Deus Nunca Comete Um Erro

De Livros e Sermões Bíblicos

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''Deus nunca comete um erro.''
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</blockquote><p>Lembro-me vividamente dessas palavras, o título de um capítulo no livro de Evelyn Christenson, <i>What Happens When Women Pray (O que acontece quando as mulheres oram, em tradução livre).</i>
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</p><p>Honestamente, quando eu as li pela primeira vez, eu fiquei cética. As palavras soavam banais e ingênuas. Presumi arrogantemente que a autora não tinha enfrentado muitas dificuldades em sua vida, ou então ela não teria feito uma afirmação tão ousada. Em minha mente, Deus era bom e todo poderoso, mas dizer que Ele nunca cometeu erros tinha implicações arrebatadoras que pareciam inconsistentes com o mal maciço e o sofrimento no mundo. A declaração de Christenson me irritou tanto que fiquei tentada a parar de ler.
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Lembro-me vividamente dessas palavras, o título de um capítulo no livro de Evelyn Christenson, ''What Happens When Women Pray (O que acontece quando as mulheres oram, em tradução livre).''
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</p><p>Ao ler o livro dela, eu tinha acabado de passar pelas consequências de uma crise conjugal, e estava grávida de nossa filha mais velha. Eu estava grata por termos reconstituído nosso casamento, mas dizer que Deus nunca cometeu um erro parecia um exagero. Minha vida já tinha sido difícil em muitas frentes. Eu vivi entrando e saindo do hospital depois de contrair pólio quando criança. Eu sofri bullying durante toda a época da escola. Eu tive recentemente três abortos espontâneos.
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</p><p>Tive dificuldade em imaginar que Deus não havia cometido um erro em algum lugar em minhas provações.
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Honestamente, quando eu as li pela primeira vez, eu fiquei cética. As palavras soavam banais e ingênuas. Presumi arrogantemente que a autora não tinha enfrentado muitas dificuldades em sua vida, ou então ela não teria feito uma afirmação tão ousada. Em minha mente, Deus era bom e todo poderoso, mas dizer que Ele nunca cometeu erros tinha implicações arrebatadoras que pareciam inconsistentes com o mal maciço e o sofrimento no mundo. A declaração de Christenson me irritou tanto que fiquei tentada a parar de ler.
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<h4>Todo o meu sofrimento?</h4>
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Ao ler o livro dela, eu tinha acabado de passar pelas consequências de uma crise conjugal, e estava grávida de nossa filha mais velha. Eu estava grata por termos reconstituído nosso casamento, mas dizer que Deus nunca cometeu um erro parecia um exagero. Minha vida já tinha sido difícil em muitas frentes. Eu vivi entrando e saindo do hospital depois de contrair pólio quando criança. Eu sofri bullying durante toda a época da escola. Eu tive recentemente três abortos espontâneos.
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<p>Enquanto eu lutava para acreditar que ele nunca havia cometido um erro, eu acreditava que Deus tinha estado em pelo menos parte do meu sofrimento inicial.
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</p><p>Mesmo aos dezesseis anos, quando eu vim para Cristo, eu já estava começando a ver o propósito de Deus em minha deficiência. Eu me deparei com João 9, onde Jesus diz a seus discípulos que a condição do cego não era por causa de qualquer pecado, mas para que sua vida pudesse glorificar a Deus. Quando eu li isso, eu sabia que Deus estava falando diretamente comigo. Ele me assegurou que meu sofrimento tinha um propósito, que mudou a forma como eu via minha vida e minhas lutas.
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Tive dificuldade em imaginar que Deus não havia cometido um erro em algum lugar em minhas provações.
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</p><p>Ainda assim, embora eu tivesse visto Deus usar meus desafios físicos para o bem, eu duvidava que esse princípio se aplicasse a todo o meu sofrimento.
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<h4>O que Deus diz sobre soberania</h4>
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<p>Apesar do meu ceticismo, já que eu estava liderando a discussão sobre o livro de Christenson na igreja, eu tive que continuar lendo. Examinei cuidadosamente a Bíblia antes de nossa reunião, pedindo a Deus sabedoria e orientação, e fui atraída para passagens sobre a soberania e propósito de Deus. Eu peguei uma concordância bíblica e fiz uma lista de passagens das Escrituras que se destacavam para mim, como estas:
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Enquanto eu lutava para acreditar que ele nunca havia cometido um erro, eu acreditava que Deus tinha estado em pelo menos parte do meu sofrimento inicial.
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Mesmo aos dezesseis anos, quando eu vim para Cristo, eu já estava começando a ver o propósito de Deus em minha deficiência. Eu me deparei com João 9, onde Jesus diz a seus discípulos que a condição do cego não era por causa de qualquer pecado, mas para que sua vida pudesse glorificar a Deus. Quando eu li isso, eu sabia que Deus estava falando diretamente comigo. Ele me assegurou que meu sofrimento tinha um propósito, que mudou a forma como eu via minha vida e minhas lutas.
