18,19). No entanto, antes de Gênesis 1.1, esse Deus, a quem você odiou, decidiu salvá-lo. E com o tempo, por meio da proclamação do evangelho, ele o chamou pelo nome, detendo-o em sua corrida voraz. Por que ele fez isso? Certamente não porque houvesse nada amorável em você. Esse é o mistério da misericórdia. Uma vez que ele o havia escolhido ''em'' seu Filho, ele o deteve ''por causa de'' seu Filho. Isso não lhe parece assombroso? Quanto mais consciente você está da iniciativa divina e da depravação própria do ser humano, mais você se surpreenderá com a graça. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Lembremo-nos: você e eu estávamos mortos em nossos pecados (Ef 2.1; Cl 2.13). Deus colocou essa frase na Bíblia intencionalmente. Não estávamos enfraquecidos. Não estávamos feridos. Não estávamos enfermos ou degenerando. Em relação a Deus e à salvação, estávamos mortos. Com a linha do cardiograma totalmente reta, sem nenhuma oscilação. Falecidos. Um monte de cadáveres. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ao mesmo tempo, estávamos muito vivos em relação ao pecado e ao próprio eu. Amávamos as trevas, e esse amor nos fez inimigos de Deus, hostis em relação a ele. Nós o odiávamos. Por favor, não se lisonjeie pensando o contrário. Deixe que o ensino claro da Escritura ilumine seu entendimento. Você não estava buscando a Deus. Você não descobriu Deus. Você não encontrou Deus. (Ele não estava se escondendo.) Tampouco você estava neutro em relação a Deus. Você era ativa e arrogantemente hostil e oposto ―você odiava a Deus como inimigo. Você pode muito bem ter sido atraído a alguma caricatura de Deus. Você pode ter estado à procura de uma experiência religiosa falsificada envolvendo uma deidade que agrada o homem, forjada a partir de vãs esperanças e uma imaginação pecaminosa. Mas o Deus vivo e verdadeiro ―o soberano, auto-sustentador, preexistente―, a esse você desprezou. Você estava fugindo e fugindo a todo vapor exatamente dele, e do padrão intransigível de sua perfeita vontade. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Como um Deus santo pôde escolher pecadores como nós? A Escritura fornece a resposta a essa pergunta importantíssima. Ele nos escolheu “nele”. Ou seja, no Salvador, que nos primeiros 14 versículos de Efésios é mencionado nada menos que 15 vezes. Ele é o meio pelo qual se cumpre a escolha de Deus para a salvação. A graça soberana está nele. Sou escolhido em Cristo, e exclusivamente por causa de Cristo. Não sou escolhido à parte de Cristo, ou por causa de qualquer coisa em mim. A eleição, a redenção, a adoção e o perdão dos pecados estão nele, e nenhum deles pode existir à parte dele. Ele foi o Codeiro que foi morto antes de todas as coisas. Deus nos escolheu nele... &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''... antes da fundação do mundo'' &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Aqui temos uma rara referência bíblica a algo que Deus andou fazendo antes da criação. Estava escolhendo pecadores como você e eu. Antes de Gênesis 1.1, fomos destacados, selecionados para a salvação. Para mim, esse é um terreno que sobrecarrega a mente. Fico sem ação diante da graça soberana apresentada nesse fragmento do versículo. O Deus a quem odiei resolveu salvar-me e, no tempo certo, por meio da proclamação do evangelho, chamou-me pelo nome, declarando: “Pare. Você não vai para o inferno. Em lugar disso, você recebe agora em meu Filho o perdão dos pecados e gozo infinito”. E tudo foi acertado antes da fundação do mundo. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==== ''Nossa reação apropriada''  ====&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
“Quando [Paulo] introduz [a eleição] em seus ensinos”, escreve J. I. Packer, “o objetivo é somente um: ajudar os cristãos a ver quão grande é a graça que os salvou, e direcioná-los a uma reação adequada na adoração e no viver”. Na verdade, defender um entendimento bíblico acerca da eleição é viver uma vida de “reação adequada”. Aprender que fomos escolhidos antes dos séculos permite que hoje, dentro do tempo presente, vivamos para ele com alegria, paixão e clareza de propósito que estão ancoradas desde os tempos eternos. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em minha experiência, um entendimento claro e completo da graça de Deus na eleição promove, no mínimo, humildade diante de Deus, segurança da parte de Deus, gratidão a Deus e um predominante senso de missão para a glória de Deus. Pela graça de Deus, essas “reações adequadas” têm em grande medida caracterizado as igrejas Sovereign Grace até este momento. É meu objetivo garantir que assim continuem, e cada vez mais que Deus possa ser sempre mais glorificado. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Humildade diante de Deus''' &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1Coríntios 1.26-29, Paulo faz quatro referências à eleição, e então relaciona a doutrina da eleição com a humildade: “a fim de que ninguém se vanglorie” (v. 29). “Deus intencionalmente projetou a salvação para que nenhum homem se gloriasse dela”, escreve Mark Webb. “Ele não simplesmente a projetou de modo que a jactância fosse desestimulada ou mantida em baixos níveis ―ele a planejou de modo que a jactância fosse absolutamente excluída. A eleição faz exatamente isso.”&amp;amp;lt;ref&amp;amp;gt;12&amp;amp;lt;/ref&amp;amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
{{centerInsert|Irmãos, pensem no que vocês eram quando foram chamados. Poucos eram sábios segundo os padrões humanos; poucos eram poderosos; poucos eram de nobre nascimento. Mas Deus escolheu o que para o mundo é loucura para envergonhar os sábios, e escolheu o que para o mundo é fraqueza para envergonhar o que é forte. Ele escolheu o que para o mundo é insignificante, desprezado e o que nada é, para reduzir a nada o que é, a fim de que ninguém se vanglorie diante dele. &lt;br /&gt;
― 1Coríntios 1.26-29}} &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A eleição não deixa nenhum espaço para a autocongratulação, uma vez que exclui qualquer contibuição humana. Se o arrependimento que você teve tivesse contribuído para sua salvação eterna, se de algum modo tivesse ajudado a produzir sua ressurreição da morte espiritual para a vida eterna, se tivesse persuadido Deus de algum modo a mudar de idéia a respeito de seu destino eterno, bem, você teria conseguido perpetrar um “truque” bastante interessante. Eu ficaria bem impressionado, e você teria algo de que se jactar diante de Deus e dos homens. Mas, como ressalta Philip Ryken: “O arrependimento não é um método especial para nos salvar; é um meio de admitir que simplesmente não podemos nos salvar. É um meio de nos lançar na misericórdia de Deus e implorar ao Salvador que nos salve”.&amp;amp;lt;ref&amp;amp;gt;13&amp;amp;lt;/ref&amp;amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Uma das razões por que sou tão grato a Deus por nos permitir ter o nome Ministérios Graça Soberana é o fato de eu já antever que esse nome ajudará a refrear o orgulho e a promover a humildade. “Graça soberana”, naturalmente, compreende muito mais do que a doutrina da eleição. Refere-se a todos os atributos e atos graciosos de Deus, no que se relacionam ao todo da vida, pois todas as coisas estão debaixo do cuidado soberano, gracioso e atencioso de Deus. Nada que o homem faça para Deus jamais se reduz à realização humana. Trata-se da misericórdia, da bondade e da capacitação graciosa de Deus. “... O que você tem que não tenha recebido? E se o recebeu, por que se orgulha, como se assim não fosse?” (1Co 4.7). Uma compreensão correta da graça sempre promoverá a humildade. Assim, vejo esse nome como um dom, um canal para a humildade, em operação hoje, mas também enviada para diante, a algumas gerações futuras que não contemplarei. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Segurança da parte de Deus''' &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Encontro-me com muitas pessoas que parecem incertas ou inconscientes do amor de Deus por elas pessoalmente. Sabem que Deus ama outros cristãos. Sabem que Deus ama seu pastor. Sabem que Deus ama os membros de sua igreja. Mas têm bem menos certeza de que o Criador ama o indivíduo específico que leva o nome delas, as impressões digitais delas e seu DNA singular. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Recentemente, um cristão me reconheceu num avião. Quando aterrissamos, ele se apresentou e disse: “Fiquei muito reconfortado quando vi que você estava no vôo. Sabia que não colidiríamos”. Senti certo desamparo naquele momento. Não havia tempo suficiente para abordar todas as infundadas pressuposições reveladas em seu comentário. Tentei assegurá-lo de que, se era convertido, o amor de Deus para com ele era perfeito, específico e suficiente. Enquanto conversávamos, porém, ficou ainda mais evidente que ele ainda não estava de todo consciente dessa grande verdade. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Crentes assim muitas vezes se vêem amados por Deus pelo fato de pertencerem a um grupo. ''Deus ama os cristãos. Eu sou cristão. Portanto, como Deus estende seu amor aos cristãos, posso de certo modo me posicionar debaixo da fonte e ser tocado pelo amor generalizado que Deus tem pelos santos.'' &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Isso é enxergar as coisas de trás para frente. Você só é cristão ―está entre os redimidos e adotados, é um herdeiro das riquezas infinitas de Deus― porque Deus o escolheu e ama. Pessoalmente. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ter um entendimento por menor que seja da eleição é experimentar o amor de Deus pessoalmente. Observe que Paulo, ao examinar as complexidades da doutrina da justificação, começando em Gálatas 2.15, não pôde deixar de tocar muito rapidamente no que isso significava para ele como pessoa: “Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive ''em mim;'' e a vida que agora vivo na carne, vivo-a na fé no filho de Deus, o qual ''me amou,'' e se entregou a si mesmo ''por mim”'' (v. 20; grifo do autor). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Philip Ryken nos transmite uma ilustração que capta a maravilha de se descobrir alvo da graça eleitora de Deus. &lt;br /&gt;
&amp;lt;blockquote&amp;gt;O famoso bibliólogo e professor americano Donald Grey Barnhouse (1895-1960) muitas vezes usava uma ilustração para ajudar as pessoas a entender a eleição. Ele pedia que elas imaginassem uma cruz como aquela em que Jesus morreu, mas tão grande que contivesse uma porta. Sobre a porta liam-se essas palavras de Apocalipse: “Whosoever will may come”. Essas palavras representam a oferta livre e universal do evangelho. Pela graça de Deus, a mensagem de salvação é para todos. Cada homem, mulher e criança que venha à cruz é convidada a crer em Jesus Cristo e a entrar para a vida eterna. Do outro lado da porta, uma feliz surpresa aguarda aquele que crê e entra. Na parte de dentro, qualquer pessoa que olhar para trás depois de entrar poderá ver estas palavras de Efésios escritas acima da porta: “Eleitos em Cristo antes da fundação do mundo”. Entende-se melhor a eleição em retrospecto, pois é somente depois de vir a Cristo que a pessoa sabe se foi eleita ou não. Aqueles que tomam a decisão por Cristo descobrem que Deus tomou a decisão por eles desde tempos eternos.&amp;amp;lt;ref&amp;amp;gt;14&amp;amp;lt;/ref&amp;amp;gt; A eleição é uma explicação da conversão posterior à experiência. Feliz surpresa, sem dúvida! Que a expressão que dá nome ao ministério promova uma segurança contínua e profunda do amor infalível e eterno de Deus. O amor divino começou na eternidade passada. É imune aos efeitos desta era presente. Situa-se fora do tempo e antes da criação, e continuará para sempre. Que surpresa feliz essa! Conheça o amor de Deus por você ―pessoalmente. Sinta-o. Experimente-o. Vire-se e leia o que está escrito sobre a porta: &amp;lt;blockquote&amp;gt;''Escolhido nele antes da Fundação do Mundo''&amp;lt;/blockquote&amp;gt;&amp;lt;/blockquote&amp;gt;&lt;br /&gt;
'''Gratidão a Deus''' &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Efésios 1.3-14 (v. p. 7) é um arroubo ininterrupto de louvor. Esse é o resultado de entender a graça soberana da eleição. Eis o que Bruce Milne escreve a respeito dessa passagem: “Paulo não se encontra em sua escrivaninha, engajado numa argumentação dialética; antes, está de joelhos, perdido em adoração”. A doutrina da eleição não tem por fim ser um ponto de disputa teológica. É um chamado ao louvor. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Minha oração e exortação é que o nome desse ministério sirva de contínuo lembrete da iniciativa graciosa de Deus para com seu povo, e assim que sirva de chamado à adoração. Que nossa vida e igreja se caracterizem pela clara ausência de murmuração e pela inequívoca presença de um louvor e uma adoração a Deus que sejam apaixonados e gratos. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Jamais aconteça que essas manifestações externas a Deus se tornem superficiais ou meramente rotineiras. Antes da fundação do mundo, ele me escolheu em Cristo. A única reação adequada mesmo diante de um entendimento pouco aprofundado da doutrina da eleição é uma gratidão apaixonada ―louvor e adoração todos os dias da minha vida, até meu último suspiro. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Missão para a glória de Deus''' &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Antes da Criação, Deus estava envolvido numa seleção. Ele estava ocupado no passado eterno e tem no presente um trabalho salvífico a realizar. E ele realiza esse trabalho quando as pessoas proclamam as boas-novas. Como família de igrejas, Deus está chamando os Ministérios Graça Soberana à evangelização em âmbito local e à implantação de igrejas em âmbito global. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Neste mundo, vivemos entre homens, mulheres e crianças que não experimentaram a salvação. Por causa da doutrina da eleição, sabemos que no fim a salvação de pessoas específicas entre elas é algo absolutamente garantido. Não sabemos ―na realidade não temos como saber― de antemão quem são essas pessoas. Mas sabemos que existem, em cada tribo, língua e nação. E sabemos que, para cada um que foi escolhido antes dos séculos, haverá aquele momento em que uma única apresentação do evangelho será usada por Deus para efetuar a salvação. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em sua misericórdia, Deus nos deu um entendimento bíblico da salvação, como o fez com incontáveis crentes antes de nós. Saber que nossa salvação foi fundamentalmente realizada por Deus e não por nós serve de combustível para nossa confiança e aumenta nossa fé de que veremos outros serem regenerados. Essa “primeira impressão” de nossa salvação com que Deus nos muniu é uma impressão que fica, tendo gloriosas ramificações para a vida e o ministério diários. Assim munidos, saímos para o mundo cheios de fé, sabendo que o evangelho é o poder de Deus, e que o triumfo do evangelho foi garantido antes do começo das eras. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No que tange à implantação de igrejas, tanto nacional quanto internacionalmente, não fomos ambiciosos. Quando acontece de darmos um passo na direção de buscar construir e fortalecer igrejas, descobrimos que não chegamos antes de Deus, ou ao mesmo tempo que ele, mas descobrimos que ele foi adiante de nós. Toda glória por qualquer fruto ou expansão que temos experimentado ou possamos experimentar deve ser dada a ele. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Longe de minar o evangelismo e a implantação de igrejas, um entendimento adequado da doutrina da eleição tanto robustece essas atividades quanto nos assegura de seu sucesso em última análise. Que bom saber que o evangelho do Salvador crucificado e ressurreto não retorna vazio. Nosso Deus tem um plano para a plenitude dos tempos, “de fazer convergir em Cristo todas as coisas, celestiais ou terrenas” (Ef 1.10). Pela graça, esse plano do Soberano será de fato concretizado. Qualquer que seja o papel excessivamente pequeno que este ministério desempenhe nessa concretização, a graça soberana certamente terá sido nossa história. A graça soberana será o nosso futuro. &lt;br /&gt;
&amp;lt;blockquote&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;/blockquote&amp;gt;&lt;br /&gt;
[1] ''Theology for non-theologians,'' New York: Macmillan, 1988, p. 3. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[2] Charles SPURGEON, ''Verdades chamadas calvinistas:'' uma defesa, São Paulo: PES,&amp;amp;nbsp;????. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[3] J. Rodman WILLIAMS, ''Renewal theology,'' Grand Rapids: Zondervan, 1988, p. 16. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[4] Anthony HOEKEMA, ''Salvos pela graça,'' São Paulo: Cultura Cristã,&amp;amp;nbsp;????, p. 3 e 7(???). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[5] J. I. PACKER, ''Vocábulos de Deus,'' São José dos Campos: Fiel,&amp;amp;nbsp;????, p. 158 (????). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[6] Bruce MILNE, ''Conheça a verdade:'' um manual de doutrina bíblica, São Paulo: ABU, 1987, p. 183 (????). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[7] Iain MURRAY, ''Spurgeon vs. hyper-Calvinism,'' Carlisle: Banner of Truth, 1995, p. 111-2. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[8] Charles SPURGEON, cit. in ''Table Talk,'' Sep. 8, 1994. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[9] J. I. PACKER, ''Teologia concisa,'' São Paulo: Cultura Cristã,&amp;amp;nbsp;????, p. 149 (????). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[10]Mark WEBB, What difference does it make?, ''Reformation and Revival'' Journal, v. 3, n. 1, Winter 1994, p. 53-4. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[11]J. I. PACKER, ''Vocábulos de Deus,'' p. 157 (????). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[12]Mark WEBB, What difference does it make?, p. 52. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[13]Philip RYKEN, ''The message of salvation,'' Downers Grove: InterVarsity, 2001, p. 60. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[14]Ibid., p. 68-9. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[15]Bruce MILNE, ''Conheça a verdade,'' p. 184 (????).&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Mahra</name></author>	</entry>

	<entry>
		<id>http://pt.gospeltranslations.org/wiki/A_Gra%C3%A7a_Soberana_e_o_Glorioso_Mist%C3%A9rio_da_Elei%C3%A7%C3%A3o</id>
		<title>A Graça Soberana e o Glorioso Mistério da Eleição</title>
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				<updated>2009-09-24T02:36:13Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Mahra: moveu A Graça Soberana e o Glorioso Mistério da Eleição para A Graça Soberana&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;#REDIRECT [[A Graça Soberana]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Mahra</name></author>	</entry>

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		<id>http://pt.gospeltranslations.org/wiki/A_Gra%C3%A7a_Soberana</id>
		<title>A Graça Soberana</title>
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				<updated>2009-09-24T02:36:13Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Mahra: moveu A Graça Soberana e o Glorioso Mistério da Eleição para A Graça Soberana&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;{{ info | Sovereign Grace}} &lt;br /&gt;
&amp;lt;blockquote&amp;gt;&lt;br /&gt;
... nos elegeu nele antes da fundação do mundo... (Efésios 1.4, RA)&lt;br /&gt;
&amp;lt;/blockquote&amp;gt;&lt;br /&gt;
==== ''A Primeira Impressão...''  ====&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
James Cantelon relembra sua experiência de conversão quando escreve de modo tocante e muito perspicaz: &lt;br /&gt;
&amp;lt;blockquote&amp;gt;“A primeira impressão é a que fica.” Assim afirma o velho adágio, e creio ser a verdade em muitos casos. Minha primeira impressão de Deus acompanha-me até o dia de hoje. Ela se deu num acampamento, numa igreja velha, cheirando a bolor, no Canadá, no centro de Saskatchewan. Contava então cinco anos de idade.&amp;lt;/blockquote&amp;gt;&amp;lt;blockquote&amp;gt;Naquela época, nosso “negócio” eram os tabernáculos. Na maioria dos casos, nossas igrejas eram chamadas “tabernáculos”, mas não somente isso: os prédios onde se realizavam as reuniões de acampamento também levavam esse nome, extraído do Antigo Testamento com o significado de “tenda”. Num dia especialmente quente, meus pais encontravam-se no tabernáculo dos adultos, enquanto eu, acompanhado de meus coleguinhas, acampantes mirins, fiquei no tabernáculo das crianças. A professora passava conosco O ''Peregrino,'' de Bunyan. Enquanto ela dava a lição, algo acendeu-se dentro de mim.&amp;lt;/blockquote&amp;gt;&amp;lt;blockquote&amp;gt;Depois da lição, as crianças voaram, ruidosas, para brincar ao sol. Eu permaneci. E a professora Brown parecia saber por quê.&amp;lt;/blockquote&amp;gt;&amp;lt;blockquote&amp;gt;“Posso te ajudar, Jimmy?”, perguntou com tamanha doçura. Com os olhos marejados, sacudi a cabeça, sem dar uma palavra, roendo a unha do meu dedinho, que de repente não parava de tremer.&amp;lt;/blockquote&amp;gt;&amp;lt;blockquote&amp;gt;“Vamos para a sala de trás; aí poderemos orar”, disse. Não posso explicar o que ocorreu [...]. Mas vou dizer uma coisa: aos cinco anos de repente me senti como se fosse o pior pecador que jamais existira. Minha percepção do pecado quase esfacelou meu tenro coração. No entanto, a oração não havia terminado. Começou com remorso, foi transformando-se em alegria. Senti ser retirado de minha frágil alma o peso que acabara de descobrir. A presença de Deus me inundou. Sem que eu procurasse a Deus ou o convidasse ―aliás, sem saber que necessitava dele―, ele veio a minha procura, convidando a mim... uma criança de cinco anos de idade.&amp;amp;lt;ref&amp;amp;gt;1&amp;amp;lt;/ref&amp;amp;gt;&amp;lt;/blockquote&amp;gt;&lt;br /&gt;
A primeira impressão é de fato a que fica. Ao narrar sua experiência de conversão, Cantelon revela algo fantástico sobre Deus: “... ele veio a minha procura...”. Como você compreende sua experiência de conversão? Quem buscou a quem? Deus veio a sua procura? Ou parece-lhe que no fundo você é que estava a procura dele? O que se ressalta mais para você: a iniciativa de Deus e a intervenção dele, ou o arrependimento e a fé que brotaram em você? &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
{{centerInsert|Quando vim para Cristo, pensei que eu mesmo tivesse tomado a iniciativa e, embora buscasse o Senhor com diligência, não fazia nem idéia de que o Senhor estivesse me buscando. Não me parece que o novo convertido perceba isso de saída. Posso recordar o dia e a hora exatos em que pela primeira vez acolhi essas verdades [acerca da doutrina da eleição] em minha alma ―quando elas, como dizia John Bunyan, entraram queimando em meu coração como um ferro incandecente―, e posso lembrar que cresci repentinamente, deixando de ser um bebê para me tornar um homem ―cresci no meu conhecimento das Escrituras, tendo encontrado, de uma vez por todas, a chave da verdade de Deus.&lt;br /&gt;
Certa noite, no meio da semana, sentado na casa de Deus, lá estava eu, sem prestar muita atenção ao sermão pregado, uma vez que não cria no que estava sendo dito. Fui então assaltado pelo seguinte pensamento: ''O que o levou a se tornar cristão?'' Busquei ao Senhor. ''Mas o que o levou a buscar ao Senhor?'' Num instante a verdade brilhou em minha mente – jamais o teria buscado caso não tivesse havido previamente algum tipo de influência sobre minha mente que me fizesse buscá-lo. Orei foi o que pensei. Mas então me perguntei: ''O que me levou a orar?''Fui induzido a orar por meio da leitura das Escrituras.''O que me levou a ler as Escrituras?'' Realmente eu li, mas o que me levou a fazê-lo? Então, num instante, percebi que Deus subjazia a tudo aquilo, e era o Autor de minha fé. Assim a doutrina da graça se tornou clara para mim, e dessa doutrina não me afastei até o dia de hoje, desejando que seja sempre esta minha confissão: “Atribuo minha transformação inteiramente a Deus”.&lt;br /&gt;
― Charles Spurgeon&amp;lt;ref&amp;gt;2&amp;lt;/ref&amp;gt;}} &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Não se trata de perguntas de cunho acadêmico. O cristão que compreende ou interpreta erroneamente a causa subjacente de sua conversão pode se tornar vulnerável ao legalismo, ao orgulho, à dependência de si mesmo, à ingratidão, à condenação e à falta de segurança da salvação. No entanto, quando passamos a compreender corretamente a natureza da nossa conversão ―ou seja, quando conseguimos captar com clareza o papel da graça soberana de Deus na eleição―, nos posicionamos para desfrutar, de forma constante, dos benefícios maravilhosamente transformadores que estão&amp;amp;nbsp;a nossa disposição somente por meio do evangelho. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==== ''Das profundezas''  ====&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*A eleição, naturalmente, é uma doutrina que brota das profundezas do oceano teológico. Assim que nos damos conta dela, todos devemos reconhecer que estamos num ponto muito longe de dar pé. Trata-se de um lugar de mistério, que suscita uma infinidade de perguntas, todas variantes de uma única questão: “Como é possível conciliar soberania divina com responsabilidade humana?”. Na questão do mistério teológico, acho muito útil esta citação de J. Rodman Williams: “Como todas as doutrinas cristãs estão relacionadas com Deus, o qual está em última análise muito além de nossa capacidade de compreensão, inevitavelmente haverá algum elemento de mistério ou transcendência que não pode ser captado pelo entendimento humano. Não obstante, dentro desses limites o labor teológico não pode cessar”.&amp;amp;lt;ref&amp;amp;gt;3&amp;amp;lt;/ref&amp;amp;gt; Aliás, Deus havia anunciado a seguinte estipulação não-negociável: “As coisas encobertas pertencem ao SENHOR, o nosso Deus, mas as reveladas pertencem a nós e aos nossos filhos para sempre, para que sigamos todas as palavras desta lei” (Dt 29.29). Como eu adoro um segredo, minha soberba não reage muito bem diante de uma declaração como essa. Assim, em parte para me ajudar na questão da humildade, Deus me permitiu morar nas redondezas de Washington DC. Aqui, entre os membros da igreja que tenho o privilégio de servir, existem várias pessoas que precisam manter certo grau de sigilo no tocante aos detalhes de seus empregos, relacionados com o governo americano. Às vezes, em conversa com um ou outro, minha soberba e minha noção de importância se esgueiram, e começo a desejar ardentemente o acesso de alguém que está por dentro. Por que eles não me contam algo bem interessante? Eles não confiam em mim? Não podem abrir uma exceção para o pastor? Nunca satisfazem meus anseios pecaminosos, o que conta muito a favor deles. Em geral nem admitem saber de qualquer informação secreta. Posso me comportar com Deus da mesma maneira. Imploro para que ele explique algum mistério teológico, pressupondo de modo arrogante que meu cérebro não seria carbonizado se entrasse em contanto com tamanha iluminação divina. Mas em sua bondade, sabedoria e misericórdia, ele também mantém seus segredos. Você pode dizer que está bem à vontade com os segredos de Deus?... com aqueles difíceis de compreender?... o paradoxo?... a aparente contradição? Você está em paz no fundo do oceano? Nas Escrituras Deus declarou tanto a soberania divina quanto a responsabilidade humana, sem procurar harmonizá-las por completo. Mas sem dúvida estão harmonizadas em sua infinita sabedoria, e isso deveria nos bastar. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
{{centerInsert|O fator decisivo para descobrir quem será salvo do pecado não diz respeito às decisões dos seres humanos, mas à graça soberana de Deus ―embora a decisão humana de fato desempenhe um papel significativo no processo [...]. Devemos portanto ratificar tanto a soberania de Deus quanto a responsabilidade humana; tanto a graça soberana de Deus quanto nossa participação ativa no processo de salvação. Somente faremos justiça ao que as Escrituras ensinam se firmemente defendermos ambos os lados do paradoxo. Uma vez que Deus é o Criador e nós suas criaturas, porém, ele deve ter a prioridade. Daí devermos sustentar que em última análise o fator decisivo no processo da nossa salvação é a graça soberana de Deus.― Anthony Hoekema&amp;lt;ref&amp;gt;4&amp;lt;/ref&amp;gt;}} &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
João Calvino oferece um sábio conselho nessa matéria: &lt;br /&gt;
&amp;lt;blockquote&amp;gt;O assunto da predestinação, que em si se faz acompanhar de tamanha dificuldade, torna-se embaraçoso e portanto perigoso pela curiosidade humana é perigoso quando recebido com muita perplexidade pela curiosidade humana, que não consegue evitar vagar por caminhos proibidos [...]. Aqueles segredos de sua vontade que ele julgou possíveis de ser manifestos são revelados em sua Palavra ―revelados à medida que, sabia ele, resultariam em nosso interesse e bem-estar [...]. Tenhamos, portanto, por princípio maior que o desejo de conhecimento acerca da predestinação além daquilo que foi apresentado na Palavra de Deus é tão ilusório quanto caminhar onde não há estrada ou buscar a luz nas trevas [...]. A melhor regra de equilíbrio é não somente aprender a seguir na direção apontada por Deus, mas também aprender a seguir quando ele deixa de ensinar (apontar o caminho) para dar cabo ao nosso desejo de ser sábios.&amp;amp;lt;ref&amp;amp;gt;5&amp;amp;lt;/ref&amp;amp;gt;&amp;lt;/blockquote&amp;gt;&lt;br /&gt;
Creio que a maturidade cristã pressupõe um repouso cada vez maior em relação ao mistério divino e uma crescente confiança em Deus, de modo que podemos dizer com Davi: “Senhor, o meu coração não é orgulhoso e os meus olhos não são arrogantes. Não me envolvo com coisas grandiosas nem maravilhosas demais para mim” (Sl 131.1). À medida que crescemos em Cristo, o mistério não diminui. Mas deve haver mais humildade para que estejamos mais tranqüilos diante do mistério divino. Que ele seja grande o suficiente e maravilhoso o bastante para sabermos que a doutrina da eleição é saudável e confiável, representando o ensino claro da Escritura. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
{{centerInsert|''' Esclarecimentos preliminares'''&lt;br /&gt;
Antes de examinarmos com profundidade a maravilhosa doutrina da eleição, precisamos fazer algumas ressalvas, na tentativa de desfazer qualquer mal-entendido.&lt;br /&gt;
1) Uma vez que encontramos nas Escrituras tanto a soberania divina quanto a responsabilidade humana, precisamos ensinar as duas doutrinas, sempre ressaltando que as Escrituras dão destaque à eleição: a soberania de Deus na salvação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
2) A doutrina da eleição, ainda que de cabal importância, não define os Ministérios Graça Soberana. É o evangelho que nos define.&lt;br /&gt;
A eleição desempenha um papel fundamental em relação ao evangelho da graça. Ela protege e preserva o evangelho; não é, porém, um correspondente perfeito do evangelho. O evangelho traduz-se na pessoa e na obra de Jesus Cristo. Somos salvos por confiarmos nele e em sua obra perfeita. “Pois o que primeiramente lhes transmiti foi o que recebi: que Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo as Escrituras, foi sepultado e ressuscitou no terceiro dia, segundo as Escrituras...” Não somos mais apaixonados pela eleição do que somos pelo evangelho. A eleição é doutrina importantíssima, mas somente o evangelho recebe o primeiro lugar de importância.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
3) Para ser salvo, ninguém precisa crer na doutrina da eleição, entendê-la e concordar com ela. Um relacionamento salvífico com Deus requer arrependimento do pecado e confiança exclusivamente em Cristo, de que ele salvará exclusivamente pela graça, exclusivamente por meio da fé. Embora a doutrina da eleição seja importante, e as crenças equivocadas a seu respeito possam acarretar conseqüências negativas, certamente não é necessário que alguém abrace a doutrina da eleição para ser salvo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
4) A doutrina da eleição destina-se a cristãos, não a não-cristãos. Não deve ser ensinada nem mencionada em nenhuma situação evangelística. O teólogo Bruce Milne sabiamente declarou que a doutrina da eleição “não é um elemento do evangelho que o cristão apenas apresentaria ao descrente. Ela não deve impedir o convite universal do evangelismo cristão”.&amp;lt;ref&amp;gt;6&amp;lt;/ref&amp;gt; Como disse o reformador inglês John Bradford: “A pessoa precisa primeiro deter-se na escola primária da fé e do arrependimento antes de ingressar na universidade da eleição e da predestinação”.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
5) Nossa unidade com outros cristãos que não fazem parte de nosso ministério não requer plena concordância quanto à doutrina da eleição. Fazemos nossas estas palavras de Charles Spurgeon:&lt;br /&gt;