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Ainda assim, embora eu tivesse visto Deus usar meus desafios físicos para o bem, eu duvidava que esse princípio se aplicasse a todo o meu sofrimento.
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Apesar do meu ceticismo, já que eu estava liderando a discussão sobre o livro de Christenson na igreja, eu tive que continuar lendo. Examinei cuidadosamente a Bíblia antes de nossa reunião, pedindo a Deus sabedoria e orientação, e fui atraída para passagens sobre a soberania e propósito de Deus. Eu peguei uma concordância bíblica e fiz uma lista de passagens das Escrituras que se destacavam para mim, como estas:
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<blockquote>Não se vendem dois pardais por uma moedinha? Contudo, nenhum deles cai no chão sem o consentimento do Pai de vocês. Até os cabelos da cabeça de vocês estão todos contados.  (Mateus 10:29–30)</blockquote>
<blockquote>Não se vendem dois pardais por uma moedinha? Contudo, nenhum deles cai no chão sem o consentimento do Pai de vocês. Até os cabelos da cabeça de vocês estão todos contados.  (Mateus 10:29–30)</blockquote>
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<blockquote>Sei que podes fazer todas as coisas; nenhum dos teus planos pode ser frustrado. (Jó 42:2)</blockquote>
<blockquote>Sei que podes fazer todas as coisas; nenhum dos teus planos pode ser frustrado. (Jó 42:2)</blockquote>
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<blockquote>Muitos são os planos no coração do homem, mas o que prevalece é o propósito do Senhor. (Provérbios 19:21)</blockquote>
<blockquote>Muitos são os planos no coração do homem, mas o que prevalece é o propósito do Senhor. (Provérbios 19:21)</blockquote>
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<blockquote>Meu propósito permanecerá em pé, e farei tudo o que me agrada. . . O que eu disse, isso eu farei acontecer; o que planejei, isso farei. (Isaías 46:10-11)</blockquote>
<blockquote>Meu propósito permanecerá em pé, e farei tudo o que me agrada. . . O que eu disse, isso eu farei acontecer; o que planejei, isso farei. (Isaías 46:10-11)</blockquote>
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<p>Continuei relendo esses versículos, mesmo que eles não fizessem sentido para mim.
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Continuei relendo esses versículos, mesmo que eles não fizessem sentido para mim.
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<h4>A verdade que eu não consegui ignorar</h4>
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====A verdade que eu não consegui ignorar====
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<p>Quando a discussão começou, todos tinham uma opinião sobre a mesma linha que me prendera: "Deus nunca comete um erro." Algumas pessoas decididamente discordaram. Isso irritou-os. "É claro que coisas difíceis acontecem no mundo", insistiram, "mas não devemos atribuí-las a Deus." Outros compartilharam suas experiências dolorosas e lutas com a perda.
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</p><p>Alguém disse (com bastante naturalidade), “Conhecemos Romanos 8:28 que diz ‘Sabemos que Deus age em todas as coisas para o bem daqueles que o amam, dos que foram chamados de acordo com o seu propósito’, o que significa que Deus está no controle de todas as coisas e usará tudo para o nosso bem." Suas palavras tranquilas soavam mais como uma banalidade ou um clichê do que como a verdade, enquanto pairavam no ar. Sua insistência desapegada nessa doutrina, aparentemente sem simpatia ou compreensão, me tentou a defender a outra perspectiva.
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Quando a discussão começou, todos tinham uma opinião sobre a mesma linha que me prendera: "Deus nunca comete um erro." Algumas pessoas decididamente discordaram. Isso irritou-os. "É claro que coisas difíceis acontecem no mundo", insistiram, "mas não devemos atribuí-las a Deus." Outros compartilharam suas experiências dolorosas e lutas com a perda.
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</p><p>No entanto, de alguma forma, eu não poderia fazer isso. De alguma forma, depois de ler a Bíblia cuidadosamente, eu não poderia descartar a ideia de que Deus nunca comete um erro. De alguma forma, no fundo de mim, eu sabia que as palavras da autora estavam alinhadas com as Escrituras. De alguma forma, eu acreditava que isso era uma verdade que muda vidas. E assim, proclamei minhas convicções ao grupo, mesmo quando ainda não as compreendia completamente.
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Alguém disse (com bastante naturalidade), “Conhecemos Romanos 8:28 que diz ‘Sabemos que Deus age em todas as coisas para o bem daqueles que o amam, dos que foram chamados de acordo com o seu propósito’, o que significa que Deus está no controle de todas as coisas e usará tudo para o nosso bem." Suas palavras tranquilas soavam mais como uma banalidade ou um clichê do que como a verdade, enquanto pairavam no ar. Sua insistência desapegada nessa doutrina, aparentemente sem simpatia ou compreensão, me tentou a defender a outra perspectiva.
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<h4>Por que meu filho morreu?</h4>