“Estendemos à mão a qualquer pessoa que ame ao Senhor Jesus Cristo, seja quem for e o que for. A doutrina da eleição, como o próprio ato da eleição em si, não tem por finalidade fazer divisão entre Israel e Israel, mas entre Israel e egípcios. Tampouco entre santos e santos, mas entre santos e filhos do mundo. Uma pessoa pode sem dúvida alguma fazer parte da família eleita, e, apesar de eleita, descrer da doutrina da eleição. Sustento que há muitos que foram chamados para a salvação e não crêem no chamado eficaz, e muitos há que perseveram até o fim sem crer na doutrina da perseverança do crente. Nossa esperança é que o coração de muitos seja bem melhor que a mente. Não associamos essas falácias a nenhuma oposição obstinada à verdade que está em Cristo, mas cremos que se trata simplesmente de erro de julgamento, o qual pedimos a Deus que corrija. Esperamos que, se, no entender deles, também estamos equivocados, eles nos paguem com a mesma cortesia cristã. E, quando reunidos em torno da cruz, esperamos sempre sentir que somos um só em Cristo Jesus.”&amp;lt;ref&amp;gt;7&amp;lt;/ref&amp;gt;}} &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Que ninguém então alimente vãs esperanças. Este artigo não responderá a nenhuma pergunta não-respondida até este momento. Nem organizará de forma harmônica conceitos que, para nossa mente finita, possam parecer desarmonizados. E certamente não eliminará da doutrina da eleição aquele rico elemento de mistério. Lembre-se: as mentes mais talentosas e bem-preparadas na história da igreja, não importa quão fundo mergulhem no oceano da teologia, não conseguiram mensurar as profundezas da eleição. Enquanto isso, muito acima deles, minhas pernas finas podem só às vezes ser divisadas, apenas um pouquinho abaixo da superfície, desesperadamente debatendo-se sobre as águas. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==== ''O glorioso mistério''  ====&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Efésios 1.4 é um texto conclusivo para obtermos um entendimento bíblico acerca de nossa experiência de salvação. E embora esteja longe de ser o único texto sobre o assunto da eleição divina, ele é claro, conclusivo em sua autoridade, sucinto e suficiente para nossos objetivos aqui. Nele, a despeito do ainda presente mistério, há clareza que a mente humana pode captar sem oscilações; com convicção. O versículo explica o que de fato ocorreu no momento da conversão: a concretização de uma escolha divina feita desde tempos eternos. O versículo informa que nossa transição da morte para a vida, de pecadores a santos, de objetos da ira de Deus para alvos de sua misericórdia, foi inteira e exclusivamente ato da graça soberana. A primeira impressão que você tem de sua conversão parece indicar algo diferente disso? Em caso afirmativo, permita que essa impressão seja corrigida pela verdade: &lt;br /&gt;
&amp;lt;blockquote&amp;gt;''nos elegeu''&amp;lt;/blockquote&amp;gt;&amp;lt;blockquote&amp;gt;''nele''&amp;lt;/blockquote&amp;gt;&amp;lt;blockquote&amp;gt;''antes da fundação do mundo''&amp;lt;/blockquote&amp;gt;&lt;br /&gt;
Nesse versículo, Paulo nos leva para os bastidores. Ele desvia nossa atenção de sobre nossa experiência pessoal e limitada e nos aponta o Soberano, reinando desde toda a eternidade. Inspirado pelo Espírito, Paulo deseja que haja clareza nessa questão: a salvação resulta da eleição divina. Cada conversão, em cada era, em cada terra, somente foi possível pela graça soberana. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tomando Efésios 1.4 como guia, concentremo-nos agora no que há de claro e inequívoco nessa doutrina. Exploremos as glórias/ maravilhas da eleição, para que possamos extrair dela todos os benefícios pretendidos por Deus. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''... nos elegeu nele...'' &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para começarmos a destrinchar esse segmento do versículo, precisamos ter em conta o contexto dos versículos de 3 a 14, que no grego formam uma só frase. Paulo abre a frase celebrando as bênçãos espirituais: “Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que nos abençoou com todas as bênçãos espirituais nas regiões celestiais em Cristo...”. Depois ele desfia uma lista estonteante de bênçãos, começando com o fato de que ele “nos elegeu” (RA). À medida que Paulo explora as maravilhas de nossa salvação imeritória, o efeito dessa primeira bênção se faz ecoar várias outras vezes na passagem ―em palavras como “predestinou”, “adotados”, “redenção” e “perdão”. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
{{centerInsert|Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que nos abençoou com todas as bênçãos espirituais nas regiões celestiais em Cristo. Porque Deus nos escolheu nele antes da criação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis em sua presença. Em amor nos predestinou para sermos adotados como filhos, por meio de Jesus Cristo, conforme o bom propósito da sua vontade, para o louvor da sua gloriosa graça, a qual nos deu gratuitamente no Amado. Nele temos a redenção por meio de seu sangue, o perdão dos pecados, de acordo com as riquezas da graça de Deus, a qual ele derramou sobre nós com toda a sabedoria e entendimento. E nos revelou o mistério da sua vontade, de acordo com o seu bom propósito que ele estabeleceu em Cristo, isto é, de fazer convergir em Cristo todas as coisas, celestiais ou terrenas, na dispensação da plenitude dos tempos. Nele fomos também escolhidos, tendo sido predestinados conforme o plano daquele que faz todas as coisas segundo o propósito da sua vontade, a fim de que nós, os que primeiro esperamos em Cristo, sejamos para o louvor da sua glória. Quando vocês ouviram e creram na palavra da verdade, o evangelho que os salvou, vocês foram selados em Cristo com o Espírito Santo da promessa, que é a garantia da nossa herança até a redenção daqueles que pertencem a Deus, para o louvor da sua glória.&lt;br /&gt;
― Efésios 1.3-14}} &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Aprendemos nessa passagem da Escritura que a escolha divina precede a resposta humana. À luz da minha pecaminosidade, da depravação que toma conta de todo o meu ser e da iníqua hostilidade para com Deus, preciso concordar com Charles Spurgeon, que foi exatamente o que aconteceu no meu caso. &lt;br /&gt;
&amp;lt;blockquote&amp;gt;Creio na doutrina da eleição por estar plenamente seguro de que, se Deus não tivesse me escolhido, eu jamais o escolheria. Estou também certo de que ele me escolheu antes de eu nascer; caso contrário, ele jamais teria me escolhido depois disso. E ele deve ter me elegido por motivos que desconheço, pois jamais encontrei um motivo em mim mesmo por que ele teria olhado para mim com amor especial.&amp;amp;lt;ref&amp;amp;gt;8&amp;amp;lt;/ref&amp;amp;gt;&amp;lt;/blockquote&amp;gt;&lt;br /&gt;
{{centerInsert|O verbo “eleger” significa “selecionar ou escolher dentre”. Segundo a doutrina bíblica da eleição, Deus antes da Criação selecionou dentre toda a espécie humana, cuja queda ele já havia previsto, aqueles a quem ele haveria de redimir, trazer à fé, justificar e glorificar em e por meio de Jesus Cristo... A escolha divina é uma manifestação da graça livre e soberana, uma vez que não é imposta a Deus, sendo incondicional, não adquirida por mérito em razão de alguma coisa presente naqueles que estão sujeitos a ela. Deus não deve aos pecadores misericórdia de nenhum tipo, somente condenação; portanto, o fato de que ele tenha escolhido salvar a qualquer um de nós é algo espantoso e motivo de louvor por toda a eternidade; muitíssimo mais ainda quando sua escolha implicou dar o próprio Filho para sofrer em lugar dos eleitos e lhes carregar os pecados.&lt;br /&gt;
― J. I. Packer&amp;lt;ref&amp;gt;9&amp;lt;/ref&amp;gt;}} &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quando você lê a citação acima, o seu espírito não se agita em confirmação? Você concorda prontamente? Você percebe que ele escolheu a você, e não o contrário? E você percebe que ele o escolheu não por causa de quem você foi, ou é, ou ainda virá a ser, mas simplesmente por misericórdia? Se não, talvez você sustente um equívoco muito comum em relação à natureza da eleição, equívoco esse que foi abordado de forma brilhante nessa historieta de Mark Webb. Ela começa com ele lecionando, em sala de aula. &lt;br /&gt;
&amp;lt;blockquote&amp;gt;Depois de fazer um apanhado geral dessas doutrinas da graça soberana, dei oportunidade aos alunos para formularem suas perguntas. Uma senhora em particular estava muito perturbarda. Ela disse: “Essa é a coisa mais terrível que jamais ouvi! Você parece dizer que Deus intencionalmente dispensou homens que seriam salvos, recebendo somente os eleitos”. Respondi então desta forma. “Você entendeu mal o que ocorre. Da sua perspectiva, Deus está de pé nos portais do céu, com os homens amontoando-se para entrar pela porta. Então Deus está dizendo a vários deles: ‘Sim, você pode entrar, mas não você, nem você, nem você...’. Não é isso que ocorre. Antes, Deus está às portas do céu de braços abertos, convidando todos a entrar. Mas todos os homens, sem exceção, correm na direção oposta, rumo ao inferno, o mais resolutamente possível. Então Deus, por meio da eleição, graciosamente alcança e detém este aqui, aquele ali, aquele outro lá e aquele lá adiante, e eficazmente os atrai para si, transformando o coração deles, tornando-os desejosos de vir. Ninguém que, podendo, entraria no céu é impedido pela eleição de lá entrar, mas a eleição impede de ir para o inferno uma multidão de pecadores que caso contrário estaria lá. Não fosse a eleição, o céu seria um lugar vazio, e o inferno estaria com as costuras estourando”. Esse tipo de resposta, alicerçada na Escritura, como creio que esteja, de fato põe tudo em outra perspectiva, não é mesmo? Se você perecer no inferno, culpe-se, pois a culpa é inteiramente sua. Mas, se você conseguir ir para o céu, dê o devido crédito a Deus, pois o trabalho é inteiramente dele! A ele somente pertencem todo louvor e glória, pois a salvação é completamente da graça, do começo ao fim!&amp;amp;lt;ref&amp;amp;gt;10&amp;amp;lt;/ref&amp;amp;gt;&amp;lt;/blockquote&amp;gt;&lt;br /&gt;
Você percebe que ele o deteve em sua precipitação voluntariosa em direção às portas do inferno? As Escrituras referem-se a nós, em nosso estado não-regenerado, como inimigos de Deus, o que indica um ódio e uma hostilidade ativos (Cl 1.21; Rm 5.10; Fp 3.18,19). No entanto, antes de Gênesis 1.1, esse Deus, a quem você odiou, decidiu salvá-lo. E com o tempo, por meio da proclamação do evangelho, ele o chamou pelo nome, detendo-o em sua corrida voraz. Por que ele fez isso? Certamente não porque houvesse nada amorável em você. Esse é o mistério da misericórdia. Uma vez que ele o havia escolhido ''em'' seu Filho, ele o deteve ''por causa de'' seu Filho. Isso não lhe parece assombroso? Quanto mais consciente você está da iniciativa divina e da depravação própria do ser humano, mais você se surpreenderá com a graça. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Lembremo-nos: você e eu estávamos mortos em nossos pecados (Ef 2.1; Cl 2.13). Deus colocou essa frase na Bíblia intencionalmente. Não estávamos enfraquecidos. Não estávamos feridos. Não estávamos enfermos ou degenerando. Em relação a Deus e à salvação, estávamos mortos. Com a linha do cardiograma totalmente reta, sem nenhuma oscilação. Falecidos. Um monte de cadáveres. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ao mesmo tempo, estávamos muito vivos em relação ao pecado e ao próprio eu. Amávamos as trevas, e esse amor nos fez inimigos de Deus, hostis em relação a ele. Nós o odiávamos. Por favor, não se lisonjeie pensando o contrário. Deixe que o ensino claro da Escritura ilumine seu entendimento. Você não estava buscando a Deus. Você não descobriu Deus. Você não encontrou Deus. (Ele não estava se escondendo.) Tampouco você estava neutro em relação a Deus. Você era ativa e arrogantemente hostil e oposto ―você odiava a Deus como inimigo. Você pode muito bem ter sido atraído a alguma caricatura de Deus. Você pode ter estado à procura de uma experiência religiosa falsificada envolvendo uma deidade que agrada o homem, forjada a partir de vãs esperanças e uma imaginação pecaminosa. Mas o Deus vivo e verdadeiro ―o soberano, auto-sustentador, preexistente―, a esse você desprezou. Você estava fugindo e fugindo a todo vapor exatamente dele, e do padrão intransigível de sua perfeita vontade. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Como um Deus santo pôde escolher pecadores como nós? A Escritura fornece a resposta a essa pergunta importantíssima. Ele nos escolheu “nele”. Ou seja, no Salvador, que nos primeiros 14 versículos de Efésios é mencionado nada menos que 15 vezes. Ele é o meio pelo qual se cumpre a escolha de Deus para a salvação. A graça soberana está nele. Sou escolhido em Cristo, e exclusivamente por causa de Cristo. Não sou escolhido à parte de Cristo, ou por causa de qualquer coisa em mim. A eleição, a redenção, a adoção e o perdão dos pecados estão nele, e nenhum deles pode existir à parte dele. Ele foi o Codeiro que foi morto antes de todas as coisas. Deus nos escolheu nele... &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''... antes da fundação do mundo'' &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Aqui temos uma rara referência bíblica a algo que Deus andou fazendo antes da criação. Estava escolhendo pecadores como você e eu. Antes de Gênesis 1.1, fomos destacados, selecionados para a salvação. Para mim, esse é um terreno que sobrecarrega a mente. Fico sem ação diante da graça soberana apresentada nesse fragmento do versículo. O Deus a quem odiei resolveu salvar-me e, no tempo certo, por meio da proclamação do evangelho, chamou-me pelo nome, declarando: “Pare. Você não vai para o inferno. Em lugar disso, você recebe agora em meu Filho o perdão dos pecados e gozo infinito”. E tudo foi acertado antes da fundação do mundo. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==== ''Nossa reação apropriada''  ====&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
“Quando [Paulo] introduz [a eleição] em seus ensinos”, escreve J. I. Packer, “o objetivo é somente um: ajudar os cristãos a ver quão grande é a graça que os salvou, e direcioná-los a uma reação adequada na adoração e no viver”. Na verdade, defender um entendimento bíblico acerca da eleição é viver uma vida de “reação adequada”. Aprender que fomos escolhidos antes dos séculos permite que hoje, dentro do tempo presente, vivamos para ele com alegria, paixão e clareza de propósito que estão ancoradas desde os tempos eternos. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em minha experiência, um entendimento claro e completo da graça de Deus na eleição promove, no mínimo, humildade diante de Deus, segurança da parte de Deus, gratidão a Deus e um predominante senso de missão para a glória de Deus. Pela graça de Deus, essas “reações adequadas” têm em grande medida caracterizado as igrejas Sovereign Grace até este momento. É meu objetivo garantir que assim continuem, e cada vez mais que Deus possa ser sempre mais glorificado. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Humildade diante de Deus''' &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1Coríntios 1.26-29, Paulo faz quatro referências à eleição, e então relaciona a doutrina da eleição com a humildade: “a fim de que ninguém se vanglorie” (v. 29). “Deus intencionalmente projetou a salvação para que nenhum homem se gloriasse dela”, escreve Mark Webb. “Ele não simplesmente a projetou de modo que a jactância fosse desestimulada ou mantida em baixos níveis ―ele a planejou de modo que a jactância fosse absolutamente excluída. A eleição faz exatamente isso.”&amp;amp;lt;ref&amp;amp;gt;12&amp;amp;lt;/ref&amp;amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
{{centerInsert|Irmãos, pensem no que vocês eram quando foram chamados. Poucos eram sábios segundo os padrões humanos; poucos eram poderosos; poucos eram de nobre nascimento. Mas Deus escolheu o que para o mundo é loucura para envergonhar os sábios, e escolheu o que para o mundo é fraqueza para envergonhar o que é forte. Ele escolheu o que para o mundo é insignificante, desprezado e o que nada é, para reduzir a nada o que é, a fim de que ninguém se vanglorie diante dele. &lt;br /&gt;
― 1Coríntios 1.26-29}} &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A eleição não deixa nenhum espaço para a autocongratulação, uma vez que exclui qualquer contibuição humana. Se o arrependimento que você teve tivesse contribuído para sua salvação eterna, se de algum modo tivesse ajudado a produzir sua ressurreição da morte espiritual para a vida eterna, se tivesse persuadido Deus de algum modo a mudar de idéia a respeito de seu destino eterno, bem, você teria conseguido perpetrar um “truque” bastante interessante. Eu ficaria bem impressionado, e você teria algo de que se jactar diante de Deus e dos homens. Mas, como ressalta Philip Ryken: “O arrependimento não é um método especial para nos salvar; é um meio de admitir que simplesmente não podemos nos salvar. É um meio de nos lançar na misericórdia de Deus e implorar ao Salvador que nos salve”.&amp;amp;lt;ref&amp;amp;gt;13&amp;amp;lt;/ref&amp;amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Uma das razões por que sou tão grato a Deus por nos permitir ter o nome Ministérios Graça Soberana é o fato de eu já antever que esse nome ajudará a refrear o orgulho e a promover a humildade. “Graça soberana”, naturalmente, compreende muito mais do que a doutrina da eleição. Refere-se a todos os atributos e atos graciosos de Deus, no que se relacionam ao todo da vida, pois todas as coisas estão debaixo do cuidado soberano, gracioso e atencioso de Deus. Nada que o homem faça para Deus jamais se reduz à realização humana. Trata-se da misericórdia, da bondade e da capacitação graciosa de Deus. “... O que você tem que não tenha recebido? E se o recebeu, por que se orgulha, como se assim não fosse?” (1Co 4.7). Uma compreensão correta da graça sempre promoverá a humildade. Assim, vejo esse nome como um dom, um canal para a humildade, em operação hoje, mas também enviada para diante, a algumas gerações futuras que não contemplarei. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Segurança da parte de Deus''' &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Encontro-me com muitas pessoas que parecem incertas ou inconscientes do amor de Deus por elas pessoalmente. Sabem que Deus ama outros cristãos. Sabem que Deus ama seu pastor. Sabem que Deus ama os membros de sua igreja. Mas têm bem menos certeza de que o Criador ama o indivíduo específico que leva o nome delas, as impressões digitais delas e seu DNA singular. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Recentemente, um cristão me reconheceu num avião. Quando aterrissamos, ele se apresentou e disse: “Fiquei muito reconfortado quando vi que você estava no vôo. Sabia que não colidiríamos”. Senti certo desamparo naquele momento. Não havia tempo suficiente para abordar todas as infundadas pressuposições reveladas em seu comentário. Tentei assegurá-lo de que, se era convertido, o amor de Deus para com ele era perfeito, específico e suficiente. Enquanto conversávamos, porém, ficou ainda mais evidente que ele ainda não estava de todo consciente dessa grande verdade. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Crentes assim muitas vezes se vêem amados por Deus pelo fato de pertencerem a um grupo. ''Deus ama os cristãos. Eu sou cristão. Portanto, como Deus estende seu amor aos cristãos, posso de certo modo me posicionar debaixo da fonte e ser tocado pelo amor generalizado que Deus tem pelos santos.'' &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Isso é enxergar as coisas de trás para frente. Você só é cristão ―está entre os redimidos e adotados, é um herdeiro das riquezas infinitas de Deus― porque Deus o escolheu e ama. Pessoalmente. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ter um entendimento por menor que seja da eleição é experimentar o amor de Deus pessoalmente. Observe que Paulo, ao examinar as complexidades da doutrina da justificação, começando em Gálatas 2.15, não pôde deixar de tocar muito rapidamente no que isso significava para ele como pessoa: “Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive ''em mim;'' e a vida que agora vivo na carne, vivo-a na fé no filho de Deus, o qual ''me amou,'' e se entregou a si mesmo ''por mim”'' (v. 20; grifo do autor). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Philip Ryken nos transmite uma ilustração que capta a maravilha de se descobrir alvo da graça eleitora de Deus. &lt;br /&gt;
&amp;lt;blockquote&amp;gt;O famoso bibliólogo e professor americano Donald Grey Barnhouse (1895-1960) muitas vezes usava uma ilustração para ajudar as pessoas a entender a eleição. Ele pedia que elas imaginassem uma cruz como aquela em que Jesus morreu, mas tão grande que contivesse uma porta. Sobre a porta liam-se essas palavras de Apocalipse: “Whosoever will may come”. Essas palavras representam a oferta livre e universal do evangelho. Pela graça de Deus, a mensagem de salvação é para todos. Cada homem, mulher e criança que venha à cruz é convidada a crer em Jesus Cristo e a entrar para a vida eterna. Do outro lado da porta, uma feliz surpresa aguarda aquele que crê e entra. Na parte de dentro, qualquer pessoa que olhar para trás depois de entrar poderá ver estas palavras de Efésios escritas acima da porta: “Eleitos em Cristo antes da fundação do mundo”. Entende-se melhor a eleição em retrospecto, pois é somente depois de vir a Cristo que a pessoa sabe se foi eleita ou não. Aqueles que tomam a decisão por Cristo descobrem que Deus tomou a decisão por eles desde tempos eternos.&amp;amp;lt;ref&amp;amp;gt;14&amp;amp;lt;/ref&amp;amp;gt; A eleição é uma explicação da conversão posterior à experiência. Feliz surpresa, sem dúvida! Que a expressão que dá nome ao ministério promova uma segurança contínua e profunda do amor infalível e eterno de Deus. O amor divino começou na eternidade passada. É imune aos efeitos desta era presente. Situa-se fora do tempo e antes da criação, e continuará para sempre. Que surpresa feliz essa! Conheça o amor de Deus por você ―pessoalmente. Sinta-o. Experimente-o. Vire-se e leia o que está escrito sobre a porta: &amp;lt;blockquote&amp;gt;''Escolhido nele antes da Fundação do Mundo''&amp;lt;/blockquote&amp;gt;&amp;lt;/blockquote&amp;gt;&lt;br /&gt;
'''Gratidão a Deus''' &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Efésios 1.3-14 (v. p. 7) é um arroubo ininterrupto de louvor. Esse é o resultado de entender a graça soberana da eleição. Eis o que Bruce Milne escreve a respeito dessa passagem: “Paulo não se encontra em sua escrivaninha, engajado numa argumentação dialética; antes, está de joelhos, perdido em adoração”. A doutrina da eleição não tem por fim ser um ponto de disputa teológica. É um chamado ao louvor. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Minha oração e exortação é que o nome desse ministério sirva de contínuo lembrete da iniciativa graciosa de Deus para com seu povo, e assim que sirva de chamado à adoração. Que nossa vida e igreja se caracterizem pela clara ausência de murmuração e pela inequívoca presença de um louvor e uma adoração a Deus que sejam apaixonados e gratos. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Jamais aconteça que essas manifestações externas a Deus se tornem superficiais ou meramente rotineiras. Antes da fundação do mundo, ele me escolheu em Cristo. A única reação adequada mesmo diante de um entendimento pouco aprofundado da doutrina da eleição é uma gratidão apaixonada ―louvor e adoração todos os dias da minha vida, até meu último suspiro. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Missão para a glória de Deus''' &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Antes da Criação, Deus estava envolvido numa seleção. Ele estava ocupado no passado eterno e tem no presente um trabalho salvífico a realizar. E ele realiza esse trabalho quando as pessoas proclamam as boas-novas. Como família de igrejas, Deus está chamando os Ministérios Graça Soberana à evangelização em âmbito local e à implantação de igrejas em âmbito global. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Neste mundo, vivemos entre homens, mulheres e crianças que não experimentaram a salvação. Por causa da doutrina da eleição, sabemos que no fim a salvação de pessoas específicas entre elas é algo absolutamente garantido. Não sabemos ―na realidade não temos como saber― de antemão quem são essas pessoas. Mas sabemos que existem, em cada tribo, língua e nação. E sabemos que, para cada um que foi escolhido antes dos séculos, haverá aquele momento em que uma única apresentação do evangelho será usada por Deus para efetuar a salvação. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em sua misericórdia, Deus nos deu um entendimento bíblico da salvação, como o fez com incontáveis crentes antes de nós. Saber que nossa salvação foi fundamentalmente realizada por Deus e não por nós serve de combustível para nossa confiança e aumenta nossa fé de que veremos outros serem regenerados. Essa “primeira impressão” de nossa salvação com que Deus nos muniu é uma impressão que fica, tendo gloriosas ramificações para a vida e o ministério diários. Assim munidos, saímos para o mundo cheios de fé, sabendo que o evangelho é o poder de Deus, e que o triumfo do evangelho foi garantido antes do começo das eras. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No que tange à implantação de igrejas, tanto nacional quanto internacionalmente, não fomos ambiciosos. Quando acontece de darmos um passo na direção de buscar construir e fortalecer igrejas, descobrimos que não chegamos antes de Deus, ou ao mesmo tempo que ele, mas descobrimos que ele foi adiante de nós. Toda glória por qualquer fruto ou expansão que temos experimentado ou possamos experimentar deve ser dada a ele. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Longe de minar o evangelismo e a implantação de igrejas, um entendimento adequado da doutrina da eleição tanto robustece essas atividades quanto nos assegura de seu sucesso em última análise. Que bom saber que o evangelho do Salvador crucificado e ressurreto não retorna vazio. Nosso Deus tem um plano para a plenitude dos tempos, “de fazer convergir em Cristo todas as coisas, celestiais ou terrenas” (Ef 1.10). Pela graça, esse plano do Soberano será de fato concretizado. Qualquer que seja o papel excessivamente pequeno que este ministério desempenhe nessa concretização, a graça soberana certamente terá sido nossa história. A graça soberana será o nosso futuro. &lt;br /&gt;
&amp;lt;blockquote&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;/blockquote&amp;gt;&lt;br /&gt;
[1] ''Theology for non-theologians,'' New York: Macmillan, 1988, p. 3. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[2] Charles SPURGEON, ''Verdades chamadas calvinistas:'' uma defesa, São Paulo: PES,&amp;amp;nbsp;????. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[3] J. Rodman WILLIAMS, ''Renewal theology,'' Grand Rapids: Zondervan, 1988, p. 16. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[4] Anthony HOEKEMA, ''Salvos pela graça,'' São Paulo: Cultura Cristã,&amp;amp;nbsp;????, p. 3 e 7(???). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[5] J. I. PACKER, ''Vocábulos de Deus,'' São José dos Campos: Fiel,&amp;amp;nbsp;????, p. 158 (????). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[6] Bruce MILNE, ''Conheça a verdade:'' um manual de doutrina bíblica, São Paulo: ABU, 1987, p. 183 (????). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[7] Iain MURRAY, ''Spurgeon vs. hyper-Calvinism,'' Carlisle: Banner of Truth, 1995, p. 111-2. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[8] Charles SPURGEON, cit. in ''Table Talk,'' Sep. 8, 1994. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[9] J. I. PACKER, ''Teologia concisa,'' São Paulo: Cultura Cristã,&amp;amp;nbsp;????, p. 149 (????). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[10]Mark WEBB, What difference does it make?, ''Reformation and Revival'' Journal, v. 3, n. 1, Winter 1994, p. 53-4. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[11]J. I. PACKER, ''Vocábulos de Deus,'' p. 157 (????). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[12]Mark WEBB, What difference does it make?, p. 52. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[13]Philip RYKEN, ''The message of salvation,'' Downers Grove: InterVarsity, 2001, p. 60. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[14]Ibid., p. 68-9. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[15]Bruce MILNE, ''Conheça a verdade,'' p. 184 (????). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Category:Under_review]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Mahra</name></author>	</entry>

	<entry>
		<id>http://pt.gospeltranslations.org/wiki/A_Gra%C3%A7a_Soberana</id>
		<title>A Graça Soberana</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="http://pt.gospeltranslations.org/wiki/A_Gra%C3%A7a_Soberana"/>
				<updated>2009-09-24T02:35:56Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Mahra: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;{{ info | Sovereign Grace}} &lt;br /&gt;
&amp;lt;blockquote&amp;gt;&lt;br /&gt;
... nos elegeu nele antes da fundação do mundo... (Efésios 1.4, RA)&lt;br /&gt;
&amp;lt;/blockquote&amp;gt;&lt;br /&gt;
==== ''A Primeira Impressão...''  ====&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
James Cantelon relembra sua experiência de conversão quando escreve de modo tocante e muito perspicaz: &lt;br /&gt;
&amp;lt;blockquote&amp;gt;“A primeira impressão é a que fica.” Assim afirma o velho adágio, e creio ser a verdade em muitos casos. Minha primeira impressão de Deus acompanha-me até o dia de hoje. Ela se deu num acampamento, numa igreja velha, cheirando a bolor, no Canadá, no centro de Saskatchewan. Contava então cinco anos de idade.&amp;lt;/blockquote&amp;gt;&amp;lt;blockquote&amp;gt;Naquela época, nosso “negócio” eram os tabernáculos. Na maioria dos casos, nossas igrejas eram chamadas “tabernáculos”, mas não somente isso: os prédios onde se realizavam as reuniões de acampamento também levavam esse nome, extraído do Antigo Testamento com o significado de “tenda”. Num dia especialmente quente, meus pais encontravam-se no tabernáculo dos adultos, enquanto eu, acompanhado de meus coleguinhas, acampantes mirins, fiquei no tabernáculo das crianças. A professora passava conosco O ''Peregrino,'' de Bunyan. Enquanto ela dava a lição, algo acendeu-se dentro de mim.&amp;lt;/blockquote&amp;gt;&amp;lt;blockquote&amp;gt;Depois da lição, as crianças voaram, ruidosas, para brincar ao sol. Eu permaneci. E a professora Brown parecia saber por quê.&amp;lt;/blockquote&amp;gt;&amp;lt;blockquote&amp;gt;“Posso te ajudar, Jimmy?”, perguntou com tamanha doçura. Com os olhos marejados, sacudi a cabeça, sem dar uma palavra, roendo a unha do meu dedinho, que de repente não parava de tremer.&amp;lt;/blockquote&amp;gt;&amp;lt;blockquote&amp;gt;“Vamos para a sala de trás; aí poderemos orar”, disse. Não posso explicar o que ocorreu [...]. Mas vou dizer uma coisa: aos cinco anos de repente me senti como se fosse o pior pecador que jamais existira. Minha percepção do pecado quase esfacelou meu tenro coração. No entanto, a oração não havia terminado. Começou com remorso, foi transformando-se em alegria. Senti ser retirado de minha frágil alma o peso que acabara de descobrir. A presença de Deus me inundou. Sem que eu procurasse a Deus ou o convidasse ―aliás, sem saber que necessitava dele―, ele veio a minha procura, convidando a mim... uma criança de cinco anos de idade.&amp;amp;lt;ref&amp;amp;gt;1&amp;amp;lt;/ref&amp;amp;gt;&amp;lt;/blockquote&amp;gt;&lt;br /&gt;
A primeira impressão é de fato a que fica. Ao narrar sua experiência de conversão, Cantelon revela algo fantástico sobre Deus: “... ele veio a minha procura...”. Como você compreende sua experiência de conversão? Quem buscou a quem? Deus veio a sua procura? Ou parece-lhe que no fundo você é que estava a procura dele? O que se ressalta mais para você: a iniciativa de Deus e a intervenção dele, ou o arrependimento e a fé que brotaram em você? &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
{{centerInsert|Quando vim para Cristo, pensei que eu mesmo tivesse tomado a iniciativa e, embora buscasse o Senhor com diligência, não fazia nem idéia de que o Senhor estivesse me buscando. Não me parece que o novo convertido perceba isso de saída. Posso recordar o dia e a hora exatos em que pela primeira vez acolhi essas verdades [acerca da doutrina da eleição] em minha alma ―quando elas, como dizia John Bunyan, entraram queimando em meu coração como um ferro incandecente―, e posso lembrar que cresci repentinamente, deixando de ser um bebê para me tornar um homem ―cresci no meu conhecimento das Escrituras, tendo encontrado, de uma vez por todas, a chave da verdade de Deus.&lt;br /&gt;
Certa noite, no meio da semana, sentado na casa de Deus, lá estava eu, sem prestar muita atenção ao sermão pregado, uma vez que não cria no que estava sendo dito. Fui então assaltado pelo seguinte pensamento: ''O que o levou a se tornar cristão?'' Busquei ao Senhor. ''Mas o que o levou a buscar ao Senhor?'' Num instante a verdade brilhou em minha mente – jamais o teria buscado caso não tivesse havido previamente algum tipo de influência sobre minha mente que me fizesse buscá-lo. Orei foi o que pensei. Mas então me perguntei: ''O que me levou a orar?''Fui induzido a orar por meio da leitura das Escrituras.''O que me levou a ler as Escrituras?'' Realmente eu li, mas o que me levou a fazê-lo? Então, num instante, percebi que Deus subjazia a tudo aquilo, e era o Autor de minha fé. Assim a doutrina da graça se tornou clara para mim, e dessa doutrina não me afastei até o dia de hoje, desejando que seja sempre esta minha confissão: “Atribuo minha transformação inteiramente a Deus”.&lt;br /&gt;