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<p>Algumas semanas depois, pediram-me para colocar as minhas palavras à prova. Em uma rotina de ultrassom de 20 semanas, descobrimos que nosso bebê ainda não nascido, Paul, tinha um problema cardíaco com risco de vida que exigiria cirurgia. Eu disse a mim mesma e aos outros que Deus nunca comete um erro. Repeti essas palavras até que elas se tornaram parte do meu vocabulário. De uma forma inexplicável, a paz de Deus veio enquanto eu declarava aquelas palavras, palavras que me envolveram durante toda a gravidez.
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No entanto, de alguma forma, eu não poderia fazer isso. De alguma forma, depois de ler a Bíblia cuidadosamente, eu não poderia descartar a ideia de que Deus nunca comete um erro. De alguma forma, no fundo de mim, eu sabia que as palavras da autora estavam alinhadas com as Escrituras. De alguma forma, eu acreditava que isso era uma verdade que muda vidas. E assim, proclamei minhas convicções ao grupo, mesmo quando ainda não as compreendia completamente.
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</p><p>Paul teve uma cirurgia bem-sucedida no nascimento e estava se desenvolvendo bem. Mas quase dois meses depois, ele morreu inesperadamente por causa da falta de atenção de um médico. Embora estivéssemos entorpecidos, meu marido e eu conversamos no funeral de Paul, reiterando que Deus nunca comete um erro. Estávamos ajudando um ao outro a encontrar esperança no Senhor por meio dessas palavras.
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</p><p>Na época, eu quis dizer essas palavras sinceramente, mas semanas depois do funeral de Paul, essas mesmas palavras mais uma vez pareciam vazias e banais. Por que Paul morreu? Por que Deus permitiu isso? Isso foi por causa da negligência de um médico – Deus não cometeu um erro desta vez?
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====Por que meu filho morreu?====
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</p><p>A teologia – toda ela – parecia vazia e artificial para mim. Nada disso fazia sentido. As palavras ricocheteavam dentro da minha mente e não pousavam em lugar nenhum. Eu não sabia o que pensar ou como orar. Então eu não orei. E eu me desviei de Deus.
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</p><p>Meses depois, Deus graciosamente me atraiu de volta para Si mesmo. Enquanto soluçava no meu carro, encontrei o amor radical de Deus e vi a verdade sólida nas palavras que eu tinha empurrado para longe. Eram palavras sobre as quais eu poderia construir minha vida. Palavras que poderiam me levar através dos dias mais sombrios. Deus não havia cometido um erro em fazer Paul, em entregá-lo a nós por um tempo, e em levá-lo de volta para si mesmo. Toda a vida de Paul estava cheia de propósito divino.
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Algumas semanas depois, pediram-me para colocar as minhas palavras à prova. Em uma rotina de ultrassom de 20 semanas, descobrimos que nosso bebê ainda não nascido, Paul, tinha um problema cardíaco com risco de vida que exigiria cirurgia. Eu disse a mim mesma e aos outros que Deus nunca comete um erro. Repeti essas palavras até que elas se tornaram parte do meu vocabulário. De uma forma inexplicável, a paz de Deus veio enquanto eu declarava aquelas palavras, palavras que me envolveram durante toda a gravidez.
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<h4>O Plano A de Deus</h4>
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Paul teve uma cirurgia bem-sucedida no nascimento e estava se desenvolvendo bem. Mas quase dois meses depois, ele morreu inesperadamente por causa da falta de atenção de um médico. Embora estivéssemos entorpecidos, meu marido e eu conversamos no funeral de Paul, reiterando que Deus nunca comete um erro. Estávamos ajudando um ao outro a encontrar esperança no Senhor por meio dessas palavras.
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<p>Após a morte de Paul, li o livro When God Weeps (Quando Deus Chora, em tradução livre), de Joni Eareckson Tada, que me ajudou a ver a importância de acreditar na soberania de Deus. Joni diz,
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Na época, eu quis dizer essas palavras sinceramente, mas semanas depois do funeral de Paul, essas mesmas palavras mais uma vez pareciam vazias e banais. Por que Paul morreu? Por que Deus permitiu isso? Isso foi por causa da negligência de um médico – Deus não cometeu um erro desta vez?
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A teologia – toda ela – parecia vazia e artificial para mim. Nada disso fazia sentido. As palavras ricocheteavam dentro da minha mente e não pousavam em lugar nenhum. Eu não sabia o que pensar ou como orar. Então eu não orei. E eu me desviei de Deus.
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Meses depois, Deus graciosamente me atraiu de volta para Si mesmo. Enquanto soluçava no meu carro, encontrei o amor radical de Deus e vi a verdade sólida nas palavras que eu tinha empurrado para longe. Eram palavras sobre as quais eu poderia construir minha vida. Palavras que poderiam me levar através dos dias mais sombrios. Deus não havia cometido um erro em fazer Paul, em entregá-lo a nós por um tempo, e em levá-lo de volta para si mesmo. Toda a vida de Paul estava cheia de propósito divino.
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====O Plano A de Deus====
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Após a morte de Paul, li o livro When God Weeps (Quando Deus Chora, em tradução livre), de Joni Eareckson Tada, que me ajudou a ver a importância de acreditar na soberania de Deus. Joni diz,