― Charles Spurgeon&amp;lt;ref&amp;gt;2&amp;lt;/ref&amp;gt;}} &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Não se trata de perguntas de cunho acadêmico. O cristão que compreende ou interpreta erroneamente a causa subjacente de sua conversão pode se tornar vulnerável ao legalismo, ao orgulho, à dependência de si mesmo, à ingratidão, à condenação e à falta de segurança da salvação. No entanto, quando passamos a compreender corretamente a natureza da nossa conversão ―ou seja, quando conseguimos captar com clareza o papel da graça soberana de Deus na eleição―, nos posicionamos para desfrutar, de forma constante, dos benefícios maravilhosamente transformadores que estão&amp;amp;nbsp;a nossa disposição somente por meio do evangelho. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==== ''Das profundezas''  ====&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*A eleição, naturalmente, é uma doutrina que brota das profundezas do oceano teológico. Assim que nos damos conta dela, todos devemos reconhecer que estamos num ponto muito longe de dar pé. Trata-se de um lugar de mistério, que suscita uma infinidade de perguntas, todas variantes de uma única questão: “Como é possível conciliar soberania divina com responsabilidade humana?”. Na questão do mistério teológico, acho muito útil esta citação de J. Rodman Williams: “Como todas as doutrinas cristãs estão relacionadas com Deus, o qual está em última análise muito além de nossa capacidade de compreensão, inevitavelmente haverá algum elemento de mistério ou transcendência que não pode ser captado pelo entendimento humano. Não obstante, dentro desses limites o labor teológico não pode cessar”.&amp;amp;lt;ref&amp;amp;gt;3&amp;amp;lt;/ref&amp;amp;gt; Aliás, Deus havia anunciado a seguinte estipulação não-negociável: “As coisas encobertas pertencem ao SENHOR, o nosso Deus, mas as reveladas pertencem a nós e aos nossos filhos para sempre, para que sigamos todas as palavras desta lei” (Dt 29.29). Como eu adoro um segredo, minha soberba não reage muito bem diante de uma declaração como essa. Assim, em parte para me ajudar na questão da humildade, Deus me permitiu morar nas redondezas de Washington DC. Aqui, entre os membros da igreja que tenho o privilégio de servir, existem várias pessoas que precisam manter certo grau de sigilo no tocante aos detalhes de seus empregos, relacionados com o governo americano. Às vezes, em conversa com um ou outro, minha soberba e minha noção de importância se esgueiram, e começo a desejar ardentemente o acesso de alguém que está por dentro. Por que eles não me contam algo bem interessante? Eles não confiam em mim? Não podem abrir uma exceção para o pastor? Nunca satisfazem meus anseios pecaminosos, o que conta muito a favor deles. Em geral nem admitem saber de qualquer informação secreta. Posso me comportar com Deus da mesma maneira. Imploro para que ele explique algum mistério teológico, pressupondo de modo arrogante que meu cérebro não seria carbonizado se entrasse em contanto com tamanha iluminação divina. Mas em sua bondade, sabedoria e misericórdia, ele também mantém seus segredos. Você pode dizer que está bem à vontade com os segredos de Deus?... com aqueles difíceis de compreender?... o paradoxo?... a aparente contradição? Você está em paz no fundo do oceano? Nas Escrituras Deus declarou tanto a soberania divina quanto a responsabilidade humana, sem procurar harmonizá-las por completo. Mas sem dúvida estão harmonizadas em sua infinita sabedoria, e isso deveria nos bastar. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
{{centerInsert|O fator decisivo para descobrir quem será salvo do pecado não diz respeito às decisões dos seres humanos, mas à graça soberana de Deus ―embora a decisão humana de fato desempenhe um papel significativo no processo [...]. Devemos portanto ratificar tanto a soberania de Deus quanto a responsabilidade humana; tanto a graça soberana de Deus quanto nossa participação ativa no processo de salvação. Somente faremos justiça ao que as Escrituras ensinam se firmemente defendermos ambos os lados do paradoxo. Uma vez que Deus é o Criador e nós suas criaturas, porém, ele deve ter a prioridade. Daí devermos sustentar que em última análise o fator decisivo no processo da nossa salvação é a graça soberana de Deus.― Anthony Hoekema&amp;lt;ref&amp;gt;4&amp;lt;/ref&amp;gt;}} &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
João Calvino oferece um sábio conselho nessa matéria: &lt;br /&gt;
&amp;lt;blockquote&amp;gt;O assunto da predestinação, que em si se faz acompanhar de tamanha dificuldade, torna-se embaraçoso e portanto perigoso pela curiosidade humana é perigoso quando recebido com muita perplexidade pela curiosidade humana, que não consegue evitar vagar por caminhos proibidos [...]. Aqueles segredos de sua vontade que ele julgou possíveis de ser manifestos são revelados em sua Palavra ―revelados à medida que, sabia ele, resultariam em nosso interesse e bem-estar [...]. Tenhamos, portanto, por princípio maior que o desejo de conhecimento acerca da predestinação além daquilo que foi apresentado na Palavra de Deus é tão ilusório quanto caminhar onde não há estrada ou buscar a luz nas trevas [...]. A melhor regra de equilíbrio é não somente aprender a seguir na direção apontada por Deus, mas também aprender a seguir quando ele deixa de ensinar (apontar o caminho) para dar cabo ao nosso desejo de ser sábios.&amp;amp;lt;ref&amp;amp;gt;5&amp;amp;lt;/ref&amp;amp;gt;&amp;lt;/blockquote&amp;gt;&lt;br /&gt;
Creio que a maturidade cristã pressupõe um repouso cada vez maior em relação ao mistério divino e uma crescente confiança em Deus, de modo que podemos dizer com Davi: “Senhor, o meu coração não é orgulhoso e os meus olhos não são arrogantes. Não me envolvo com coisas grandiosas nem maravilhosas demais para mim” (Sl 131.1). À medida que crescemos em Cristo, o mistério não diminui. Mas deve haver mais humildade para que estejamos mais tranqüilos diante do mistério divino. Que ele seja grande o suficiente e maravilhoso o bastante para sabermos que a doutrina da eleição é saudável e confiável, representando o ensino claro da Escritura. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
{{centerInsert|''' Esclarecimentos preliminares'''&lt;br /&gt;
Antes de examinarmos com profundidade a maravilhosa doutrina da eleição, precisamos fazer algumas ressalvas, na tentativa de desfazer qualquer mal-entendido.&lt;br /&gt;
1) Uma vez que encontramos nas Escrituras tanto a soberania divina quanto a responsabilidade humana, precisamos ensinar as duas doutrinas, sempre ressaltando que as Escrituras dão destaque à eleição: a soberania de Deus na salvação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
2) A doutrina da eleição, ainda que de cabal importância, não define os Ministérios Graça Soberana. É o evangelho que nos define.&lt;br /&gt;
A eleição desempenha um papel fundamental em relação ao evangelho da graça. Ela protege e preserva o evangelho; não é, porém, um correspondente perfeito do evangelho. O evangelho traduz-se na pessoa e na obra de Jesus Cristo. Somos salvos por confiarmos nele e em sua obra perfeita. “Pois o que primeiramente lhes transmiti foi o que recebi: que Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo as Escrituras, foi sepultado e ressuscitou no terceiro dia, segundo as Escrituras...” Não somos mais apaixonados pela eleição do que somos pelo evangelho. A eleição é doutrina importantíssima, mas somente o evangelho recebe o primeiro lugar de importância.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
3) Para ser salvo, ninguém precisa crer na doutrina da eleição, entendê-la e concordar com ela. Um relacionamento salvífico com Deus requer arrependimento do pecado e confiança exclusivamente em Cristo, de que ele salvará exclusivamente pela graça, exclusivamente por meio da fé. Embora a doutrina da eleição seja importante, e as crenças equivocadas a seu respeito possam acarretar conseqüências negativas, certamente não é necessário que alguém abrace a doutrina da eleição para ser salvo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
4) A doutrina da eleição destina-se a cristãos, não a não-cristãos. Não deve ser ensinada nem mencionada em nenhuma situação evangelística. O teólogo Bruce Milne sabiamente declarou que a doutrina da eleição “não é um elemento do evangelho que o cristão apenas apresentaria ao descrente. Ela não deve impedir o convite universal do evangelismo cristão”.&amp;lt;ref&amp;gt;6&amp;lt;/ref&amp;gt; Como disse o reformador inglês John Bradford: “A pessoa precisa primeiro deter-se na escola primária da fé e do arrependimento antes de ingressar na universidade da eleição e da predestinação”.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
5) Nossa unidade com outros cristãos que não fazem parte de nosso ministério não requer plena concordância quanto à doutrina da eleição. Fazemos nossas estas palavras de Charles Spurgeon:&lt;br /&gt;
“Estendemos à mão a qualquer pessoa que ame ao Senhor Jesus Cristo, seja quem for e o que for. A doutrina da eleição, como o próprio ato da eleição em si, não tem por finalidade fazer divisão entre Israel e Israel, mas entre Israel e egípcios. Tampouco entre santos e santos, mas entre santos e filhos do mundo. Uma pessoa pode sem dúvida alguma fazer parte da família eleita, e, apesar de eleita, descrer da doutrina da eleição. Sustento que há muitos que foram chamados para a salvação e não crêem no chamado eficaz, e muitos há que perseveram até o fim sem crer na doutrina da perseverança do crente. Nossa esperança é que o coração de muitos seja bem melhor que a mente. Não associamos essas falácias a nenhuma oposição obstinada à verdade que está em Cristo, mas cremos que se trata simplesmente de erro de julgamento, o qual pedimos a Deus que corrija. Esperamos que, se, no entender deles, também estamos equivocados, eles nos paguem com a mesma cortesia cristã. E, quando reunidos em torno da cruz, esperamos sempre sentir que somos um só em Cristo Jesus.”&amp;lt;ref&amp;gt;7&amp;lt;/ref&amp;gt;}} &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Que ninguém então alimente vãs esperanças. Este artigo não responderá a nenhuma pergunta não-respondida até este momento. Nem organizará de forma harmônica conceitos que, para nossa mente finita, possam parecer desarmonizados. E certamente não eliminará da doutrina da eleição aquele rico elemento de mistério. Lembre-se: as mentes mais talentosas e bem-preparadas na história da igreja, não importa quão fundo mergulhem no oceano da teologia, não conseguiram mensurar as profundezas da eleição. Enquanto isso, muito acima deles, minhas pernas finas podem só às vezes ser divisadas, apenas um pouquinho abaixo da superfície, desesperadamente debatendo-se sobre as águas. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==== ''O glorioso mistério''  ====&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Efésios 1.4 é um texto conclusivo para obtermos um entendimento bíblico acerca de nossa experiência de salvação. E embora esteja longe de ser o único texto sobre o assunto da eleição divina, ele é claro, conclusivo em sua autoridade, sucinto e suficiente para nossos objetivos aqui. Nele, a despeito do ainda presente mistério, há clareza que a mente humana pode captar sem oscilações; com convicção. O versículo explica o que de fato ocorreu no momento da conversão: a concretização de uma escolha divina feita desde tempos eternos. O versículo informa que nossa transição da morte para a vida, de pecadores a santos, de objetos da ira de Deus para alvos de sua misericórdia, foi inteira e exclusivamente ato da graça soberana. A primeira impressão que você tem de sua conversão parece indicar algo diferente disso? Em caso afirmativo, permita que essa impressão seja corrigida pela verdade: &lt;br /&gt;
&amp;lt;blockquote&amp;gt;''nos elegeu''&amp;lt;/blockquote&amp;gt;&amp;lt;blockquote&amp;gt;''nele''&amp;lt;/blockquote&amp;gt;&amp;lt;blockquote&amp;gt;''antes da fundação do mundo''&amp;lt;/blockquote&amp;gt;&lt;br /&gt;
Nesse versículo, Paulo nos leva para os bastidores. Ele desvia nossa atenção de sobre nossa experiência pessoal e limitada e nos aponta o Soberano, reinando desde toda a eternidade. Inspirado pelo Espírito, Paulo deseja que haja clareza nessa questão: a salvação resulta da eleição divina. Cada conversão, em cada era, em cada terra, somente foi possível pela graça soberana. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tomando Efésios 1.4 como guia, concentremo-nos agora no que há de claro e inequívoco nessa doutrina. Exploremos as glórias/ maravilhas da eleição, para que possamos extrair dela todos os benefícios pretendidos por Deus. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''... nos elegeu nele...'' &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para começarmos a destrinchar esse segmento do versículo, precisamos ter em conta o contexto dos versículos de 3 a 14, que no grego formam uma só frase. Paulo abre a frase celebrando as bênçãos espirituais: “Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que nos abençoou com todas as bênçãos espirituais nas regiões celestiais em Cristo...”. Depois ele desfia uma lista estonteante de bênçãos, começando com o fato de que ele “nos elegeu” (RA). À medida que Paulo explora as maravilhas de nossa salvação imeritória, o efeito dessa primeira bênção se faz ecoar várias outras vezes na passagem ―em palavras como “predestinou”, “adotados”, “redenção” e “perdão”. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
{{centerInsert|Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que nos abençoou com todas as bênçãos espirituais nas regiões celestiais em Cristo. Porque Deus nos escolheu nele antes da criação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis em sua presença. Em amor nos predestinou para sermos adotados como filhos, por meio de Jesus Cristo, conforme o bom propósito da sua vontade, para o louvor da sua gloriosa graça, a qual nos deu gratuitamente no Amado. Nele temos a redenção por meio de seu sangue, o perdão dos pecados, de acordo com as riquezas da graça de Deus, a qual ele derramou sobre nós com toda a sabedoria e entendimento. E nos revelou o mistério da sua vontade, de acordo com o seu bom propósito que ele estabeleceu em Cristo, isto é, de fazer convergir em Cristo todas as coisas, celestiais ou terrenas, na dispensação da plenitude dos tempos. Nele fomos também escolhidos, tendo sido predestinados conforme o plano daquele que faz todas as coisas segundo o propósito da sua vontade, a fim de que nós, os que primeiro esperamos em Cristo, sejamos para o louvor da sua glória. Quando vocês ouviram e creram na palavra da verdade, o evangelho que os salvou, vocês foram selados em Cristo com o Espírito Santo da promessa, que é a garantia da nossa herança até a redenção daqueles que pertencem a Deus, para o louvor da sua glória.&lt;br /&gt;
― Efésios 1.3-14}} &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Aprendemos nessa passagem da Escritura que a escolha divina precede a resposta humana. À luz da minha pecaminosidade, da depravação que toma conta de todo o meu ser e da iníqua hostilidade para com Deus, preciso concordar com Charles Spurgeon, que foi exatamente o que aconteceu no meu caso. &lt;br /&gt;
&amp;lt;blockquote&amp;gt;Creio na doutrina da eleição por estar plenamente seguro de que, se Deus não tivesse me escolhido, eu jamais o escolheria. Estou também certo de que ele me escolheu antes de eu nascer; caso contrário, ele jamais teria me escolhido depois disso. E ele deve ter me elegido por motivos que desconheço, pois jamais encontrei um motivo em mim mesmo por que ele teria olhado para mim com amor especial.&amp;amp;lt;ref&amp;amp;gt;8&amp;amp;lt;/ref&amp;amp;gt;&amp;lt;/blockquote&amp;gt;&lt;br /&gt;
{{centerInsert|O verbo “eleger” significa “selecionar ou escolher dentre”. Segundo a doutrina bíblica da eleição, Deus antes da Criação selecionou dentre toda a espécie humana, cuja queda ele já havia previsto, aqueles a quem ele haveria de redimir, trazer à fé, justificar e glorificar em e por meio de Jesus Cristo... A escolha divina é uma manifestação da graça livre e soberana, uma vez que não é imposta a Deus, sendo incondicional, não adquirida por mérito em razão de alguma coisa presente naqueles que estão sujeitos a ela. Deus não deve aos pecadores misericórdia de nenhum tipo, somente condenação; portanto, o fato de que ele tenha escolhido salvar a qualquer um de nós é algo espantoso e motivo de louvor por toda a eternidade; muitíssimo mais ainda quando sua escolha implicou dar o próprio Filho para sofrer em lugar dos eleitos e lhes carregar os pecados.&lt;br /&gt;
― J. I. Packer&amp;lt;ref&amp;gt;9&amp;lt;/ref&amp;gt;}} &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quando você lê a citação acima, o seu espírito não se agita em confirmação? Você concorda prontamente? Você percebe que ele escolheu a você, e não o contrário? E você percebe que ele o escolheu não por causa de quem você foi, ou é, ou ainda virá a ser, mas simplesmente por misericórdia? Se não, talvez você sustente um equívoco muito comum em relação à natureza da eleição, equívoco esse que foi abordado de forma brilhante nessa historieta de Mark Webb. Ela começa com ele lecionando, em sala de aula. &lt;br /&gt;
&amp;lt;blockquote&amp;gt;Depois de fazer um apanhado geral dessas doutrinas da graça soberana, dei oportunidade aos alunos para formularem suas perguntas. Uma senhora em particular estava muito perturbarda. Ela disse: “Essa é a coisa mais terrível que jamais ouvi! Você parece dizer que Deus intencionalmente dispensou homens que seriam salvos, recebendo somente os eleitos”. Respondi então desta forma. “Você entendeu mal o que ocorre. Da sua perspectiva, Deus está de pé nos portais do céu, com os homens amontoando-se para entrar pela porta. Então Deus está dizendo a vários deles: ‘Sim, você pode entrar, mas não você, nem você, nem você...’. Não é isso que ocorre. Antes, Deus está às portas do céu de braços abertos, convidando todos a entrar. Mas todos os homens, sem exceção, correm na direção oposta, rumo ao inferno, o mais resolutamente possível. Então Deus, por meio da eleição, graciosamente alcança e detém este aqui, aquele ali, aquele outro lá e aquele lá adiante, e eficazmente os atrai para si, transformando o coração deles, tornando-os desejosos de vir. Ninguém que, podendo, entraria no céu é impedido pela eleição de lá entrar, mas a eleição impede de ir para o inferno uma multidão de pecadores que caso contrário estaria lá. Não fosse a eleição, o céu seria um lugar vazio, e o inferno estaria com as costuras estourando”. Esse tipo de resposta, alicerçada na Escritura, como creio que esteja, de fato põe tudo em outra perspectiva, não é mesmo? Se você perecer no inferno, culpe-se, pois a culpa é inteiramente sua. Mas, se você conseguir ir para o céu, dê o devido crédito a Deus, pois o trabalho é inteiramente dele! A ele somente pertencem todo louvor e glória, pois a salvação é completamente da graça, do começo ao fim!&amp;amp;lt;ref&amp;amp;gt;10&amp;amp;lt;/ref&amp;amp;gt;&amp;lt;/blockquote&amp;gt;&lt;br /&gt;
Você percebe que ele o deteve em sua precipitação voluntariosa em direção às portas do inferno? As Escrituras referem-se a nós, em nosso estado não-regenerado, como inimigos de Deus, o que indica um ódio e uma hostilidade ativos (Cl 1.21; Rm 5.10; Fp 3.18,19). No entanto, antes de Gênesis 1.1, esse Deus, a quem você odiou, decidiu salvá-lo. E com o tempo, por meio da proclamação do evangelho, ele o chamou pelo nome, detendo-o em sua corrida voraz. Por que ele fez isso? Certamente não porque houvesse nada amorável em você. Esse é o mistério da misericórdia. Uma vez que ele o havia escolhido ''em'' seu Filho, ele o deteve ''por causa de'' seu Filho. Isso não lhe parece assombroso? Quanto mais consciente você está da iniciativa divina e da depravação própria do ser humano, mais você se surpreenderá com a graça. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Lembremo-nos: você e eu estávamos mortos em nossos pecados (Ef 2.1; Cl 2.13). Deus colocou essa frase na Bíblia intencionalmente. Não estávamos enfraquecidos. Não estávamos feridos. Não estávamos enfermos ou degenerando. Em relação a Deus e à salvação, estávamos mortos. Com a linha do cardiograma totalmente reta, sem nenhuma oscilação. Falecidos. Um monte de cadáveres. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ao mesmo tempo, estávamos muito vivos em relação ao pecado e ao próprio eu. Amávamos as trevas, e esse amor nos fez inimigos de Deus, hostis em relação a ele. Nós o odiávamos. Por favor, não se lisonjeie pensando o contrário. Deixe que o ensino claro da Escritura ilumine seu entendimento. Você não estava buscando a Deus. Você não descobriu Deus. Você não encontrou Deus. (Ele não estava se escondendo.) Tampouco você estava neutro em relação a Deus. Você era ativa e arrogantemente hostil e oposto ―você odiava a Deus como inimigo. Você pode muito bem ter sido atraído a alguma caricatura de Deus. Você pode ter estado à procura de uma experiência religiosa falsificada envolvendo uma deidade que agrada o homem, forjada a partir de vãs esperanças e uma imaginação pecaminosa. Mas o Deus vivo e verdadeiro ―o soberano, auto-sustentador, preexistente―, a esse você desprezou. Você estava fugindo e fugindo a todo vapor exatamente dele, e do padrão intransigível de sua perfeita vontade. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Como um Deus santo pôde escolher pecadores como nós? A Escritura fornece a resposta a essa pergunta importantíssima. Ele nos escolheu “nele”. Ou seja, no Salvador, que nos primeiros 14 versículos de Efésios é mencionado nada menos que 15 vezes. Ele é o meio pelo qual se cumpre a escolha de Deus para a salvação. A graça soberana está nele. Sou escolhido em Cristo, e exclusivamente por causa de Cristo. Não sou escolhido à parte de Cristo, ou por causa de qualquer coisa em mim. A eleição, a redenção, a adoção e o perdão dos pecados estão nele, e nenhum deles pode existir à parte dele. Ele foi o Codeiro que foi morto antes de todas as coisas. Deus nos escolheu nele... &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''... antes da fundação do mundo'' &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Aqui temos uma rara referência bíblica a algo que Deus andou fazendo antes da criação. Estava escolhendo pecadores como você e eu. Antes de Gênesis 1.1, fomos destacados, selecionados para a salvação. Para mim, esse é um terreno que sobrecarrega a mente. Fico sem ação diante da graça soberana apresentada nesse fragmento do versículo. O Deus a quem odiei resolveu salvar-me e, no tempo certo, por meio da proclamação do evangelho, chamou-me pelo nome, declarando: “Pare. Você não vai para o inferno. Em lugar disso, você recebe agora em meu Filho o perdão dos pecados e gozo infinito”. E tudo foi acertado antes da fundação do mundo. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==== ''Nossa reação apropriada''  ====&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
“Quando [Paulo] introduz [a eleição] em seus ensinos”, escreve J. I. Packer, “o objetivo é somente um: ajudar os cristãos a ver quão grande é a graça que os salvou, e direcioná-los a uma reação adequada na adoração e no viver”. Na verdade, defender um entendimento bíblico acerca da eleição é viver uma vida de “reação adequada”. Aprender que fomos escolhidos antes dos séculos permite que hoje, dentro do tempo presente, vivamos para ele com alegria, paixão e clareza de propósito que estão ancoradas desde os tempos eternos. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em minha experiência, um entendimento claro e completo da graça de Deus na eleição promove, no mínimo, humildade diante de Deus, segurança da parte de Deus, gratidão a Deus e um predominante senso de missão para a glória de Deus. Pela graça de Deus, essas “reações adequadas” têm em grande medida caracterizado as igrejas Sovereign Grace até este momento. É meu objetivo garantir que assim continuem, e cada vez mais que Deus possa ser sempre mais glorificado. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Humildade diante de Deus''' &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1Coríntios 1.26-29, Paulo faz quatro referências à eleição, e então relaciona a doutrina da eleição com a humildade: “a fim de que ninguém se vanglorie” (v. 29). “Deus intencionalmente projetou a salvação para que nenhum homem se gloriasse dela”, escreve Mark Webb. “Ele não simplesmente a projetou de modo que a jactância fosse desestimulada ou mantida em baixos níveis ―ele a planejou de modo que a jactância fosse absolutamente excluída. A eleição faz exatamente isso.”&amp;amp;lt;ref&amp;amp;gt;12&amp;amp;lt;/ref&amp;amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
{{centerInsert|Irmãos, pensem no que vocês eram quando foram chamados. Poucos eram sábios segundo os padrões humanos; poucos eram poderosos; poucos eram de nobre nascimento. Mas Deus escolheu o que para o mundo é loucura para envergonhar os sábios, e escolheu o que para o mundo é fraqueza para envergonhar o que é forte. Ele escolheu o que para o mundo é insignificante, desprezado e o que nada é, para reduzir a nada o que é, a fim de que ninguém se vanglorie diante dele. &lt;br /&gt;
― 1Coríntios 1.26-29}} &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A eleição não deixa nenhum espaço para a autocongratulação, uma vez que exclui qualquer contibuição humana. Se o arrependimento que você teve tivesse contribuído para sua salvação eterna, se de algum modo tivesse ajudado a produzir sua ressurreição da morte espiritual para a vida eterna, se tivesse persuadido Deus de algum modo a mudar de idéia a respeito de seu destino eterno, bem, você teria conseguido perpetrar um “truque” bastante interessante. Eu ficaria bem impressionado, e você teria algo de que se jactar diante de Deus e dos homens. Mas, como ressalta Philip Ryken: “O arrependimento não é um método especial para nos salvar; é um meio de admitir que simplesmente não podemos nos salvar. É um meio de nos lançar na misericórdia de Deus e implorar ao Salvador que nos salve”.&amp;amp;lt;ref&amp;amp;gt;13&amp;amp;lt;/ref&amp;amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Uma das razões por que sou tão grato a Deus por nos permitir ter o nome Ministérios Graça Soberana é o fato de eu já antever que esse nome ajudará a refrear o orgulho e a promover a humildade. “Graça soberana”, naturalmente, compreende muito mais do que a doutrina da eleição. Refere-se a todos os atributos e atos graciosos de Deus, no que se relacionam ao todo da vida, pois todas as coisas estão debaixo do cuidado soberano, gracioso e atencioso de Deus. Nada que o homem faça para Deus jamais se reduz à realização humana. Trata-se da misericórdia, da bondade e da capacitação graciosa de Deus. “... O que você tem que não tenha recebido? E se o recebeu, por que se orgulha, como se assim não fosse?” (1Co 4.7). Uma compreensão correta da graça sempre promoverá a humildade. Assim, vejo esse nome como um dom, um canal para a humildade, em operação hoje, mas também enviada para diante, a algumas gerações futuras que não contemplarei. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Segurança da parte de Deus''' &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Encontro-me com muitas pessoas que parecem incertas ou inconscientes do amor de Deus por elas pessoalmente. Sabem que Deus ama outros cristãos. Sabem que Deus ama seu pastor. Sabem que Deus ama os membros de sua igreja. Mas têm bem menos certeza de que o Criador ama o indivíduo específico que leva o nome delas, as impressões digitais delas e seu DNA singular. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Recentemente, um cristão me reconheceu num avião. Quando aterrissamos, ele se apresentou e disse: “Fiquei muito reconfortado quando vi que você estava no vôo. Sabia que não colidiríamos”. Senti certo desamparo naquele momento. Não havia tempo suficiente para abordar todas as infundadas pressuposições reveladas em seu comentário. Tentei assegurá-lo de que, se era convertido, o amor de Deus para com ele era perfeito, específico e suficiente. Enquanto conversávamos, porém, ficou ainda mais evidente que ele ainda não estava de todo consciente dessa grande verdade. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Crentes assim muitas vezes se vêem amados por Deus pelo fato de pertencerem a um grupo. ''Deus ama os cristãos. Eu sou cristão. Portanto, como Deus estende seu amor aos cristãos, posso de certo modo me posicionar debaixo da fonte e ser tocado pelo amor generalizado que Deus tem pelos santos.'' &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Isso é enxergar as coisas de trás para frente. Você só é cristão ―está entre os redimidos e adotados, é um herdeiro das riquezas infinitas de Deus― porque Deus o escolheu e ama. Pessoalmente. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ter um entendimento por menor que seja da eleição é experimentar o amor de Deus pessoalmente. Observe que Paulo, ao examinar as complexidades da doutrina da justificação, começando em Gálatas 2.15, não pôde deixar de tocar muito rapidamente no que isso significava para ele como pessoa: “Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive ''em mim;'' e a vida que agora vivo na carne, vivo-a na fé no filho de Deus, o qual ''me amou,'' e se entregou a si mesmo ''por mim”'' (v. 20; grifo do autor). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Philip Ryken nos transmite uma ilustração que capta a maravilha de se descobrir alvo da graça eleitora de Deus. &lt;br /&gt;
&amp;lt;blockquote&amp;gt;O famoso bibliólogo e professor americano Donald Grey Barnhouse (1895-1960) muitas vezes usava uma ilustração para ajudar as pessoas a entender a eleição. Ele pedia que elas imaginassem uma cruz como aquela em que Jesus morreu, mas tão grande que contivesse uma porta. Sobre a porta liam-se essas palavras de Apocalipse: “Whosoever will may come”. Essas palavras representam a oferta livre e universal do evangelho. Pela graça de Deus, a mensagem de salvação é para todos. Cada homem, mulher e criança que venha à cruz é convidada a crer em Jesus Cristo e a entrar para a vida eterna. Do outro lado da porta, uma feliz surpresa aguarda aquele que crê e entra. Na parte de dentro, qualquer pessoa que olhar para trás depois de entrar poderá ver estas palavras de Efésios escritas acima da porta: “Eleitos em Cristo antes da fundação do mundo”. Entende-se melhor a eleição em retrospecto, pois é somente depois de vir a Cristo que a pessoa sabe se foi eleita ou não. Aqueles que tomam a decisão por Cristo descobrem que Deus tomou a decisão por eles desde tempos eternos.&amp;amp;lt;ref&amp;amp;gt;14&amp;amp;lt;/ref&amp;amp;gt; A eleição é uma explicação da conversão posterior à experiência. Feliz surpresa, sem dúvida! Que a expressão que dá nome ao ministério promova uma segurança contínua e profunda do amor infalível e eterno de Deus. O amor divino começou na eternidade passada. É imune aos efeitos desta era presente. Situa-se fora do tempo e antes da criação, e continuará para sempre. Que surpresa feliz essa! Conheça o amor de Deus por você ―pessoalmente. Sinta-o. Experimente-o. Vire-se e leia o que está escrito sobre a porta: &amp;lt;blockquote&amp;gt;''Escolhido nele antes da Fundação do Mundo''&amp;lt;/blockquote&amp;gt;&amp;lt;/blockquote&amp;gt;&lt;br /&gt;
'''Gratidão a Deus''' &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Efésios 1.3-14 (v. p. 7) é um arroubo ininterrupto de louvor. Esse é o resultado de entender a graça soberana da eleição. Eis o que Bruce Milne escreve a respeito dessa passagem: “Paulo não se encontra em sua escrivaninha, engajado numa argumentação dialética; antes, está de joelhos, perdido em adoração”. A doutrina da eleição não tem por fim ser um ponto de disputa teológica. É um chamado ao louvor. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Minha oração e exortação é que o nome desse ministério sirva de contínuo lembrete da iniciativa graciosa de Deus para com seu povo, e assim que sirva de chamado à adoração. Que nossa vida e igreja se caracterizem pela clara ausência de murmuração e pela inequívoca presença de um louvor e uma adoração a Deus que sejam apaixonados e gratos. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Jamais aconteça que essas manifestações externas a Deus se tornem superficiais ou meramente rotineiras. Antes da fundação do mundo, ele me escolheu em Cristo. A única reação adequada mesmo diante de um entendimento pouco aprofundado da doutrina da eleição é uma gratidão apaixonada ―louvor e adoração todos os dias da minha vida, até meu último suspiro. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Missão para a glória de Deus''' &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Antes da Criação, Deus estava envolvido numa seleção. Ele estava ocupado no passado eterno e tem no presente um trabalho salvífico a realizar. E ele realiza esse trabalho quando as pessoas proclamam as boas-novas. Como família de igrejas, Deus está chamando os Ministérios Graça Soberana à evangelização em âmbito local e à implantação de igrejas em âmbito global. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Neste mundo, vivemos entre homens, mulheres e crianças que não experimentaram a salvação. Por causa da doutrina da eleição, sabemos que no fim a salvação de pessoas específicas entre elas é algo absolutamente garantido. Não sabemos ―na realidade não temos como saber― de antemão quem são essas pessoas. Mas sabemos que existem, em cada tribo, língua e nação. E sabemos que, para cada um que foi escolhido antes dos séculos, haverá aquele momento em que uma única apresentação do evangelho será usada por Deus para efetuar a salvação. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em sua misericórdia, Deus nos deu um entendimento bíblico da salvação, como o fez com incontáveis crentes antes de nós. Saber que nossa salvação foi fundamentalmente realizada por Deus e não por nós serve de combustível para nossa confiança e aumenta nossa fé de que veremos outros serem regenerados. Essa “primeira impressão” de nossa salvação com que Deus nos muniu é uma impressão que fica, tendo gloriosas ramificações para a vida e o ministério diários. Assim munidos, saímos para o mundo cheios de fé, sabendo que o evangelho é o poder de Deus, e que o triumfo do evangelho foi garantido antes do começo das eras. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No que tange à implantação de igrejas, tanto nacional quanto internacionalmente, não fomos ambiciosos. Quando acontece de darmos um passo na direção de buscar construir e fortalecer igrejas, descobrimos que não chegamos antes de Deus, ou ao mesmo tempo que ele, mas descobrimos que ele foi adiante de nós. Toda glória por qualquer fruto ou expansão que temos experimentado ou possamos experimentar deve ser dada a ele. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Longe de minar o evangelismo e a implantação de igrejas, um entendimento adequado da doutrina da eleição tanto robustece essas atividades quanto nos assegura de seu sucesso em última análise. Que bom saber que o evangelho do Salvador crucificado e ressurreto não retorna vazio. Nosso Deus tem um plano para a plenitude dos tempos, “de fazer convergir em Cristo todas as coisas, celestiais ou terrenas” (Ef 1.10). Pela graça, esse plano do Soberano será de fato concretizado. Qualquer que seja o papel excessivamente pequeno que este ministério desempenhe nessa concretização, a graça soberana certamente terá sido nossa história. A graça soberana será o nosso futuro. &lt;br /&gt;