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<blockquote>Ou Deus governa, ou Satanás define a agenda do mundo e Deus estaria limitado a apenas reagir. Se esse fosse o cenário, o Todo-Poderoso acabaria reduzido a recolher os destroços deixados pelo diabo, procurando, de algum modo, tirar algo bom da situação. Mas esse não é o melhor plano para você, não é o plano A, não é exatamente o que Ele tem em mente. Em outras palavras, embora Deus possa consertar as coisas, se fosse desta forma, seu sofrimento em si não teria sentido. (84)</blockquote>
<blockquote>Ou Deus governa, ou Satanás define a agenda do mundo e Deus estaria limitado a apenas reagir. Se esse fosse o cenário, o Todo-Poderoso acabaria reduzido a recolher os destroços deixados pelo diabo, procurando, de algum modo, tirar algo bom da situação. Mas esse não é o melhor plano para você, não é o plano A, não é exatamente o que Ele tem em mente. Em outras palavras, embora Deus possa consertar as coisas, se fosse desta forma, seu sofrimento em si não teria sentido. (84)</blockquote>
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<p>Como o título do capítulo de Christenson, as palavras de Joni me atingiram com força. Meu sofrimento tinha significado. Todo ele. Eu estava vivendo o plano A de Deus. Abraçar e entender suas palavras mudou minha perspectiva de vida, me dando força para continuar através das provações mais sombrias, procurando a mão de Deus, grata por minha dor ter um propósito divino.
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Como o título do capítulo de Christenson, as palavras de Joni me atingiram com força. Meu sofrimento tinha significado. Todo ele. Eu estava vivendo o plano A de Deus. Abraçar e entender suas palavras mudou minha perspectiva de vida, me dando força para continuar através das provações mais sombrias, procurando a mão de Deus, grata por minha dor ter um propósito divino.
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<h4>Mesmo em Meus Pesadelos</h4>
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====Mesmo em Meus Pesadelos====
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<p><i>Deus nunca comete um erro.</i> A frase moldou e remodelou minha vida e me ancorou através de muitas tempestades. Eu me agarrei a isso quando fui diagnosticada com síndrome pós-pólio. E eu continuei repetindo isso depois que meu primeiro marido nos deixou.
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</p><p>Eu precisava da certeza de que Deus estava comigo em minhas provações. A certeza de que mesmo quando meus pesadelos se tornaram realidade, Deus não havia cometido um erro. Ele usaria até mesmo os meus resultados mais temidos para o meu bem e sua glória. Christenson diz:
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''Deus nunca comete um erro.'' A frase moldou e remodelou minha vida e me ancorou através de muitas tempestades. Eu me agarrei a isso quando fui diagnosticada com síndrome pós-pólio. E eu continuei repetindo isso depois que meu primeiro marido nos deixou.
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Eu precisava da certeza de que Deus estava comigo em minhas provações. A certeza de que mesmo quando meus pesadelos se tornaram realidade, Deus não havia cometido um erro. Ele usaria até mesmo os meus resultados mais temidos para o meu bem e sua glória. Christenson diz:
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<blockquote>Este é o lugar que você alcança quando, depois de anos e anos de provações e dificuldades, você vê que tudo tem funcionado para o seu bem, e que a vontade de Deus é perfeita. Você vê que Ele não cometeu erros. Ele sabia de tudo o que há de "e se" em sua vida. Quando você finalmente reconhece isso, mesmo durante as provações, é possível ter alegria, alegria profunda. (89-90)</blockquote>
<blockquote>Este é o lugar que você alcança quando, depois de anos e anos de provações e dificuldades, você vê que tudo tem funcionado para o seu bem, e que a vontade de Deus é perfeita. Você vê que Ele não cometeu erros. Ele sabia de tudo o que há de "e se" em sua vida. Quando você finalmente reconhece isso, mesmo durante as provações, é possível ter alegria, alegria profunda. (89-90)</blockquote>
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<p>Eu não tinha uma categoria para esse tipo de fé ou perspectiva quando li essas palavras pela primeira vez anos atrás. Mas agora, mais de vinte anos depois, sou grata por elas. Grata que o mesmo Deus que andou com Evelyn Christenson através das várias provações em sua vida, e a ensinou a orar, tenha andado comigo e me ensinado também.
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Eu não tinha uma categoria para esse tipo de fé ou perspectiva quando li essas palavras pela primeira vez anos atrás. Mas agora, mais de vinte anos depois, sou grata por elas. Grata que o mesmo Deus que andou com Evelyn Christenson através das várias provações em sua vida, e a ensinou a orar, tenha andado comigo e me ensinado também.
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</p><p>Acima de tudo, sou grata por saber que Jesus, que morreu para que pudéssemos viver, que nos ama com um amor eterno, e que se preocupa com cada detalhe de nossas vidas, nunca vai cometer um erro.
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Acima de tudo, sou grata por saber que Jesus, que morreu para que pudéssemos viver, que nos ama com um amor eterno, e que se preocupa com cada detalhe de nossas vidas, nunca vai cometer um erro.
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Por Vaneetha Rendall Risner Sobre Sofrimento