&amp;lt;blockquote&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;/blockquote&amp;gt;&lt;br /&gt;
[1] ''Theology for non-theologians,'' New York: Macmillan, 1988, p. 3. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[2] Charles SPURGEON, ''Verdades chamadas calvinistas:'' uma defesa, São Paulo: PES,&amp;amp;nbsp;????. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[3] J. Rodman WILLIAMS, ''Renewal theology,'' Grand Rapids: Zondervan, 1988, p. 16. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[4] Anthony HOEKEMA, ''Salvos pela graça,'' São Paulo: Cultura Cristã,&amp;amp;nbsp;????, p. 3 e 7(???). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[5] J. I. PACKER, ''Vocábulos de Deus,'' São José dos Campos: Fiel,&amp;amp;nbsp;????, p. 158 (????). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[6] Bruce MILNE, ''Conheça a verdade:'' um manual de doutrina bíblica, São Paulo: ABU, 1987, p. 183 (????). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[7] Iain MURRAY, ''Spurgeon vs. hyper-Calvinism,'' Carlisle: Banner of Truth, 1995, p. 111-2. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[8] Charles SPURGEON, cit. in ''Table Talk,'' Sep. 8, 1994. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[9] J. I. PACKER, ''Teologia concisa,'' São Paulo: Cultura Cristã,&amp;amp;nbsp;????, p. 149 (????). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[10]Mark WEBB, What difference does it make?, ''Reformation and Revival'' Journal, v. 3, n. 1, Winter 1994, p. 53-4. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[11]J. I. PACKER, ''Vocábulos de Deus,'' p. 157 (????). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[12]Mark WEBB, What difference does it make?, p. 52. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[13]Philip RYKEN, ''The message of salvation,'' Downers Grove: InterVarsity, 2001, p. 60. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[14]Ibid., p. 68-9. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[15]Bruce MILNE, ''Conheça a verdade,'' p. 184 (????). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Category:Under_review]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Mahra</name></author>	</entry>

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		<id>http://pt.gospeltranslations.org/wiki/Categoria:John_Piper</id>
		<title>Categoria:John Piper</title>
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				<updated>2009-09-23T12:41:17Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Mahra: Redireccionando para Especial:Browse/Author:John Piper&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;#REDIRECT [[Special:Browse/Author:John Piper]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Category:Autors]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Mahra</name></author>	</entry>

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		<id>http://pt.gospeltranslations.org/wiki/Categoria:R.C._Sproul</id>
		<title>Categoria:R.C. Sproul</title>
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				<updated>2009-09-18T15:15:41Z</updated>
		
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		<author><name>Mahra</name></author>	</entry>

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		<id>http://pt.gospeltranslations.org/wiki/%C3%8Dndice_de_Assuntos</id>
		<title>Índice de Assuntos</title>
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				<updated>2009-08-22T20:24:11Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Mahra: Redireccionando para Especial:Browse&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;#REDIRECT [[Special:Browse]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Mahra</name></author>	</entry>

	<entry>
		<id>http://pt.gospeltranslations.org/wiki/Amor_Verdadeiro</id>
		<title>Amor Verdadeiro</title>
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				<updated>2009-08-21T19:14:49Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Mahra: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;{{Info|True Love}} &amp;quot;Tudo o que precisas é de amor&amp;quot;, assim cantavam os Beatles. Se eles tivessem cantado sobre o amor de Deus, a frase revelaria uma certa verdade. Mas aquilo que a cultura popular diz ser amor, não se trata na verdade de um amor autêntico, é antes uma verdadeira fraude. Longe de ser “tudo o que precisas” é algo que deves evitar a todo o custo. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O apóstolo Paulo fala-nos sobre esse tema em Efésios 5:1-3. Ele escreveu: &amp;quot;Sede, pois, imitadores de Deus, como filhos bem amados. E caminhai no amor, como também Cristo nos amou e se entregou a Deus por nós como oferta e sacrifício de agradável odor. Mas de prostituição e qualquer espécie de impureza ou ganância nem sequer se fale entre vós, como é próprio de santos.&amp;quot; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A simples ordem do verso 2 (“E caminhai no amor, como também Cristo nos amou”) resume toda a obrigação moral de todo o cristão. No fundo, o amor de Deus é o único princípio que define completamente o dever do cristão e este tipo de amor é exactamente “tudo o que precisas”. Romanos 13:8-10 diz, “Aquele que ama o próximo, cumpre plenamente a lei”. Os mandamentos resumem-se a estas palavras: “Amarás o próximo como a ti próprio, já que o amor é o cumprimento da lei.” Gálatas 5:14 ecoa a mesma verdade: “Toda a lei se cumpre numa só palavra: Amarás o próximo como a ti próprio.” Da mesma maneira Jesus ensinou que toda a lei e profetas dependem de dois princípios básicos sobre o amor – o primeiro e o segundo mandamentos (Mat. 22:38-40). Por outras palavras, “o amor é o laço da perfeição” (Col. 3:14 NKJV). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quando o apóstolo Paulo nos diz para caminhar no amor, o contexto revela-se em aspectos positivos, pois ele fala-nos sobre sermos bons uns para os outros, misericordiosos e que nos perdoemos uns aos outros (Ef. 4:32). O modelo de tal amor mais centrado nos outros que si próprio é Cristo, quem se entregou para nos salvar dos nossos pecados. “Não existe amor maior do que este, que aquele que dá a sua vida pelos seus amigos.&amp;quot; (João 15:13). E “se Deus nos amou assim, também nós devemos amar-nos uns aos outros” (1 João 4:11). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Por outras palavras, o amor verdadeiro é sempre um sacrifício, uma entrega de nós mesmos, é misericordioso, compassivo, compreensivo, amável, generoso e paciente. Estas e muitas outras qualidades positivas e benévolas (ver 1 Cor. 13:4-8) são as que a Sagrada Escritura associa ao amor divino. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mas reparemos no lado negativo, também visto no contexto de Efésios 5. A pessoa que ama os outros verdadeiramente como Cristo nos ama deve recusar todo o tipo de amor falso. O apóstolo Paulo nomeia algumas destas falsidades satânicas. Elas incluem a imoralidade, a impureza e a ganância. A passagem continua: “Que não haja palavras obscenas, insensatas ou grosseiras, são coisas que não convêm, mas que haja sim, acção de graças. Porque disto deveis ter a certeza, nenhum que seja sexualmente impuro ou ganancioso - o que equivale a idolatria - tem herança no Reino de Cristo e de Deus. Ninguém vos engane com palavras ocas, pois por estas coisas a ira de Deus cai sobre os filhos desobedientes. Não vos associais, por isso, a eles” (VV. 4–7). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A imoralidade é talvez o substituto favorito do amor na nossa actual geração. O apóstolo Paulo usa o termo grego porneia, o qual significa todo o tipo de pecado sexual. A cultura popular tenta desesperadamente desvanecer a linha que separa o amor verdadeiro da paixão imoral. Mas tal imoralidade é uma perversão total do amor verdadeiro, porque procura a auto-gratificação em vez do bem dos outros. A impureza é outra perversão diabólica do amor. O apóstolo Paulo emprega aqui o termo akatharsia, o qual se refere a todo o tipo de imoralidade sexual e impureza. Especificamente, ele refere-se à sujidade, à impureza e à ganância que são as características particulares do companheirismo com mal. Este tipo de companheirismo não tem nada a ver com o amor verdadeiro e o apóstolo afirma claramente que não tem lugar no caminho do cristão. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A ganância é outra corrupção do amor que tem origem no desejo narcisista de auto-gratificação. É exactamente o oposto do exemplo que Cristo deu quando “se entregou por nós” (v. 2). No verso 5, o apóstolo Paulo compara a ganância à idolatria. Também isto não tem lugar no caminho do cristão e de acordo com o verso 5, a pessoa culpada de tal pecado “não tem herança no Reino de Cristo e de Deus.” &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
De tais pecados, diz o apóstolo Paulo, “nem sequer se fale entre vós, como é próprio de santos” (V. 3). “Não te associes áqueles” que praticam tais coisas, diz-nos. 7). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Por outros termos, não estaremos a demonstrar amor verdadeiro a não ser que sejamos intolerantes com todas as perversões populares do amor. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Hoje em dia, a maioria das conversas sobre o amor ignora este princípio. “O amor” foi redefinido como uma ampla tolerância que ignora o pecado e que abraça o bem e o mal de igual forma. Mas isso não é amor, é apatia. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O amor de Deus não tem nada a ver com isso. Lembra-te que a mais suprema manifestação do amor de Deus é a Cruz, sinal que Cristo “nos amou e se entregou a Deus por nós como oferta e sacrifício de agradável odor” (V. 2). A Sagrada Escritura explica o amor de Deus em termos de sacrifício, de arrependimento pelos pecados cometidos e de reconciliação: &amp;quot;Nisto reside o amor, não que tenhamos amado Deus mas que ele nos amou e nos enviou o seu Filho para reconciliar os nossos pecados” (1 João 4:10). Por outras palavras, Cristo converteu-se em sacrifício para desviar a ira de um Deus ofendido. Longe de perdoar os nossos pecados com uma tolerância benigna, Deus deu o seu Filho como uma oferta pelo pecado para satisfazer a sua própria ira e justiça na salvação dos pecadores. Este é o coração do Envangelho. Deus manifesta o seu amor de uma forma que confirma a sua santidade, justiça e misericordia sem compromisso. O amor verdadeiro “não se manifesta ao praticar o mal, mas sim ao praticar a verdade” (1 Cor. 13:6). Este é o tipo de amor, no qual fomos chamados para caminhar. É um amor que primeiro é puro e depois é harmonioso.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Mahra</name></author>	</entry>

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		<id>http://pt.gospeltranslations.org/wiki/Amor_Verdadeiro</id>
		<title>Amor Verdadeiro</title>
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				<updated>2009-08-21T19:10:03Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Mahra: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;{{Info|True Love}} &amp;quot;Tudo o que precisas é de amor&amp;quot;, assim cantavam os Beatles. Se eles tivessem cantado sobre o amor de Deus, a frase revelaria uma certa verdade. Mas aquilo que a cultura popular diz ser amor, não se trata na verdade de um amor autêntico, é antes uma verdadeira fraude. Longe de ser “tudo o que precisas” é algo que deves evitar a todo o custo. O apóstolo Paulo fala-nos sobre esse tema em Efésios 5:1-3. Ele escreveu: “Sede, pois, imitadores de Deus, como filhos bem amados. E caminhai no amor, como também Cristo nos amou e se entregou a Deus por nós como oferta e sacrifício de agradável odor. Mas de prostituição e qualquer espécie de impureza ou ganância nem sequer se fale entre vós, como é próprio de santos.“ A simples ordem do verso 2 (“E caminhai no amor, como também Cristo nos amou”) resume toda a obrigação moral de todo o cristão. No fundo, o amor de Deus é o único princípio que define completamente o dever do cristão e este tipo de amor é exactamente “tudo o que precisas”. Romanos 13:8-10 diz, “Aquele que ama o próximo, cumpre plenamente a lei”. Os mandamentos resumem-se a estas palavras: “Amarás o próximo como a ti próprio, já que o amor é o cumprimento da lei.” Gálatas 5:14 ecoa a mesma verdade: “Toda a lei se cumpre numa só palavra: Amarás o próximo como a ti próprio.” Da mesma maneira Jesus ensinou que toda a lei e profetas dependem de dois princípios básicos sobre o amor – o primeiro e o segundo mandamentos (Mat. 22:38-40). Por outras palavras, “o amor é o laço da perfeição” (Col. 3:14 NKJV). Quando o apóstolo Paulo nos diz para caminhar no amor, o contexto revela-se em aspectos positivos, pois ele fala-nos sobre sermos bons uns para os outros, misericordiosos e que nos perdoemos uns aos outros (Ef. 4:32). O modelo de tal amor mais centrado nos outros que si próprio é Cristo, quem se entregou para nos salvar dos nossos pecados. “Não existe amor maior do que este, que aquele que dá a sua vida pelos seus amigos.&amp;quot; (João 15:13). E “se Deus nos amou assim, também nós devemos amar-nos uns aos outros” (1 João 4:11). Por outras palavras, o amor verdadeiro é sempre um sacrifício, uma entrega de nós mesmos, é misericordioso, compassivo, compreensivo, amável, generoso e paciente. Estas e muitas outras qualidades positivas e benévolas (ver 1 Cor. 13:4-8) são as que a Sagrada Escritura associa ao amor divino. Mas reparemos no lado negativo, também visto no contexto de Efésios 5. A pessoa que ama os outros verdadeiramente como Cristo nos ama deve recusar todo o tipo de amor falso. O apóstolo Paulo nomeia algumas destas falsidades satânicas. Elas incluem a imoralidade, a impureza e a ganância. A passagem continua: “Que não haja palavras obscenas, insensatas ou grosseiras, são coisas que não convêm, mas que haja sim, acção de graças. Porque disto deveis ter a certeza, nenhum que seja sexualmente impuro ou ganancioso - o que equivale a idolatria - tem herança no Reino de Cristo e de Deus. Ninguém vos engane com palavras ocas, pois por estas coisas a ira de Deus cai sobre os filhos desobedientes. Não vos associais, por isso, a eles” (VV. 4–7). A imoralidade é talvez o substituto favorito do amor na nossa actual geração. O apóstolo Paulo usa o termo grego porneia, o qual significa todo o tipo de pecado sexual. A cultura popular tenta desesperadamente desvanecer a linha que separa o amor verdadeiro da paixão imoral. Mas tal imoralidade é uma perversão total do amor verdadeiro, porque procura a auto-gratificação em vez do bem dos outros. A impureza é outra perversão diabólica do amor. O apóstolo Paulo emprega aqui o termo akatharsia, o qual se refere a todo o tipo de imoralidade sexual e impureza. Especificamente, ele refere-se à sujidade, à impureza e à ganância que são as características particulares do companheirismo com mal. Este tipo de companheirismo não tem nada a ver com o amor verdadeiro e o apóstolo afirma claramente que não tem lugar no caminho do cristão. A ganância é outra corrupção do amor que tem origem no desejo narcisista de auto-gratificação. É exactamente o oposto do exemplo que Cristo deu quando “se entregou por nós” (v. 2). No verso 5, o apóstolo Paulo compara a ganância à idolatria. Também isto não tem lugar no caminho do cristão e de acordo com o verso 5, a pessoa culpada de tal pecado “não tem herança no Reino de Cristo e de Deus.” De tais pecados, diz o apóstolo Paulo, “nem sequer se fale entre vós, como é próprio de santos” (V. 3). “Não te associes áqueles” que praticam tais coisas, diz-nos. 7). Por outros termos, não estaremos a demonstrar amor verdadeiro a não ser que sejamos intolerantes com todas as perversões populares do amor. Hoje em dia, a maioria das conversas sobre o amor ignora este princípio. “O amor” foi redefinido como uma ampla tolerância que ignora o pecado e que abraça o bem e o mal de igual forma. Mas isso não é amor, é apatia. O amor de Deus não tem nada a ver com isso. Lembra-te que a mais suprema manifestação do amor de Deus é a Cruz, sinal que Cristo “nos amou e se entregou a Deus por nós como oferta e sacrifício de agradável odor” (V. 2). A Sagrada Escritura explica o amor de Deus em termos de sacrifício, de arrependimento pelos pecados cometidos e de reconciliação: &amp;quot;Nisto reside o amor, não que tenhamos amado Deus mas que ele nos amou e nos enviou o seu Filho para reconciliar os nossos pecados” (1 João 4:10). Por outras palavras, Cristo converteu-se em sacrifício para desviar a ira de um Deus ofendido. Longe de perdoar os nossos pecados com uma tolerância benigna, Deus deu o seu Filho como uma oferta pelo pecado para satisfazer a sua própria ira e justiça na salvação dos pecadores. Este é o coração do Envangelho. Deus manifesta o seu amor de uma forma que confirma a sua santidade, justiça e misericordia sem compromisso. O amor verdadeiro “não se manifesta ao praticar o mal, mas sim ao praticar a verdade” (1 Cor. 13:6). Este é o tipo de amor, no qual fomos chamados para caminhar. É um amor que primeiro é puro e depois é harmonioso.}}&amp;amp;nbsp;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
“Tudo o que precisas é de amor”, assim cantavam os Beatles. Se eles tivessem cantado sobre o amor de Deus, a frase revelaria uma certa verdade. Mas aquilo que a cultura popular diz ser amor, não se trata na verdade de um amor autêntico, é antes uma verdadeira fraude. Longe de ser “tudo o que precisas” é antes algo que deves evitar a todo o custo.&amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;O apóstolo Paulo fala-nos sobre este tema em Efésios 5:1-3. Ele escreveu: “Sede, pois, imitadores de Deus, como filhos bem amados. E caminhai no amor, como também Cristo nos amou e se entregou a Deus por nós como oferta e sacrifício de agradável odor. Mas de prostituição e qualquer espécie de impureza ou ganância nem sequer se fale entre vós, como é próprio de santos.“ &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A simples ordem do verso 2 (“E caminhai no amor, como também Cristo nos amou”) resume toda a obrigação moral de todo o cristão. No fundo, o amor de Deus é o único princípio que define completamente o dever do cristão e este tipo de amor é exactamente “tudo o que precisas”. Romanos 13:8-10 diz, “Aquele que ama o próximo, cumpre plenamente a lei”. Os mandamentos resumem-se a estas palavras: “Amarás o próximo como a ti próprio, já que o amor é o cumprimento da lei.” Gálatas 5:14 ecoa a mesma verdade: “Toda a lei se cumpre numa só palavra: Amarás o próximo como a ti próprio.” Da mesma maneira Jesus ensinou que toda a lei e profetas dependem de dois princípios básicos sobre o amor – o primeiro e o segundo mandamentos (Mat. 22:38-40). Por outras palavras, “o amor é o laço da perfeição” (Col. 3:14 NKJV). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quando o apóstolo Paulo nos diz para caminhar no amor, o contexto revela-se em aspectos positivos, pois ele fala-nos sobre sermos bons uns para os outros, misericordiosos e que nos perdoemos uns aos outros (Ef. 4:32). O modelo de tal amor mais centrado nos outros que si próprio é Cristo, quem se entregou para nos salvar dos nossos pecados. “Não existe amor maior, que aquele que dá a sua vida pelos seus amigos.&amp;quot; (João 15:13). E “se Deus nos amou assim, também nós devemos amar-nos uns aos outros” (1 João 4:11). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Por outras palavras, o amor verdadeiro é sempre um sacrifício, uma entrega de nós mesmos, é misericordioso, compassivo, compreensivo, amável, generoso e paciente. Estas e muitas outras qualidades positivas e benévolas (ver 1 Cor. 13:4-8) são as que a Sagrada Escritura associa ao amor divino. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mas reparemos no lado negativo, também visto no contexto de Efésios 5. A pessoa que ama os outros verdadeiramente como Cristo nos ama deve recusar todo o tipo de amor falso. O apóstolo Paulo nomeia algumas destas falsidades satânicas. Elas incluem a imoralidade, a impureza e a ganância. A passagem continua: “Que não haja palavras obscenas, insensatas ou grosseiras, são coisas que não convêm, mas que haja sim, acção de graças. Porque disto deveis ter a certeza, nenhum que seja sexualmente impuro ou ganancioso - o que equivale a idolatria - tem herança no Reino de Cristo e de Deus. Ninguém vos engane com palavras ocas, pois por estas coisas a ira de Deus cai sobre os filhos desobedientes. Não vos associais, por isso, a eles” (Vv. 4–7). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A imoralidade é talvez o substituto favorito do amor na nossa actual geração. O apóstolo Paulo usa o termo grego ''porneia'', o qual significa todo o tipo de pecado sexual. A cultura popular tenta desesperadamente desvanecer a linha que separa o amor verdadeiro da paixão imoral. Mas tal imoralidade é uma perversão total do amor verdadeiro, porque procura a auto-gratificação em vez do bem dos outros. &amp;lt;br&amp;gt;A impureza é outra perversão diabólica do amor. O apóstolo Paulo emprega aqui o termo ''akatharsia'', o qual se refere a todo o tipo de imoralidade sexual e impureza. Especificamente, ele refere-se à sujidade, à impureza e à ganância que são as características particulares do companheirismo com mal. Este tipo de companheirismo não tem nada a ver com o amor verdadeiro e o apóstolo afirma claramente que não tem lugar no caminho do cristão.&amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;A ganância é outra corrupção do amor que tem origem no desejo narcisista de auto-gratificação. É exactamente o oposto do exemplo que Cristo deu quando “se entregou por nós” (v. 2). No verso 5, o apóstolo Paulo compara a ganância à idolatria. Também isto não tem lugar no caminho do cristão e de acordo com o verso 5, a pessoa culpada de tal pecado “não tem herança no Reino de Cristo e de Deus.” &amp;lt;br&amp;gt;De tais pecados, diz o apóstolo Paulo, “nem sequer se fale entre vós, como é próprio de santos” (V. 3). “Não te associes àqueles” que praticam tais coisas, diz-nos. V. 7). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Por outros termos, não estaremos a demonstrar amor verdadeiro a não ser que sejamos intolerantes com todas as perversões populares do amor. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Hoje em dia, a maioria das conversas sobre o amor ignora este princípio. “O amor” foi redefinido como uma ampla tolerância que ignora o pecado e que abraça o bem e o mal de igual forma. Mas isso não é amor, é apatia. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O amor de Deus não tem nada a ver com isso. Lembra-te que a mais suprema manifestação do amor de Deus é a Cruz, sinal que Cristo “nos amou e se entregou a Deus por nós como oferta e sacrifício de agradável odor” (V. 2). A Sagrada Escritura explica o amor de Deus em termos de sacrifício, de arrependimento pelos pecados cometidos e de reconciliação: &amp;quot;Nisto reside o amor, não que tenhamos amado Deus mas que ele nos amou e nos enviou o seu Filho para reconciliar os nossos pecados” (1 João 4:10). Por outras palavras, Cristo converteu-se em sacrifício para desviar a ira de um Deus ofendido. Longe de perdoar os nossos pecados com uma tolerância benigna, Deus deu o seu Filho como uma oferta pelo pecado para satisfazer a sua própria ira e justiça na salvação dos pecadores. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Este é o coração do Envangelho. Deus manifesta o seu amor de uma forma que confirma a sua santidade, justiça e misericórdia sem compromisso. O amor verdadeiro “não se manifesta ao praticar o mal, mas sim ao praticar a verdade” (1 Cor. 13:6). Este é o tipo de amor, no qual fomos chamados para caminhar. É um amor que primeiro é puro e depois é harmonioso. ''&amp;lt;br&amp;gt;''&amp;lt;br&amp;gt;&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Mahra</name></author>	</entry>

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		<title>Um Só Caminho</title>
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				<updated>2009-08-21T18:51:47Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Mahra: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;{{ info | Only One Way}} &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Três concepções estão em evidência hoje sobre a questão de Jesus ser ou não o único caminho para salvação. Todas as três podem ser analisadas a partir da resposta que cada uma delas tem para estas duas questões fundamentais: Primeira questão: Jesus é o único Salvador? Mais explicitamente: A vida de Cristo sem pecado e sua morte expiatória representam o único meio pelo qual a punição pelo pecado é paga e o poder do pecado derrotado? Segunda questão: para ser salvo, é necessário ter fé em Cristo? Ou de forma mais precisa: o conhecimento convicto da morte e ressurreição de Cristo e a fé inequívoca em Cristo são necessários para que recebamos os benefícios da obra redentora de Cristo e assim sermos salvos? &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Pluralismo responde “não” às duas questões. Um pluralista, como John Hick, acredita que há muitos caminhos que chegam a Deus, sendo que Jesus é somente um deles. Já que a salvação pode vir através de outras religiões ou líderes religiosos, presume-se, em razão disso, que as pessoas não tenham que crer em Cristo para serem salvas. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Inclusivismo responde &amp;quot;sim” para a primeira questão e “não” para a segunda questão. Para um inclusivista, como Clark Pinnock, embora Jesus tenha realizado a obra necessária para nos reconciliarmos com Deus, as pessoas podem ser salvas também através do reconhecimento de Deus revelado pela criação, ou talvez por meio de suposições de suas próprias religiões. Portanto, apesar de Cristo ser o único Salvador, as pessoas não têm que conhecer Jesus ou acreditar Nele para serem salvas. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Exclusivismo responde &amp;quot;sim” às duas questões. O exclusivismo, de acordo com o já falecido Ronaldo H. Nash, crê que as Escrituras declaram as duas verdades, primeiro, somente Jesus realizou a tarefa redentora necessária para salvar os pecadores e, segundo, o conhecimento e a fé em Jesus são necessários para que qualquer pessoa seja salva. O restante deste artigo oferece um sumário breve sobre alguns dos sustentáculos principais para essas duas afirmações. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Jesus é o único Salvador'' &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Porque pensar que Jesus é o único Salvador? De todas as pessoas que já viveram ou que ainda viverão, somente Jesus tem condições de realizar, por Sua pessoa e obra, a redenção do pecado do mundo. Pense sobre os seguintes aspectos pelos quais somente Jesus tem condições de ser o exclusivo Salvador: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Primeiro, somente Cristo foi concebido pelo Espírito Santo e nascido de uma virgem (Isa. 7:14, Mt 1:18-25; Lc. 1:26-38) e como tal somente Ele tem condições de ser o Salvador. Por que isso tem importância? Somente o Espírito Santo assumindo o lugar do pai humano na concepção de Jesus é que pode ser verdade que aquele que foi concebido é tanto o Deus pleno como o homem pleno. Cristo tem que ser ao mesmo tempo Deus e homem para a remissão do pecado (veja abaixo), mas para que isso ocorra Ele tem que ser concebido pelo Espírito Santo e nascer de uma mulher virgem. Ninguém mais na história do mundo foi concebido pelo Espírito e nasceu de uma mãe virgem. Portanto, somente Jesus tem as condições de ser o Salvador. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Segundo, somente Cristo é Deus encarnado (Jo 1:1-18; Hb. 1:1-3; 2:14-18; Fp. 2:5–11; 1 Tm. 2:5–6) e como tal somente Ele tem condições de ser o Salvador. Como afirmou Anselmo, no século XI, o Salvador deve ser totalmente humano para que tome o lugar dos homens e morra por eles e Ele deve ser Deus pleno para que o pagamento sacrificial satisfaça o mandamento de nosso Deus infinitamente sagrado. Ele deve ser humano, sim, mas um homem comum simplesmente não poderia ter pagado de forma definitiva pelo pecado. No entanto, ninguém mais na história do mundo é ao mesmo tempo Deus pleno e plenamente humano. Somente Jesus, portanto, tem as condições de ser o Salvador. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Terceiro, somente Cristo viveu uma vida sem pecado (2 Co. 5:21; Hb. 4:15; 7:23-28; 9:13-14; 1 Pe 2:21-24) e como tal Ele somente tem condições de ser o Salvador. Como Levítico deixa claro, os animais oferecidos como sacrifícios pelo pecado não podem ser maculados. Isso prenuncia o sacrifício de Cristo que, sem pecado, podia morrer pelos pecados dos outros e não pelos Seus próprios. Ninguém, no entanto, na história do mundo viveu uma vida totalmente sem pecado. Portanto, somente Jesus tem as condições de ser o Salvador. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quarto, somente Cristo morreu uma morte punitiva e substitutiva (Is 53:4–6; Rm. 3:21–26; 2 Co. 5:21; Gl. 3:10–14) e como tal somente Ele tem condições de ser o Salvador. O preço do pecado é a morte (Rm. 6:23). E porque Cristo viveu uma vida sem pecado, Ele não merecia morrer. Ao contrário, a causa de Sua morte foi o fato do Pai ter-Lhe imputado os nossos pecados. A morte Dele foi por nós. Ninguém mais na história do mundo morreu por ter assumido o pecado de outros e não como a conseqüência de Seu próprio pecado. Portanto, somente Jesus tem as condições de ser o Salvador. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quinto, somente Cristo ressuscitou triunfante sobre o pecado (At. 2:22-24; Rm. 4:25; 1 Co. 15:3–8, 16-23). Como tal, somente Ele tem condições de ser o Salvador. A Bíblia mostra que somente algumas pessoas, além de Cristo, ressucitaram (1 Reis 17:17-24; João 11:38-44), mas somente Cristo venceu a morte e não morreu outra vez, tendo triunfado sobre o pecado. O preço do pecado é a morte e o maior poder do pecado é a morte. Portanto, a ressurreição de Cristo dentre os mortos demonstra que Sua morte expiatória resgatou toda a penalidade imposta pelo pecado e derrotou o que é o seu maior poder. Ninguém, na história do mundo, ressuscitou da morte, triunfando sobre o pecado. Portanto, somente Jesus tem as condições de ser o Salvador. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A conclusão é inquestionável: Somente Cristo tem condições de ser o Salvador e somente Cristo é o Salvador. As próprias palavras de Jesus não poderiam ser mais claras: Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vem ao Pai senão por mim” (João 14:6). O apóstolo Pedro confirma: “E não há salvação em nenhum outro, porque abaixo do céu não existe nenhum outro nome que possamos invocar para sermos salvos” (Atos 4:12) Essas afirmações não podem ser feitas a respeito de ninguém mais na história do mundo. Na verdade, somente Jesus é o Salvador. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''A fé em Cristo é necessária para sermos salvos'' &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Por que pensar que a fé em Cristo é necessária para sermos salvos? Os ensinamentos dos apóstolos são claros e o conteúdo dos Evangelhos (desde a vinda de Cristo) tem, portanto, como principal foco a morte expiatória e a ressurreição de Cristo. Pela fé em Cristo é que alguém tem os pecados perdoados e alcança a vida eterna. Examine as seguintes passagens que dão suporte à convicção de que as pessoas são salvas somente se conhecerem Cristo e confiarem que Ele é seu Salvador. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Primeiro, os próprios ensinamentos de Jesus mostram que as nações precisam ouvir e arrepender-se para serem salvas (Lucas 24:44-49). Jesus ordena que “o perdão dos pecados deva ser proclamado em Seu nome para todas as nações, começando por Jerusalém” (Lucas 24:47). Os povos que Jesus descreve aqui não tinham se arrependido, nem sido perdoados. Para serem perdoados, eles têm que se arrepender. Para se arrependerem, eles têm que ouvir a proclamação da obra de Cristo em Seu nome. E isso é verdade para todas as nações, incluindo os judeus que não confiaram em Cristo. Jesus não supõe que as “nações” já tenham conhecimento das revelações da salvação, pelo contrário, os crentes devem proclamar a mensagem de Cristo a todas as nações para que os povos dessas nações sejam salvos. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Segundo, Paulo ensina que mesmo os religiosos judeus e todos os demais devem ouvir e crer em Cristo para serem salvos (Rm. 10:1-4, 13-15). O seu desejo sincero e suas preces são para a salvação de seus companheiros judeus. Mesmo sendo fervorosos com relação a Deus, eles não sabem que a justiça de Deus se revela somente através da fé em Cristo. Portanto, esses judeus mesmo sendo piedosos, não estão salvos. Todo aquele que invocar o nome de Cristo (Veja Rm. 10:9, 13) será salvo. Há, no entanto, a necessidade de que alguém lhes fale sobre isso e pessoas devem ser enviadas com esse objetivo. As missões, portanto, são necessárias já que as pessoas devem ouvir a Palavra de Cristo para serem salvas. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Terceiro, a história de Cornélio demonstra que mesmos os gentios piedosos devem ouvir e crer em Cristo para serem salvos (Atos 10:1-2, 38-43; 11:13-18, 15:7-9). Quando Pedro abordou Cornélio, ele, ao contrário do que pensam alguns, estava longe de estar salvo. Ele era um homem piedoso (10:2) que precisava ouvir sobre Cristo e crer em Jesus para ser salvo. Ao falar sobre a conversão dos gentios, Pedro declara que somente quando ele orou é que Cornélio ouviu a mensagem que ele precisava ouvir para &amp;quot;ser salvo&amp;quot; (Atos 11:14; veja também 15:8-9). Apesar de sua religiosidade, Cornélio precisava ouvir a proclamação da Palavra de Cristo para ser salvo. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mais uma vez, a conclusão é clara: Jesus é o único Salvador e as pessoas devem conhecer Cristo e crer Nele para serem salvas. Que possamos honrar Cristo e os Evangelhos e manifestemos nossa fé na Palavra de Deus, sustentando essas duas verdades e vivendo de maneira a demonstrar nosso comprometimento com elas.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Mahra</name></author>	</entry>

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