Tradução por Rosane Andrade

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Deus nunca comete um erro.

Lembro-me vividamente dessas palavras, o título de um capítulo no livro de Evelyn Christenson, What Happens When Women Pray (O que acontece quando as mulheres oram, em tradução livre).

Honestamente, quando eu as li pela primeira vez, eu fiquei cética. As palavras soavam banais e ingênuas. Presumi arrogantemente que a autora não tinha enfrentado muitas dificuldades em sua vida, ou então ela não teria feito uma afirmação tão ousada. Em minha mente, Deus era bom e todo poderoso, mas dizer que Ele nunca cometeu erros tinha implicações arrebatadoras que pareciam inconsistentes com o mal maciço e o sofrimento no mundo. A declaração de Christenson me irritou tanto que fiquei tentada a parar de ler.

Ao ler o livro dela, eu tinha acabado de passar pelas consequências de uma crise conjugal, e estava grávida de nossa filha mais velha. Eu estava grata por termos reconstituído nosso casamento, mas dizer que Deus nunca cometeu um erro parecia um exagero. Minha vida já tinha sido difícil em muitas frentes. Eu vivi entrando e saindo do hospital depois de contrair pólio quando criança. Eu sofri bullying durante toda a época da escola. Eu tive recentemente três abortos espontâneos.

Tive dificuldade em imaginar que Deus não havia cometido um erro em algum lugar em minhas provações.

Tabela de conteúdo

Todo o meu sofrimento?

Enquanto eu lutava para acreditar que ele nunca havia cometido um erro, eu acreditava que Deus tinha estado em pelo menos parte do meu sofrimento inicial.

Mesmo aos dezesseis anos, quando eu vim para Cristo, eu já estava começando a ver o propósito de Deus em minha deficiência. Eu me deparei com João 9, onde Jesus diz a seus discípulos que a condição do cego não era por causa de qualquer pecado, mas para que sua vida pudesse glorificar a Deus. Quando eu li isso, eu sabia que Deus estava falando diretamente comigo. Ele me assegurou que meu sofrimento tinha um propósito, que mudou a forma como eu via minha vida e minhas lutas.

Ainda assim, embora eu tivesse visto Deus usar meus desafios físicos para o bem, eu duvidava que esse princípio se aplicasse a todo o meu sofrimento.

O que Deus diz sobre soberania

Apesar do meu ceticismo, já que eu estava liderando a discussão sobre o livro de Christenson na igreja, eu tive que continuar lendo. Examinei cuidadosamente a Bíblia antes de nossa reunião, pedindo a Deus sabedoria e orientação, e fui atraída para passagens sobre a soberania e propósito de Deus. Eu peguei uma concordância bíblica e fiz uma lista de passagens das Escrituras que se destacavam para mim, como estas:

Não se vendem dois pardais por uma moedinha? Contudo, nenhum deles cai no chão sem o consentimento do Pai de vocês. Até os cabelos da cabeça de vocês estão todos contados. (Mateus 10:29–30)
Sei que podes fazer todas as coisas; nenhum dos teus planos pode ser frustrado. (Jó 42:2)
Muitos são os planos no coração do homem, mas o que prevalece é o propósito do Senhor. (Provérbios 19:21)
Meu propósito permanecerá em pé, e farei tudo o que me agrada. . . O que eu disse, isso eu farei acontecer; o que planejei, isso farei. (Isaías 46:10-11)

Continuei relendo esses versículos, mesmo que eles não fizessem sentido para mim.

A verdade que eu não consegui ignorar

Quando a discussão começou, todos tinham uma opinião sobre a mesma linha que me prendera: "Deus nunca comete um erro." Algumas pessoas decididamente discordaram. Isso irritou-os. "É claro que coisas difíceis acontecem no mundo", insistiram, "mas não devemos atribuí-las a Deus." Outros compartilharam suas experiências dolorosas e lutas com a perda.

Alguém disse (com bastante naturalidade), “Conhecemos Romanos 8:28 que diz ‘Sabemos que Deus age em todas as coisas para o bem daqueles que o amam, dos que foram chamados de acordo com o seu propósito’, o que significa que Deus está no controle de todas as coisas e usará tudo para o nosso bem." Suas palavras tranquilas soavam mais como uma banalidade ou um clichê do que como a verdade, enquanto pairavam no ar. Sua insistência desapegada nessa doutrina, aparentemente sem simpatia ou compreensão, me tentou a defender a outra perspectiva.

No entanto, de alguma forma, eu não poderia fazer isso. De alguma forma, depois de ler a Bíblia cuidadosamente, eu não poderia descartar a ideia de que Deus nunca comete um erro. De alguma forma, no fundo de mim, eu sabia que as palavras da autora estavam alinhadas com as Escrituras. De alguma forma, eu acreditava que isso era uma verdade que muda vidas. E assim, proclamei minhas convicções ao grupo, mesmo quando ainda não as compreendia completamente.

Por que meu filho morreu?

Algumas semanas depois, pediram-me para colocar as minhas palavras à prova. Em uma rotina de ultrassom de 20 semanas, descobrimos que nosso bebê ainda não nascido, Paul, tinha um problema cardíaco com risco de vida que exigiria cirurgia. Eu disse a mim mesma e aos outros que Deus nunca comete um erro. Repeti essas palavras até que elas se tornaram parte do meu vocabulário. De uma forma inexplicável, a paz de Deus veio enquanto eu declarava aquelas palavras, palavras que me envolveram durante toda a gravidez.

Paul teve uma cirurgia bem-sucedida no nascimento e estava se desenvolvendo bem. Mas quase dois meses depois, ele morreu inesperadamente por causa da falta de atenção de um médico. Embora estivéssemos entorpecidos, meu marido e eu conversamos no funeral de Paul, reiterando que Deus nunca comete um erro. Estávamos ajudando um ao outro a encontrar esperança no Senhor por meio dessas palavras.

Na época, eu quis dizer essas palavras sinceramente, mas semanas depois do funeral de Paul, essas mesmas palavras mais uma vez pareciam vazias e banais. Por que Paul morreu? Por que Deus permitiu isso? Isso foi por causa da negligência de um médico – Deus não cometeu um erro desta vez?

A teologia – toda ela – parecia vazia e artificial para mim. Nada disso fazia sentido. As palavras ricocheteavam dentro da minha mente e não pousavam em lugar nenhum. Eu não sabia o que pensar ou como orar. Então eu não orei. E eu me desviei de Deus.

Meses depois, Deus graciosamente me atraiu de volta para Si mesmo. Enquanto soluçava no meu carro, encontrei o amor radical de Deus e vi a verdade sólida nas palavras que eu tinha empurrado para longe. Eram palavras sobre as quais eu poderia construir minha vida. Palavras que poderiam me levar através dos dias mais sombrios. Deus não havia cometido um erro em fazer Paul, em entregá-lo a nós por um tempo, e em levá-lo de volta para si mesmo. Toda a vida de Paul estava cheia de propósito divino.

O Plano A de Deus

Após a morte de Paul, li o livro When God Weeps (Quando Deus Chora, em tradução livre), de Joni Eareckson Tada, que me ajudou a ver a importância de acreditar na soberania de Deus. Joni diz,

Ou Deus governa, ou Satanás define a agenda do mundo e Deus estaria limitado a apenas reagir. Se esse fosse o cenário, o Todo-Poderoso acabaria reduzido a recolher os destroços deixados pelo diabo, procurando, de algum modo, tirar algo bom da situação. Mas esse não é o melhor plano para você, não é o plano A, não é exatamente o que Ele tem em mente. Em outras palavras, embora Deus possa consertar as coisas, se fosse desta forma, seu sofrimento em si não teria sentido. (84)

Como o título do capítulo de Christenson, as palavras de Joni me atingiram com força. Meu sofrimento tinha significado. Todo ele. Eu estava vivendo o plano A de Deus. Abraçar e entender suas palavras mudou minha perspectiva de vida, me dando força para continuar através das provações mais sombrias, procurando a mão de Deus, grata por minha dor ter um propósito divino.

Mesmo em Meus Pesadelos

Deus nunca comete um erro. A frase moldou e remodelou minha vida e me ancorou através de muitas tempestades. Eu me agarrei a isso quando fui diagnosticada com síndrome pós-pólio. E eu continuei repetindo isso depois que meu primeiro marido nos deixou.

Eu precisava da certeza de que Deus estava comigo em minhas provações. A certeza de que mesmo quando meus pesadelos se tornaram realidade, Deus não havia cometido um erro. Ele usaria até mesmo os meus resultados mais temidos para o meu bem e sua glória. Christenson diz:

Este é o lugar que você alcança quando, depois de anos e anos de provações e dificuldades, você vê que tudo tem funcionado para o seu bem, e que a vontade de Deus é perfeita. Você vê que Ele não cometeu erros. Ele sabia de tudo o que há de "e se" em sua vida. Quando você finalmente reconhece isso, mesmo durante as provações, é possível ter alegria, alegria profunda. (89-90)

Eu não tinha uma categoria para esse tipo de fé ou perspectiva quando li essas palavras pela primeira vez anos atrás. Mas agora, mais de vinte anos depois, sou grata por elas. Grata que o mesmo Deus que andou com Evelyn Christenson através das várias provações em sua vida, e a ensinou a orar, tenha andado comigo e me ensinado também.

Acima de tudo, sou grata por saber que Jesus, que morreu para que pudéssemos viver, que nos ama com um amor eterno, e que se preocupa com cada detalhe de nossas vidas, nunca vai cometer um erro.